PARTE I Capítulo V De Maerteen Lem a Pedro Alves da Rocha

 NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR:

-HEPTADECAVÓS      Maerteen Lem e Joana Barroso

-HEXADECAVÓS     Maerten Lem e Leonor Rodrigues

-PENTADECAVÓS     Fidalgo António Leme o Flamengo e Catarina de Barros Gonçalves Delgado de Liera Filha

-TETRADECAVÓS     Antão Leme e ?

-TRIDECAVÓS     Pedro Leme e Luzia Fernandes

-DUODECAVÓS     Leonor Leme e Brás Esteves

-UNIDECAVÓS     Mateus Leme e Antonia de Chaves

-DECAVÓS    Leonor Leme e Tomás Martínez Bonilla

-ENEAVÓS    Capitão Mateus Martins Leme e Antonia de Góes

-OCTAVÓS    Capitão Antônio Martins Leme e Margarida Fernandes dos Reis

-HEPTAVÓS    João Martins Leme e Catarina Rodrigues Pinto

-HEXAVÓS    Feliciana Fernandes dos Reis e Estevão Ribeiro Bayão

-PENTAVÓS    Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) e Manoel Bueno Rocha

-TETRAVÓS    Luzia Bueno da Rocha e Miguel Arcangelo Rocha Loures

-TRISAVÓS    Anna Maria da Rocha e Pedro Antonio da Rocha

-BISAVÓS    Anna Joaquina da Rocha e Pedro Simões da Rocha

-AVÓS    Anna Maria da Rocha e Cândido Alves da Rocha

-PAIS    Pedro Alves da Rocha e Belmira dos Santos Rocha


                                                                            

HEPTADECAVÓS


*Maerteen Lem, nasceu entre 1385 a 1393 em Brugge ou St. Winoksbergen ou Sam Wenoch, Flandres, Bélgica, morreu em 1471 em Brugge, West-Vlaanderen, België, foi casado com Joana Barroso, que nasceu em 1390 em Lisboa, Portugal e morreu em 1464 em Brugge, West Flanders, Belgium. Tiveram os filhos:  Charles Lem, Willem Lem e  *Martim Leme.

    Filho de Maarten (Martim) Lem, foi Cavaleiro Nobre e rico da Cidade de Bruges, donde era natural, que teve de sua mulher Joana Barroso, casados em Lisboa e falecidos ambos em Bruges, Willem (Guilherme) Lem, casado com Catharina (Catarina) …, falecida em 1383, Maarten (Martim) Lem e Carl (Carlos) Lem, Almirante de França. Neto paterno de Willem Lem e de sua mulher Claartje (Clara) van Beernem, natural de Beernem, ambos casados e falecidos em Bruges.

    O sobrenome na Flandres é Lem, cuja pronúncia se manteve em Portugal pela adição do e final. As Armas dos Leme, usadas na Flandres e em Portugal, são: de prata, com três merletas de negro; timbre: uma merleta do escudo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Martim_Leme

    Foi moço da câmara de Maximiliano. Mencionado como benfeitor de muitas obras de caridade. Pesquisadores antigos e modernos, como Amato et al e Margarida Ortigão Paes Leme e até mesmo Silva Leme, em sua Genealogia Paulistana, não mencionam a esposa deste Maerten Lem 1°.

Referência:

http://genealogiaeorigens.blogspot.com/2017/10/lemes-revisao-genealogica-e-descendencia.html

    Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos. Cita Maerteen Lem, cavaleiro nobre e rico, senhor de muitos feudos na cidade de Bruges.


Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 2. pág. 119 TÍTULO LEMES


HEXADECAVÓS

*Maerten Lem, nasceu aproximadamente em 1420, em Flandres Ocidental, Bélgica, morreu em 27 de março de 1485, Leuven, Vlaams-Brabant, Bélgica, mantinha relações extraconjugais com Leonor Rodrigues, que nasceu em aproximadamente 1425 em Portugal e morreu em 1513 em Portugal. Tiveram os filhos: Fidalgo António Leme o Flamengo, Luis Leme,  João Leme, Isabela Leme, Rui Leme, Catharina Leme, Maria Leme  e *Martim Leme.

