PARTE I - Capítulo I De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha

NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR:

-DUODECAVÓS     João Lopes de Elvas e Inês Álvares

-UNIDECAVÓS     Maria da Costa e Fernão Vieira Tavares

-DECAVÓS    Capitão Diogo da Costa Tavares e Maria Bicudo (a moça)   

-ENEAVÓS    Ana Bicudo Tavares e Manuel da Cunha

-OCTAVÓS    Manoel da Cunha Gago e Antonia de Siqueira de Almeida

-HEPTAVÓS    Maria de Siqueira de Almeida e Antonio Ribeiro da Silva  

-HEXAVÓS    Estevão Ribeiro Bayão e Feliciana Fernandes dos Reis

-PENTAVÓS    Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) e Manoel Bueno Rocha

-TETRAVÓS    Luzia Bueno da Rocha e Miguel Arcangelo Rocha Loures

-TRISAVÓS    Anna Maria da Rocha e Pedro Antonio da Rocha

-BISAVÓS    Anna Joaquina da Rocha e Pedro Simões da Rocha

-AVÓS    Anna Maria da Rocha e Cândido Alves da Rocha

-PAIS    Pedro Alves da Rocha e Belmira dos Santos Rocha


DUODECAVÓS

Representação de João Lopes de Elvas. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026


 *João Lopes de Elvas nasceu em aproximadamente 1558, em Elvas, Portugal, morreu em aproximadamente 1651, em Portugal, casou-se com Inês Álvares, que nasceu em aproximadamente 1562, em Elvas, Portugal. Tiveram os filhos: Margarida Ximenes, Joanna da Costa, Izabel Lopes, Catarina da Costa, Francisca Da Costa, Theotonio Gomes e *Maria da Costa.

    No site de teses da USP (Universidade de São Paulo), Brasil, encontra-se a dissertação de mestrado do Prof. Marcelo Meira Amaral Bogaciovas, “Tribulações do Povo de Israel na São Paulo Colonial”, publicada sob orientação da Profa. A Dra. Anita Novinsky em 2006.

    Nesta, cita-se: 

    “O pai de Maria da Costa, João Lopes de Elvas, por alcunha ‘do óculo’ porque usava óculos, era qualificado ora como comerciante ora como tratante. Em dezembro de 1597, na sessão de genealogia, disse ser cristão-novo, natural de Elvas e morador em Beja”.

    No processo inquisitorial de João Lopes de Elvas (nº. 2364860), arquivado e disponível no Arquivo Nacional Torre do Tombo, verifica-se a acusação, o nome de seus pais e as datas de prisão e sentença: 

    “Processo de João Lopes (…) / Crime/Acusação: Judaísmo, heresia e apostasia / Naturalidade: Elvas / Morada: Beja

    Pai: Gomes Rodrigues / Mãe: Isabel Lopes / Estado Civil: Casado / Data da Prisão: 17/09/1596 / Data da Sentença: 27/08/1600 / Data do Auto de Fé: 27/08/1600

    Outros Dados: O RÉU FOI ATORMENTADO EM 1600-05-(?),NÃO CONFESSANDO QUAISQUER CULPAS. M.C. (…)”.

    Abaixo, consta o segundo processo de João, pois foi preso por duas vezes.



    Abaixo, o Mandado de Prisão de João, na imagem 03 do processo, podemos verificar que constam manchas no papel, uma mais escura, em baixo, que provavelmente seja o nanquim, ou o papel rasgado, mas consta outra, acima na folha na parte esquerda, que parece com sangue. Talvez seja o sangue do próprio João, durante o processo de tortura.


    Abaixo, os números de alguns processos inquisitoriais de outros membros da família:
Irmão de João Lopes Elvas, Diogo Fernandes de Elvas — PT/TT/TSO-IE/021/11527 Crime/Acusação: “Judaísmo”. 
Irmão de João Lopes Elvas: André Álvares Castro — PT/TT/TSO-IE/021/05681 Crime/Acusação: “Judaísmo”. 
    Filho de João Lopes Elvas, Teotônio Gomes. Crime/Acusação: “Judaísmo”.  
*Maria da Costa e seu segundo esposo são mencionados na imagem 131 do segundo processo que João Lopes Elvas sofreu, onde, anteriormente no documento, descreveu nomes de suas duas esposas e sete filhos: 
Ainda citando filhos “ (…) e Maria da Costa ou Tavares que ambos apelidos tem (…) e a dita Maria da Costa ser de idade quarenta anos (…) e segunda esposa de Fernão Vieira (…)”.







 BOGACIOVAS, Marcelo Meira Amaral. Tribulações do povo de Israel na São Paulo colonial. 2006. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006, p. 109. doi:10.11606/D.8.2006.tde-11072007-103932. 
Acesso em 18/03/2022.


 Imagem 131 do processo de inquisição encontrado em Arquivo Nacional Torre do Tombo, 
(Segundo processo inquisitório de João Lopes Elvas de 2 de maio de 1618).


UNIDECAVÓS

Representação de Maria da Costa Tavares na prisão. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026

 

*Maria da Costa nasceu em aproximadamente 1584, em Évora Portugal, morreu provavelmente em 05/05/1624, em Lisboa, Portugal, foi casada com Fernão Vieira Tavares, que nasceu em aproximadamente 1555, em Portugal. Tiveram os filhos: Paschoal da Costa Tavares, Anna e  *Capitão Diogo da Costa Tavares.

    De acordo com o seguinte processo Inquisitorial no Arquivo Nacional Torre do Tombo: 

    PROCESSO DE MARIA DA COSTA / CÓDIGO DE REFERÊNCIA: PT/TT/TSO-IL/028/11992 / DATAS DE PRODUÇÃO : 1618-05-07  a  1624-05-06  / Estatuto social: cristã-nova / Idade: 35 anos / Crime/Acusação: judaísmo / Naturalidade: Évora / Morada: Beja, assistente em Lisboa

    Pai: João Lopes, de Elvas, foi mercador / Mãe: Inês Alvares, de Elvas / Estado civil: casada / Cônjuge: Fernão Vieira Tavares, cristão-velho / Data de prisão: 03/06/1618

    Sentença: auto-de-fé de 05/05/1624. Abjuração de veemente, cárcere a arbítrio, penas e penitências espirituais.

    Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, processo 11992.

    Transcrição da imagem abaixo:

“Processo de Maria da Costa (…) da Cidade de Beja, mulher de Fernão Vieira Tavares, presa nos cárceres da Inquisição desta Cidade de Lisboa”.


Encontra-se em seu mandado de prisão:

“(…)  em que nela está presa Maria da Costa, filha de João Lopes (…) mulher de Fernão Vieira Tavares (…) em mil seiscentos e dezenove”.



“Culpas contra Maria da Costa (…) da confissão da Maria da Costa (…) foi presa (…) por culpas de judaísmo (…) aos vinte e quatro de outubro de seiscentos e dezenove (…)”.



Abaixo, a página do processo onde consta a assinatura de Maria da Costa.


Conforme texto de NOVINSKY (2005), parafraseando o processo de Maria da Costa:  
“Maria da Costa, conversa, em cuja casa se criou, era fervorosa judia, na cidade de Beja. Foi presa, torturada e ficou seis anos nos cárceres da Inquisição. A leitura do processo de Maria da Costa abre uma nova veia para o conhecimento dos antepassados de Raposo Tavares e para a compreensão de sua irreverência religiosa.

    Conta o processo de Maria da Costa que ela tentou fugir para o Brasil, onde se encontravam o marido e os enteados, mas foi denunciada e presa. Reduzida à miséria, com duas crianças menores, nunca reviu a família do Brasil.”

Podemos verificar no texto abaixo, de BOGACIOVAS, as informações sobre a genealogia e sobre o processo de Maria da Costa: 
(Pág. 108):“Maria da Costa, mulher de Fernão Vieira Tavares, era madrasta do bandeirante Antônio Raposo Tavares. Era cristã-nova e em sua casa se praticava o judaísmo. Por ter sido presa pelo Santo Ofício, é possível reconstituir sua vida através do seu processo. 
Maria da Costa era natural da cidade de Évora, onde nasceu cerca de 1584, filha de João Lopes de Elvas, mercador, e de Inês Álvares, que seriam naturais de Elvas, conforme o depoimento de Maria da Costa, na sessão de genealogia em 9 de março de 1619. Declarou que seus avós paternos eram Gomes Rodrigues e Isabel Lopes, que supunha serem também de Elvas; dos maternos não tinha conhecimento nenhum. Todos eram cristãos-novos, à exceção de sua mãe, que era meio cristã-velha.  Declarou ser casada com Fernão Vieira Tavares, cristão-velho, que foi escrivão dos órfãos de Beja e à época era Contador Mor do Brasil e dele tinha três filhos: Pascoal, de 8 anos, Diogo e Ana, mais moços. Disse que ela fora casada anteriormente com Diogo Nunes Machado, cristão-novo que tinha as rendas, de quem teve dois filhos: Isabel da Costa, que com ela estava presa no Limoeiro e não sabia o que era feito dela, e… de Brito, que faleceu solteiro”.

    (Pág. 109): “(…) Maria da Costa recebeu ordem de prisão em 1º de junho de 1618 na cidade de Lisboa (…). Em 3 de junho foi entregue aos estaos (sic) e cárceres do Santo Ofício. Quando se fez o inventário dos seus bens, em 9 de março de 1619, o Inquisidor Rui Fernandes de Saldanha mandou chamar Maria da Costa, que afirmou que não possuía bens de raiz (…).

    Do sumário de culpas contra Maria da Costa, é possível extrair o que segue, para melhor entender a problemática do cristão-novo:
1. Da confissão de Maria Dias, em 9 de setembro de 1611, nos cárceres da Inquisição de Évora, no tormento: que se comunicou à lei de Moisés, na cidade de Beja, com João Lopes, tendeiro, cristão-novo e com Helena Fernandes, sua mulher, que foram presos pelo Santo Ofício de Évora, e com André Álvares e com Gomes Rodrigues, seu filho, e com Teotônio Gomes, seu sobrinho, e com Beatriz Vaz, Maria da Paz, Maria da Costa e Francisca da Costa sua irmã, Beatriz Antônia e Isabel Lopes, irmã das sobreditas, as quais pessoas ela confitente disseram todos que eram judias, e criam na Lei de Moisés e nela esperavam salvar-se (…)”.

    (Pág. 110): “3. Testemunho de Bento Fernandes Pinto, cristão-novo, de mãos atadas, depois de ser cientificado de que seria relaxado à justiça secular, ou seja, de que morreria queimado, em 13 de maio de 1623, nos cárceres do Santo Ofício de Évora: disse que no ano de 1616 ou de 1617 fora ele confitente à cidade de Beja na casa de Teotônio Gomes d’Elvas, e com ele se achou Maria da Costa sua irmã, mulher de Fernão Vieira Tavares, e estando os três a falar nas cousas da Lei de Moisés, e com esta ocasião ele confitente, e os ditos Teotônio Gomes e Maria da Costa disseram que criam e viviam na Lei de Moisés e nela esperavam salvar-se, e por sua observância não comiam carne de porco, lebre, coelho, nem peixe de escama. E que as sobreditas pessoas são cristãs-novas e eram amigos da mesma nação, e do costume disse nada (…)”.

“O fado de Maria da Costa ainda estava por vir. Em 31 de maio de 1618, da cidade de Lisboa, o Secretário do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, certificou que a ré Maria da Costa Soares (a primeira vez que ela veio nomeada Soares), cristã-nova, se ausentou da cidade de Beja, onde era moradora e foi para a cidade de Lisboa com medo de a prenderem por ter pai e irmão e mais parentes presos que poderiam dizer dela, e porventura para se embarcar fora do Reino para as partes do Brasil onde diz estar seu marido Fernão Vieira Tavares. Pelo que pedia que a ré fosse trazida para os cárceres da Inquisição de Lisboa com sequestro de bens e que se procedesse contra ela conforme suas culpas”.
(Pág. 112): “(…) Fez uma petição onde ela dizia que era moradora na cidade de Beja, mulher de Fernão Vieira Tavares, moço da câmara de El-Rei, estante na Bahia de Todos os Santos, aonde serve de contador mor do Estado do Brasil, que ela teve cartas do dito seu marido em como estava muito doente e para apurar o sobredito foi para Lisboa informar-se. Declarou ainda que era casada com seu marido havia muitos anos e que vivia cristãmente, motivo pelo qual pedia que soltassem suas filhas, presas pela Inquisição de Lisboa, prisões motivadas por ouvidos que deram a inimigos seus”.

    (Pág. 113): “(…) Os promotores pediram que a ré fosse declarada por herege apóstata da santa fé católica e que incorresse em sentença de excomunhão maior e em confiscação de todos seus bens para o fisco e câmara real, e nas mais penas contra as semelhantes estabelecidas, e que, como herege apóstata, pertinaz e negativa, fosse relaxada à Justiça Secular, o que equivaleria a ter como sentença a pena de morte”.

(Pág. 114): “(…) Admitiu ter trocado o nome Maria Costa em Maria Soares”.

    (Pág. 117): “(…) Pelas negativas de Maria da Costa, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa decidiu, em 14 de dezembro de 1623, colocá-la no tormento para que ela confessasse seu crime de judaísmo. Ela voltou a afirmar que não tinha culpas a confessar. Disse ainda que era doente de gota, que lhe dava também no peito. Por esta razão e pela ausência do médico Diogo Rodrigues, entendeu-se que seria necessário aplicar o tormento depois. Assim se deu, tempos depois, em 12 de janeiro de 1624. Foi despojada dos seus vestidos e assentada no escabelo defronte da pole. Reafirmando que não tinha culpas a confessar, os inquisidores não tiveram dúvida: iniciaram a sessão de tormento nesta senhora de 40 anos, mãe de vários filhos, indefesa diante da severidade daqueles homens. Foi dada a primeira volta, o corpo esticado, e ela passou a gritar pelo nome de Jesus, que Jesus lhe valesse, e pela Virgem Nossa Senhora. Admoestada novamente, reafirmou que não tinha culpas a confessar. Deram dois tratos corridos. Maria da Costa resistiu com bravura à sanha dos inquisidores, foi desatada e levada de volta ao seu cárcere para receber os curativos”.

    (Pág. 119): “(…) Permaneceu nos cárceres da Inquisição de Lisboa durante 6 anos. Tentou fugir para o Brasil, onde se encontravam o marido, filhos e enteados, mas foi denunciada e presa. Frustrada em suas esperanças, nunca mais os reviu”.

Abaixo, consta a informação sobre o marido Fernão Vieira (que estava no Brasil a trabalho) enquanto sua esposa que estava presa em Lisboa. Onde informa que Fernão Vieira, muito doente, constante na imagem 75 do processo de Ana Maria.



Referência:
Arquivo Nacional Torre do Tombo: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2312192  Inquisição de Lisboa, Processo Nº 11992 – Maria da Costa.

NOVINSKY, A. Novos elementos para a história de São Paulo: Paulistas cristãos-novos contra os jesuítas. Revista USP, [S. l.], n. 65, p. 102, 2005. DOI: 10.11606/issn.2316-9036.v0i65p95-104. Disponível em:  https://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/13413 . Acesso em: 11 mar. 2022.

BOGACIOVAS, Marcelo Meira Amaral. Tribulações do povo de Israel na São Paulo colonial. 2006. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006, p. 108–110, 112–114, 117, 119. doi:10.11606/D.8.2006.tde-11072007-103932.  https://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/17/TESE_MARCELO_MEIRA_AMARAL_BOGACIOVAS.pdf  Acesso em: 2022-03-11.

Nota de Bogaciovas: “Processo nº 11.992 do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa, de Maria da Costa, ano de 1618. In IAN/TT. Cópia xerox do arquivo da Professora Anita Novinsky”.

Nota de Bogaciovas: “É interessante notar a relatividade das coisas. No momento do interrogatório, era melhor dizer que sua mãe era meio cristã-velha. Mas, certamente, os inquisidores interpretaram como meio cristã-nova…”.


DECAVÓS


Antônio Raposo Tavares (irmão do Diogo da Costa Tavares).

*Capitão Diogo da Costa Tavares nasceu em aproximadamente 1614 em Beja, Portugal, morreu em 1659 em Cotia, Brasil,  casou-se com Maria Bicudo (a moça), que nasceu em aproximadamente 1620, em São Paulo, Brasil e morreu antes de 27/06/1659, em São Paulo, Brasil). Tiveram os filhos: Catarina Bicudo Tavares, Antônio Vieira Tavares, Isabel da Costa Tavares, Maria Bicudo Tavares, Maria de Mendonça Tavares, Diogo da Costa Tavares, Margarida Bicudo, Fernão Vieira Tavares e  *Ana Bicudo Tavares.

    Em “Nobiliarquia Paulistana”, encontramos adicional evidência de que Antônio Raposo Tavares, enteado de Maria da Costa, era (meio) irmão de *Diogo da Costa Tavares: 

    “Apenas encontramos a certeza de que do corpo militar paulistano foram capitães de infantaria Valentim de Barros e seu irmãos Luiz Pedroso de Barros, Antonio Raposo Tavares e seu irmão Diogo da Costa Tavares (…)”.



    No texto de LEME (1903), podemos verificar a filiação de Maria Bicudo e do seu esposo Diogo da Costa Tavares: 


    Voltando à tese de BOGACIOVAS (2006): 
(Pág. 221): “É enorme a descendência do Capitão Diogo da Costa Tavares, cristão-novo, meio irmão do bandeirante Antônio Raposo Tavares. Diogo era filho de Fernão Vieira Tavares e da judaizante Maria da Costa. Diogo havia nascido cerca de 1614 na cidade de Beja. Veio para São Paulo cerca de 1638, provavelmente a chamado de seu pai Fernão Vieira, já que a sua permanência em Portugal não lhe seria muito propícia, uma vez que sua mãe Maria da Costa houvera sido penitenciada pelo Santo Ofício de Lisboa por judaísmo. Em São Paulo se casou duas vezes, a primeira com Maria Bicudo , irmã inteira de Beatriz Furtado de Mendonça, primeira mulher de Antônio Raposo Tavares, filhas do Capitão Manuel Pires e de sua mulher Maria Bicudo. Segunda vez se casou com Catarina de Lemos, tendo geração das duas mulheres”.
Na imagem 86 do processo inquisitório de Maria da Costa, é possível ler o nome de seus filhos e de seu esposo: 
“(…) e casada com Fernão Vieira Tavares (…) e agora é contador mor do Brasil e (dele) tem três filhos a saber Paschoal, de oito anos, Diogo e Anna (…)”.



Também, podemos comprovar a genealogia de *Capitão Diogo da Costa Tavares, por meio do livro que conta a história de seu irmão por parte de pai (Antônio Raposo Tavares): 
Pág. 99:



Conforme LEME (1903), Maria Bicudo (a moça), esposa do *Capitão Diogo da Costa Tavares, era neta de Antonio Bicudo Carneiro, também Cristão novo, que podemos observar toda a linhagem na Parte I , Capítulo II- De Vicente Annes Bicudo a Pedro Alves da Rocha, em Unidecavós. 
Clique no link para ir direto à página:



De acordo com o inventário de Maria Bicudo, mãe de Maria Bicudo “a moça”:




Desta forma, liga-se dois títulos entrelaçados por sua história sefardita:  (Pág. 448): 



(Pág. 450):

Abaixo, caso tenha interesse, poderá ver o vídeo que fala sobre o Antonio Raposo Tavares, irmão do Diogo da Costa Tavares. Vídeo interessante, fala sobre os Bandeirantes. Logo no início do vídeo tem um depoimento da historiadora Dra. Anita Novinsky.  Esclarece fatos sobre a história do Brasil. Antônio Raposo Tavares, foi um português, bandeirante paulista, que expandiu as fronteiras brasileiras às custas dos domínios espanhóis. Muito serviu a D. Francisco de Sousa, e por isso foi por ele armado cavaleiro da Casa Real. Teve diversos cargos na vila de São Paulo e foi ativo sertanista. (clique no link abaixo)

Referências:

LEME, Pedro Taques de Almeida Paes (n. 1714, f. 1777) – Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica, In: Revista Trimensal do Instituto Histórico Geográfico e Ethnographico do Brasil, 4º trimestre de 1871, continuada do 3º trimestre, pp. 173–174.

 LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 6, 1905, São Paulo, p. 450.

BOGACIOVAS, Marcelo Meira Amaral. Tribulações do povo de Israel na São Paulo colonial. 2006. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006, p. 109. doi:10.11606/D.8.2006.tde-11072007-103932.   https://www.catedra-alberto-benveniste.org/_fich/17/TESE_MARCELO_MEIRA_AMARAL_BOGACIOVAS.pdf Acesso em: 2022-03-11.

LEME, Pedro Taques de Almeida Paes (n. 1714, f. 1777) – Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica, 5ª ed., 3 volumes, São Paulo, 1980: Editora Itatiaia/EDUSP. Volume 3, p. 183.

 https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2312192 Inquisição de Lisboa, Processo Nº 11992 – Maria da Costa I A N Torre do Tombo (conforme imagem 86).

FALCÃO, José António. Raposo Tavares: Grandes Nomes da Nossa História. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Volume 98, São Paulo, 2014. Disponível em   http://ihgsp.org.br/wp-content/uploads/2019/06/Antonio-Raposo-Tavares-o-maior-bandeirante.pdf  Acesso em: 2022-03-18, pp. 99–100.

 LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 6, 1905, São Paulo, pp. 296–297.

 Disponível no link do Sistema de Arquivos do Estado de São Paulo (SAESP): http://www.projetocompartilhar.org/SAESPp/mariabicudo1660fernandoraposotavares1658.htm.


ENEAVÓS



*Ana Bicudo Tavares nasceu em aproximadamente 1644 em São Paulo, Brasil, morreu provavelmente em São Paulo, Brasil, casou-se com Manuel da Cunha, que nasceu em aproximadamente 1640, em São Paulo, Brasil e morreu em 1679, em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Maria da Cunha e *Manoel da Cunha Gago.

Em “Genealogia Paulistana”, de Luiz Gonzaga da Silva Leme na página 452, é possível ler:  


LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 6, 1905, São Paulo, p. 452.

O vídeo abaixo conta um pouco da história do Paraná. Fala sobre os bandeirantes, também cita Raposo Tavares, Mateus Leme e outros.
https://www.youtube.com/watch?v=Y5geNJTNLCU



OCTAVÓS



 *Manoel da Cunha Gago nasceu em aproximadamente 1659 em São Paulo, Brasil, morreu em Curitiba, Brasil, casou-se com Antonia de Siqueira de Almeida, que nasceu em aproximadamente 1659 em São Paulo, Brasil e morreu em 1729, em Curitiba, Brasil. Tiveram os filhos: Maria da Açucena da Cunha, Catharina de Almeida, Salvador da Cunha e *Maria de Siqueira de Almeida.

Repetindo a referência anterior, consta que:

E, consultando o Título Siqueiras Mendonças, averigua-se: 

Cap. 7.º § 1.º pag 546 e 547 (…)


(Pág. 547):


Referência:

LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 6, 1905, São Paulo, p. 452.

LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 7, 1905, São Paulo, pp. 546–547.


HEPTAVÓS  


 *Maria de Siqueira de Almeida nasceu em aproximadamente 1677 em Guaratinguetá, Brasil, morreu em 28/04/1717, em Curitiba, Brasil), casou-se em 1691 com Antonio Ribeiro da Silva, que nasceu em aproximadamente 1672 em Guaratinguetá, Brasil e morreu em 1725, em Curitiba, Brasil. Tiveram os filhos: Antônia Ribeiro da Silva, Antônio Ribeiro Baião, Alferes Domingos Ribeiro da Silva, Francisca Ribeiro da Siqueira, José, Francisco Ribeiro da Silva, Ursula de Almeida de Siqueira, João Ribeiro Maciel e *Estevão Ribeiro Bayão.

*Maria de Siqueira de Almeida é citada no sétimo volume de “Genealogia Paulistana”: 


Em “Genealogia Paranaense”, no oitavo volume, págs. 259-260:



E ao mencionar seu filho, *Estevão Ribeiro Bayão, no primeiro volume de  “Genealogia Paranaense”:



Referência:

LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 7, 1905, São Paulo, p. 547.

NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 8, 1929, Curitiba, pp. 259–260.

NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 1, 1929, Curitiba, pp. 293–294.


HEXAVÓS

Representação de Estevão Ribeiro Bayão. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026.

Representação da expedição de Estevão Ribeiro Bayão. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026.

Planta dos descobrimentos que fizeram as expedições dos Capitães Estevão Ribeiro Baião e Francisco Nunes Pereira, no Tibagi.

 *Estevão Ribeiro Bayão que nasceu em  aproximadamente 1703 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 30/12/1769, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 14/09/1739 com Feliciana Fernandes dos Reis nasceu em 15/06/1720 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 1773, no Brasil, Tiveram os filhos: Maria Rodrigues da Luz, Anna Luis de Sequeyra, Josepha Maria da Silva, Antônio Carvalho Pinto, Francisca Bayão, Escolastica Bayao, Anna Maria de Jesus Carvalho, João Ribeyro, Miguel e *Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis). 

    Quando Feliciana morreu deixou os filhos órfãos, em 1773, sendo que sua filha Luzia tinha apenas 7 anos de idade, mas conforme verificamos no processo de “Dispensa Matrimonial” na linhagem abaixo (de Luzia e Manoel), ela permaneceu morando na casa de sua mãe, provavelmente criada pelos irmãos mais velhos.

    No texto abaixo, pode-se verificar a filiação de *Estevão Ribeiro Bayão e o nome da sua esposa: 



Entre as páginas 294 e 295 de “Genealogia Paranaense”, volume 1: 
Verificamos que morava  em São José dos Pinhais, foi comandante da segunda expedição dos sertões de Guarapuava e Tibagi, descobrindo o Rio Ivaí e batizando o mesmo com o nome de D. Luiz. Quando ficou doente (de malária) e se retirou até a sua casa onde morreu.


Conforme registro de casamento de Estevão:

“Estevão Ribeiro da Silva e Feliciana Fernandes dos Reis”.
“(…) Aos catorze dias do mês de setembro de mil e setecentos e trinta e nove anos na Capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões (…) se casaram solemente por palavras de presente Estevão Ribeiro da Silva, filho de Antonio Ribeiro da Silva e de sua mulher Maria de Siqueira de Almeida, (…) com Feliciana Fernandes dos Reis, filha de João Martins Leme e de sua mulher Catarina Rodrigues Pinto, todos naturais e moradores da dita freguesia (…)”.

Para fins de esclarecimento, neste documento foi utilizado o sobrenome “Silva” do seu pai, Capitão Antonio Ribeiro da Silva, em contrapartida ao que aparece em outras referências em que se utiliza o sobrenome “Bayão” (do avô Capitão Antonio Ribeiro Bayão). Contudo, os nomes e sobrenomes periféricos conferem. Era comum antigamente que os sobrenomes pulassem uma geração, sendo o avô Bayão, o pai Silva e o neto, Bayão.




Mesmo documento em inteiro teor:



Consta em seu atestado de óbito: 

“Aos trinta dias do mês de dezembro do ano de mil setecentos e sessenta e nove faleceu da vida presente o Capitão Estevão Ribeiro Bayão, casado com Feliciana Fernandes, de idade de sessenta e seis anos, pouco mais ou menos (…)”.




    Abaixo consta a carta de relato ao governador da Capitania de São Paulo, Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão dos acontecimentos ocorridos durante a expedição feita pelo capitão Estevão Ribeiro Bayão ao rio Tibagi e sua morte após contrair malária, em 24 de janeiro de 1770.






Carta disponível em 
Referência : Biblioteca Digital Luso-Brasileira

Planta dos descobrimentos que fizeram as expedições dos Capitães Estevão Ribeiro Baião e Francisco Nunes Pereira no Tibagy disponível em:

Referência:

 LEME, Luiz Gonzaga da Silva. Genealogia Paulistana, volume 7, 1905, São Paulo, p. 547.

 NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 8, 1929, Curitiba, pp. 259–260.

NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 1, 1929, Curitiba, pp. 293–294.

NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 8, 1929, Curitiba, pp. 259–260.

 NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 1, 1929, Curitiba, pp. 294–295.

“Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939N-PQQD-V?cc=2177282&wc=MHN6-MPN%3A369754501%2C369754502%2C370925201 : 22 May 2014), Curitiba > Nossa Senhora da Luz > Matrimônios Livro: 1 Folha 35.


“Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-DNH6-L?cc=2177282&wc=MHNDV2S%3A369753201%2C369755602%2C370349901 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Óbitos 1757, Jul-1852, Maio > imagem 43 of 142; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).



PENTAVÓS

São José dos Pinhais, Paraná.

*Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) nasceu em 1766 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 20/03/1793, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 18/02/1787 com Manoel Bueno Rocha, que nasceu em aproximadamente 1747 em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em  aproximadamente 1809, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Rosa Bueno Da Rocha, Anna Buena Rocha, João Bueno da Rocha, Felicia Bueno Pilar, Salvador Bueno da Rocha e *Luzia Bueno da Rocha.

Negrão (1929) escreveu: 

(Pág. 219):  

   
     Através do documento abaixo, de dispensa matrimonial de Manoel Bueno Rocha e Luzia, verifica-se neste documento que Luzia foi registrada ao nascer com o sobrenome da mãe (Fernandes dos Reis), em 19/07/1784 deram entrada no processo de Dispensa Matrimonial e o documento só foi assinado pelo bispo aprovando o casamento em novembro de 1786, pois Manoel e Luzia eram primos em quarto grau e na época, tinham que ter a aprovação do Bispo para se casarem nesses casos. Verifica-se que ao se casar, Luzia perde o sobrenome que tinha ao nascer (Luzia Fernandes dos Reis) e ganha o sobrenome religioso (Luzia Ignácia de Jesus). 

    Provavelmente enquanto aguardavam a aprovação do casamento, Luzia teria ido morar com Manoel, pois o casamento foi em 1787 e a primeira filha do casal (Maria Rosa) nasceu em 1785. Provavelmente foi este fato que fez com que Luzia passasse a ter o nome religioso. Conforme podemos observar no livro de Maria Odilla, abaixo, quando fala das mulheres que viviam em São Paulo.

Mulheres sem História, de Maria Odila Leite da Silva Dias, Revista de História Pág 35 


    Abaixo, consta parte do processo de dispensa matrimonial de Manoel e Luzia. Os processos de dispensa matrimonial estão entre os registros mais interessantes e aprofundados para a pesquisa genealógica. Eles são, basicamente, uma autorização para que um casal possa se casar na igreja católica e consta toda a genealogia do casal. Neste caso, são 36 imagens do processo, que podem ver na íntegra através do link abaixo.


Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 “Brasil, São Paulo, Registros da Igreja Católica, 1640-2012,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-T4HZ-T?cc=2177299&wc=M5VK3TR%3A371870001%2C374386301%2C374579701 : 22 May 2014), São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 > imagem 2 of 36; Paróquias Católicas, São Paulo (Catholic Church parishes, São Paulo).

Em julho de 1784, foi dada entrada no processo de “dispensa matrimonial” de Manoel e Luzia: 
“Autos de Dispensa de Manoel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis”.
“(…) mil setecentos e oitenta e quatro [ilegível] mês de julho (…)”.




    Num primeiro momento, o casamento é impedido pelo fato de Manuel e Luzia serem primos em quarto grau, demonstrando seus ancestrais em comum: 
Dizem os oradores Manoel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis, naturais fregueses da freguesia de [ilegível] contratados entre si de se casarem na forma do sagrado [ilegível] o não podem fazer sem primeiro serem dispensados por V. Ex.ª [ilegível] (por serem) impedidos no quarto grau de consanguinidade (porquê):
(…) Que Antonio Martins Leme é irmão de Maria Leme e que desta nasceu Dionísia Leme, e desta nasceu Maria Leme e que desta procedeo Manoel Bueno (da Rocha);
(…) Que de Antonio Martins Leme nasceu João Martins Leme deste nasceu Feliciana (Fernandes dos) Reis, e desta nasceu Luzia Fernandes dos Reis, oradora. 



    Posteriormente, o bispo assina, autorizando o casamento mediante paga de penitência em dinheiro (conforme constam os valores abaixo na mesma folha) na data de dois de setembro de 1786: 
“(…) [ilegível] legitimamos (…) matrimônio. Cidade de S. Paulo em 2 de setembro de 1786. Bispo de S. Paulo.




    Sobre o casamento de *Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) e Manoel Bueno Rocha: 
“Manoel Bueno da Rocha (…) Aos dezoito dias do mês de fevereiro de mil setecentos e oitenta e sete, nesta igreja Matriz do Patrocínio de São José de Curitiba…”



    Podemos observar que a partir do registro de casamento, e nos documentos seguintes, o sobrenome de Luzia é alterado de “Fernandes dos Reis” para “Ignácia de Jesus”. Os nomes periféricos confirmam se tratar da mesma pessoa em questão:


“Manoel Bueno da Rocha e Luzia Ignácia de Jesus (…) se casaram (…) por palavras de presente Manoel Bueno da Rocha, natural desta freguesia, filho legítimo do Capitão Amador Bueno da Rocha, da mesma naturalidade, e (…) Maria Leme (de Jesus) natural da Vila de Curitiba: com Luzia Ignácia de Jesus, natural desta freguesia, filha legítima do Capitão Estevão Ribeiro Bayão, natural desta freguesia e sua mulher Feliciana Fernandes dos Reis, natural da Vila de Curitiba (…) Avós paternos da contraente: Antonio [ilegível] Bayão e Maria de Siqueira de Almeida, ambos naturais da Vila de Guaratinguetá (…)”.



    Abaixo, comprovando a filiação de Luzia Bueno Rocha, segue a certidão de batismo, onde podemos ver que o ano é 1793, assim, Francisco Negrão quando citou a data 20/03/1793 (C.O. de Curitiba, ou seja, “Cartório de Órfãos de Curitiba”) se referiu à morte (e não ao casamento) de sua esposa Luzia Ignácia de Jesus, pois no batismo de sua filha Luzia Bueno, em 16/04/1793 consta que a esposa dele já era falecida, conforme é demonstrado no documento a seguir: 

“Luzia (…) Aos dezesseis de abril de mil setecentos e noventa e três nesta Matriz do Patrocínio de São José (…) Luzia filha legítima de Manuel Bueno da Rocha e de sua mulher, já falecida, Luzia Ignácia de Jesus (…)”.




Conforme verificamos na dispensa matrimonial de Manuel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis, ambos eram primos em quarto grau:
 (…) Que Antonio Martins Leme é irmão de Maria Leme e que desta nasceu Dionísia Leme, e desta nasceu Maria Leme e que desta procedeo Manoel Bueno (da Rocha);
(…) Que de Antonio Martins Leme nasceu João Martins Leme deste nasceu Feliciana (Fernandes dos) Reis, e desta nasceu Luzia Fernandes dos Reis, oradora. 

    Antonio Martins Leme era filho de Matheus Martins Leme e esposo de Margarida Fernandes dos Reis, que era filha de Baltasar Carrasco dos Reis (conforme consta na linhagem Marteen Leme, Capítulo V, Parte I ).
    Joaquina Machado Ferreira (avó materna de Teresa, mãe de Belmira) era prima em terceiro grau de Anna Maria da Rocha (avó paterna de Teresa, mãe de Pedro Alves da Rocha) que também, ambas eram primas em terceiro grau de Cândido Alves da Rocha (avô paterno de Teresa, pai de Pedro e esposo de Anna Maria da Rocha). Sendo Joaquina Machado Ferreira descendente de Maria Rosa Bueno da Rocha, sendo Anna Maria da Rocha e Cândido Alves da Rocha descendentes de Luzia Bueno da Rocha. Sendo Maria Rosa Bueno da Rocha e Luzia Bueno da Rocha, irmãs.

    Sendo assim, esta linhagem deste ponto em diante até João Lopes de Elvas, é válida para os três: Joaquina, Anna Maria e Cândido.

Referência:

 NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense, volume 8, 1929, Curitiba, pp. 218–219.

 Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 “Brasil, São Paulo, Registros da Igreja Católica, 1640-2012,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-T4HZ-T?cc=2177299&wc=M5VK3TR%3A371870001%2C374386301%2C374579701 : 22 May 2014), São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 > imagem 2 of 36; Paróquias Católicas, São Paulo (Catholic Church parishes, São Paulo).

 Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 “Brasil, São Paulo, Registros da Igreja Católica, 1640-2012,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-T44W-3?cc=2177299&wc=M5VK3TR%3A371870001%2C374386301%2C374579701 : 22 May 2014), São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 > imagem 4 of 36; Paróquias Católicas, São Paulo (Catholic Church parishes, São Paulo).

 Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012 > São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 “Brasil, São Paulo, Registros da Igreja Católica, 1640-2012,” database with images, FamilySearch
(https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-T44F-9?cc=2177299&wc=M5VK3TR%3A371870001%2C374386301%2C374579701 : 22 May 2014), São Paulo > Arquidiocese de São Paulo, Parte B > Dispensas matrimoniais 1784 vol 1591 > imagem 19 of 36; Paróquias Católicas, São Paulo (Catholic Church parishes, São Paulo).

 Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > São José dos Pinhais > São José > Matrimônios 1786, Fev-1832, Fev “Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939N-PD9X-R?cc=2177282&wc=MHNDP38%3A369753201%2C369755602%2C370489401 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Matrimônios 1786, Fev-1832, Fev > imagem 6 of 189; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).

 Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > São José dos Pinhais > São José > Batismos 1785, Set-1829, Dez “Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-DNCV-H?cc=2177282&wc=MHN8-PZ9%3A369753201%2C369755602%2C369995501 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Batismos 1785, Set-1829, Dez > image 44 of 183; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).



TETRAVÓS
Praça 8 de Janeiro, Matriz de São José dos Pinhais, Paraná

*Luzia Bueno da Rocha nasceu em 1793 em  São José dos Pinhais, Brasil, morreu em. São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 1808 com Miguel Arcangelo Rocha Loures, que nasceu em aproximadamente 1758, em Curitiba, Brasil, e morreu em aproximadamente 1828, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Antonio João Arcângelo, Francisco João da Rocha, Maria da Rocha Bueno, José Archangelo da Rocha, Isabel Maria da Rocha, Thereza Maria da Rocha Teixeira, João Arcângelo da Rocha e *Anna Maria da Rocha.


Acima, Genealogia Paranaense, de Francisco Negrão,  vol. 4 (Pág. 219)
 
Luzia perdeu a mãe ao nascer.

Aqui, repete-se a comprovação de filiação de Luzia Bueno Rocha: 
“Luzia (…) Aos dezesseis de abril de mil setecentos e noventa e três nesta Matriz do Patrocínio de São José dos Pinhais (…) Luzia filha legítima de Manuel Bueno da Rocha e de sua mulher, já falecida, Luzia Ignácia de Jesus (…)”.


No livro de registros de casamentos, é possível ler o texto da união conjugal de Luzia, à época Ignácia de Jesus, e Miguel:
“Miguel Arcangelo (…) Luzia Ignácia”.
“Aos trinta dias do mês de junho de mil oitocentos e oito anos nesta Igreja Matriz do Patrocínio de São José (…)”.



No topo da página seguinte, após as escritas iniciais, é possível ler:
“(…) por palavras do presente Miguel Arcangelo, filho do Capitão Antônio João da Costa e Maria da Rocha, com Luzia Ignacia Bueno filha legítima de Manoel Bueno da Rocha e de Luzia Ignacia de Jesus, ambos naturais desta freguesia (…)”.





Podermos verificar também, que Luzia Bueno da Rocha casou-se com seu primo de 3º grau Miguel Arcangelo: Miguel Arcangelo era filho de Maria da Rocha de Jesus e Antonio João da Costa e neto por parte materna de João de Carvalho de Assumpção com Maria Bueno da Rocha que era filha do Capitão Antônio da Veiga Bueno com Isabel Fernandes da Rocha.

Luzia Bueno da Rocha era filha de Manoel Bueno da Rocha e Luzia Ignácia de Jesus e neta por parte paterna de Amador Bueno da Rocha e Maria Leme da Costa, sendo Amador Bueno, filho do Capitão Antônio da Veiga Bueno com Isabel Fernandes da Rocha.

Conforme consta abaixo no Genealogia Paranaense, Francisco Negrão, Vol. 4º ano 1929, Curitiba, Paraná, Brasil, Pag 210,211








Acima, podemos observar no VOL I, pág 122 do Genealogia Paranaense sobre as minas de ouro das terras de João Carvalho de  Assumpção, em Arraial Grande. Ainda, na mesma página, o comentário do autor, quando diz que todos os proprietários de terras com minas de ouro em Curitiba (e região) morreram pobres, o que entendemos é que a venda foi provavelmente imposta pela Coroa. Onde várias minas foram vendidas a padres.


Uma observação sobre Antonio João da Costa (pai de Miguel Arcangelo) é que foi quem acrescentou ao sobrenome Rocha o “Loures”. Se deu aqui a origem   do sobrenome Rocha Loures, em homenagem a sua cidade natal: Loures, em Portugal.



Referência:
 Brasil, Paraná, Registros…Igreja Católica, 1704-2008 > Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > São José dos Pinhais > São José > Batismos 1785, Set-1829, Dez “Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-DNCV-H?cc=2177282&wc=MHN8-PZ9%3A369753201%2C369755602%2C369995501 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Batismos 1785, Set-1829, Dez > image 44 of 183; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).

“Registro Igreja Católica, 1704-2008”, São José dos Pinhais, Paraná, Brasil. Casamento de Miguel Arcangelo Rocha Loures e Luzia Bueno da Rocha”.




TRISAVÓS

Catedral de São José dos Pinhais, Paraná.

 *Anna Maria da Rocha nasceu em aproximadamente 1826, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 25/02/1897, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 23/07/1844 com Pedro Antonio da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1819, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu antes de 1889, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco José dos Santos Rocha, Pedro Jose dos Santos Rocha, Joaquim Jose dos Santos Rocha, Maria Da Rocha, Gertrudes Maria Da Rocha, Joaquina Maria da Rocha, Thobias da Rocha, Laurinda Da Rocha, Francisca Maria da Rocha, Purcina Maria da Rocha e *Anna Joaquina da Rocha.

De acordo com a anotação de casamento de Pedro Antonio da Rocha e Anna Maria da Rocha: 

“Pedro Antonio da Rocha — com Anna Maria”.

“Aos vinte e três do mês de julho de mil oitocentos e quarenta e quatro nesta Matriz do Patrocínio de São José feitas as (…)”. 



“(…) receberam-se em face da Igreja por marido e mulher em matrimônio por palavras de presente Pedro Antonio da Rocha, filho legítimo de José Joaquim dos Santos, natural de Portugal, e d’Anna da Rocha, — com Anna Maria da Rocha, filha legítima do finado Miguel Arcangelo Loures e de Luzia Bueno recebendo nessa ocasião as bençãos nupciais (…)”.







    Para reforço de confirmação, apresenta-se o atestado de óbito de *Anna Maria da Rocha: 
“Anna Maria da Rocha”.
“Aos vinte e seis dias do mês de fevereiro de mil oitocentos e noventa e sete, neste distrito de São José dos Pinhais, (…) Estado do Paraná (…) declarou que no dia de ontem, no quarteirão da Cachoeira, às cinco horas da manhã faleceu Anna Maria da Rocha, de idade de setenta anos, natural e residente neste distrito, filha legítima de Miguel Arcangelo e Luzia Bueno da Rocha e que era viúva por óbito de Pedro Antonio da Rocha e que deixou sete filhos que são Pedro, de quarenta e oito anos, Joaquina, de quarenta e seis anos (…)”.



 Também pode-se verificar com relação a Pedro Antonio da Rocha que casou com Ana Maria da Rocha, sendo  Pedro Antonio da Rocha filho de José Joaquim dos Santos (que era casado com Ana da Rocha Loures), Ana da Rocha Loures era filha de Ana Ferreira de Oliveira (que casada com o Capitão João da Rocha Loures),  o Capitão João da Rocha Loures era filho de Antonio João da costa (que era casado com Maria da Rocha de Jesus).


Sendo Pedro, bisneto de Antonio João da costa e Maria da Rocha de Jesus. 
Sendo Ana Maria da Rocha, neta de Antonio João da Costa e Maria da Rocha de Jesus (linhagem detalhada na Parte I deste Livro, Capítulo IV, a origem do sobrenome Rocha.

Referência:

 Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > Brasil, Paraná, Registros…greja Católica, 1704-2008 > São José dos Pinhais > São José > Matrimônios 1835, Fev-1847, Dez “Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-DN57-R?cc=2177282&wc=MHNDK66%3A369753201%2C369755602%2C370363101 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Matrimônios 1835, Fev-1847, Dez > image 68 of 196; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).

Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1893, Jan-1897, Março “Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996,” https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-QDJ5-C?cc=2016194&wc=MHNH7ZX%3A337690201%2C337690202%2C338955101 : 1 July 2020), São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1893, Jan-1897, Mar > image 200 of 204; Corregedor Geral da Justiça da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.





BISAVÓS

*Anna Joaquina da Rocha nasceu em aproximadamente 1851, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 21/04/1911, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 25/02/1873 com Pedro Simões da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1850, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco da Rocha, Manoel Simões Da Rocha, Joaquim Simões Da Rocha, Francisco Simões Da Rocha, Maria Simões Da Rocha, Francisca Simões da Rocha, Maria Francisca Da Rocha, Pedro Da Rocha, Joaquina Simões da Rocha e *Anna Maria da Rocha.

Consta no registro de óbito de *Anna Joaquina da Rocha: 

“Anna Joaquina da Rocha”.

“Aos vinte e dois dias do mês de abril de mil novecentos e onze, neste distrito de São José dos Pinhais, município de igual nome, Estado do Paraná (…) declarou que ontem às dez horas da tarde no quarteirão primeiro do Campo Largo, faleceu Anna Joaquina da Rocha de sessenta annos de idade, natural deste Estado, residente neste distrito (…)”.


“(…) e que era filha legítima de Pedro Antonio da Rocha e Anna Maria da Rocha e que a mesma falecida era casada com Pedro Simões da Rocha e que deixou os filhos seguintes: (…) Anna, com vinte e oito annos de idade (…)”.


    Pedro Simões da Rocha era filho de Manoel Simões da Costa com Gertrudes Ferreira da Rocha, sendo Gertrudes filha de José Joaquim dos Santos com Ana da Rocha Loures, sendo Ana filha do Capitão João da Rocha Loures com Ana Ferreira de Oliveira, sendo o Capitão João filho de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus.

Pedro Simões da Rocha, trineto de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus.
Sendo Anna Joaquina da Rocha, também trineta de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus.

Referência:

 Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1908, Dez-1911, Set “Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-QDXZ-X?cc=2016194&wc=MHNH-ZTP%3A337690201%2C337690202%2C339042901 : 18 April 2020), São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1908, Dez 1911, Set > image 106 of 133; Corregedor Geral da Justiça da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.




AVÓS


 *Anna Maria da Rocha nasceu em 1880, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 02/01/1948, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 24/04/1915 com Cândido Alves da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1894, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em aproximadamente 1978, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisca Alves Da Rocha, Anna Alves Da Rocha, Maria Benedita Moraes e *Pedro Alves da Rocha.

 Conforme anotação no livro de casamentos:

“Candido Alves da Rocha e Anna Maria da Rocha”.

“Aos vinte e quatro dias do mês de abril de mil novecentos e quinze, nesta cidade de São José dos Pinhais, na sala das audiências (…) receberam-se em matrimônio Candido Alves da Rocha e Dona Anna Maria da Rocha, (…) naturais deste Estados residentes neste districto, elle filho legítimo de Sérgio Alves e Anna Maria da Rocha, com vinte e um annos de idade, ella filha legítima de Pedro Simões da Rocha e de Anna Joaquina da Rocha, com trinta e cinco annos de idade (…)”.



Ademais, consta no óbito de Anna Maria da Rocha: 
“Aos cinco dias do mês de janeiro de mil novecentos e quarenta e oito, nesta cidade de São José dos Pinhais, Estado do Paraná (…) declarou-me que no dia dois do corrente mês, às doze horas, em domicílio, no lugar Campo Largo, deste distrito, (…) faleceu Ana Maria da Rocha, do sexo feminino, de cor branca, com sessenta e nove anos, doméstica, natural deste Estado, domiciliada e residente neste distrito, filha legítima de Pedro Simões da Rocha e de Ana Maria da Rocha, ambos naturais deste Estado e já (falecidos) (…)”.



“(…) Casada que era neste cartório com Cândido Alves da Rocha e deixa os seguintes filhos: (…) Pedro, com vinte e oito anos (…)”.


Óbito de Anna Maria da Rocha “Brasil, Paraná, Registro Civil,1852-1996”



Referência:

 Casamento de Cândido Alves da Rocha e Anna Maria da Rocha, em 24/04/1915 “Brasil, Paraná, Registro Civil,1852-1996”. https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-Q8RR-6?i=174&cc=2016194 acesso 22/02/2022 22:19.

 Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1944, Jun-1948, Mar “Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-8Z92-TG?cc=2016194&wc=MHNZ-5PF%3A337690201%2C337690202%2C340226701 : 16 June 2021), São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Óbitos 1944, Jun1948, Mar > image 312 of 334; Corregedor Geral da Justiça da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.



PAIS

Pedro e sua segunda esposa, Cacilda e o filho mais velho do casal, João. A foto foi tratada e colorizada. Tirada em 1960.

  

*Pedro Alves da Rocha nasceu em 21/01/1918, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente 1997, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 16/12/1949 com Belmira dos Santos Rocha, que nasceu em 10/12/1922, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em 16/07/1957, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os seguintes filhos: Luiz (falecido aos 11 anos de idade),  Eurides, Leonides, Inês, Pedro, Divair, Maria de Lourdes, Geni, Hamilton, Dirceu, Diomar, Margarida, José (este faleceu no mesmo dia que a mãe) devido complicações no parto e *Teresa.

Pedro casou-se pela segunda vez com Cacilda, que teve os seguintes filhos: Wilson, João, Carmen, Silvio, Ari e Silvano.

Teresa conta que quando perdeu sua mãe tinha 16 anos e sendo a filha mais velha (filha mulher) porque seu irmão Eurides é o mais velho, sentiu-se responsável pelos seus irmãos mais novos.

Não temos nenhuma foto de Belmira, porque ela nunca tirou uma, quando morreu tiraram sua foto, com o bebê no caixão, para que servisse de recordação.

Abaixo, o registro de batismo de Pedro Alves da Rocha, onde podemos observar a anotação feita ao lado da folha, com as datas de casamento com Belmira Laura Pereira dos Santos e após ficar viúvo de Belmira, casou-se com Cacilda Ferreira de Jesus.

  "Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008", database with images, FamilySearch (https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:66NG-DMLQ : 24 January 2022), Pedro Alves da Rocha, 27 de março de 1919.

“Aos vinte e sete de março de mil novecentos e dezenove, em Campo Largo o Rev. Alberto Müller batiza Pedro nascido aos vinte e um de janeiro de mil novecentos e dezenove, filho legítimo de Cândido Alves da Rocha e Anna Maria da Rocha, foram padrinhos Pedro Simões dos Santos e Purcina Pereira Luiza (...)”  Ao lado esquerdo consta as anotações: “ Pedro casou com Belmira dos Santos em 30/12/1938 (...) casou-se com Cacilda Ferreira de Jesus em São José aos 24/10/1959”.




A seguir, registro de casamento de *Pedro Alves da Rocha e Belmira Laura Pereira dos Santos: 
“Aos dezesseis dias do mês de dezembro de mil novecentos e quarenta e nove (…) recebem-se em matrimônio (…) como marido Pedro Alves da Rocha (…)”.



“(…) filho legítimo de Cândido Alves da Rocha e de Ana Maria da Rocha (…) já falecida (…) e como mulher Belmira Pereira dos Santos (…) filha legítima de Francisco Pereira dos Santos e de Joaquina Machado Ferreira (…)”.


Neste documento, posterior ao casamento na Igreja Católica (chamado popularmente de “casar-se no religioso”), é feita uma declaração legitimando os filhos do casal.


“Pelos contratantes foi declarado que, para fins legais, legitimam neste ato os seguintes filhos: (…)”.
Na página seguinte, conforme link abaixo, consta o nome de Teresa: 
“(…) Teresa, nascida em onze de novembro de mil novecentos e quarenta e um (…)”.





Abaixo, o registro civil de óbito de Belmira dos Santos Rocha: 
“(…) Aos dezesseis (16) dias do mês de julho do ano de mil novecentos e cinquenta e sete nesta cidade de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, em meu cartório (…)”.



“(…) faleceu (…) Belmira dos Santos Rocha (…) com trinta e cinco anos de idade (…) que era filha legítima de Francisco Pereira dos Santos e de Dona Joaquina Machado Ferreira, naturais deste Estado, ele já falecido (…)”.


O nome de seu viúvo, *Pedro Alves da Rocha é mencionado no documento, seguido dos nomes dos filhos, dentre eles, Teresa:
“(…) Casada que era com Pedro Alves da Rocha, de cujo casório realizado neste cartório, deixou os seguintes filhos: (…) Teresa, com quinze anos (…)”.



Na foto abaixo, da direita para a esquerda: o cunhado de Pedro, Sezinando (tio Sizo), a irmã de Pedro, Anna (tia Anna), ao lado dela não sei quem é, ao seu lado, no centro da foto, Geni (irmã de Teresa), ao lado, Teresa e à frente de Teresa, em pé, sua irmã Margarida, os demais da foto são primos de Teresa. Esta foto também foi tirada por Antônio, no início dos anos 60 e foi tratada e colorizada .


Referência:

 Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Matrimônios 1948, Ago-1951, Jan “Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-87ZD-1?cc=2016194&wc=MHNZW2H%3A337690201%2C337690202%2C340026601 : 13 July 2021), São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Matrimônios 1948, Ago-1951, Jan > image 146 of 307; Corregedor Geral da Justiça da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.

 Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996 > São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Matrimônios 1948, Ago-1951, Jan “Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996,” database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:9396-87Z8-6?cc=2016194&wc=MHNZW2H%3A337690201%2C337690202%2C340026601 : 13 July 2021), São José dos Pinhais > São José dos Pinhais > Matrimônios 1948, Ago-1951, Jan > image 147 of 307; Corregedor Geral da Justiça da Paraná (Paraná General Justice Office), Curitiba.

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