    Ele era casado na Bélgica e em Portugal, mantinha relações extraconjugais com Leonor Rodrigues.
    Martim Lem não casou, mas teve com Leonor Rodrigues os seguintes filhos naturais: Luís Leme, legitimado com todos os seus irmãos em 1464 por D. Afonso V, a pedido do pai, a quem se chama Flamengo Honrado, Escudeiro e Mercador em Lisboa.

    Martim Leme, Gentil-Homem da Casa do Imperador Maximiliano I; António Leme, que passou a África a servir na Guerra contra os mouros, por ordem de seu pai, como se referiu acima, e se encontrou na Tomada de Arzila e na Tomada de Tânger no ano de 1463, por cujos serviços o Rei o fez Fidalgo de sua Casa, donde passou para a de seu filho, o Príncipe D. João, quando lhe pôs casa, que teve Confirmação das Armas paternas por Carta de 12 de Novembro de 1471, e se recebeu com Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Câmara, "o da Clara" e de sua mulher Isabel de Barros, de quem descendem os Leme da Ilha da Madeira, e cujas Armas, usadas por si e seus descendentes.

    Conforme a Carta do Rei D. Afonso V, diferençadas das de seu pai para as poder usar sem diferença do filho, mas como Chefe de Linhagem, são: de ouro, com cinco merletas de negro, postas em sautor; timbre: uma aspa de ouro, carregada de uma merleta de negro; Rodrigo Leme, sem geração; Catarina Leme, que se casou com Fernão Gomes da Mina, com geração; e Maria Leme, casada em Lisboa com Martim Dinis da Beira, com geração.

Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos e a citação sobre Martim Lem ter montado uma urca e nela mandou seu filho Antonio Leme, com vários homens de lança e espingardas a auxiliar a expedição de el-rei D. Afonso em 1463 contra os mouros na África e em recompensa el-rei o tomou por fidalgo de sua casa, não casou, porém teve filhos de Leonor Rodrigues.



Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 2. pág. 119 compilado  TÍTULO LEMES

    Abaixo, temos mais citações sobre a família Leme em Portugal, através do Registro Genealógico das Famílias que passaram à Madeira, do Engenheiro Luiz Peter Cloude, Portugal, 1952, pág 184 e 185: O sobrenome Leme é muito antigo na Ilha da Madeira, em Portugal. Procede de Antonio Leme que foi o tronco desta família. Na tomada de Arzila e Tanger se distinguiram pela bravura e heroísmo dos dois fidalgos flamengos Martim Leme e Antonio Leme, naturais da cidade de Bruges, na antiga Flandres, que por seu pai Martim Leme, haviam sido mandados a combater às ordens do rei de Portugal, com um certo número de homens de guerra armados e equipados à sua custa. 

    Na carta e brazão de armas de 2 de novembro de 1471 passadas por D. Afonso V a favor de Antonio Leme, que era então cavaleiro da casa do príncipe D. João se fez menção honrosa daquele fato e se lhe confere e ratifica o título de nobreza que já tinha no seu país natal. Antonio Leme teve entre outros filhos, um de nome Martim Leme que chamavam o moço para o distinguir do seu tio, irmão de seu pai. Há também quem diga que este Martim Leme era irmão de Antônio Leme e filho B de Martim Leme e de Leonor Rodrigues, o qual com outros irmãos legitimou El-Rei D. Afonso V no ano de 1464. Martim Leme parece ter nascido em Flandres e que depois de viver em Portugal e exercer elevados cargos palatinos na sua pátria, é que passou à Ilha da Madeira por 1483, trazendo uma carta de recomendação do infante D. Fernando à Câmara do Funchal. Casou com Maria Adão, filha de Adão Gonçalves Ferreira, em título de Ferreiras, de quem houve geração.

    O primogênito, Antonio Leme, viveu nesta Ilha e teve a larga descendência de sua mulher Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Clara e de Isabel de Barros, em título de Barros. Esta instituiu um morgado na Ponta do Sol a favor de sua filha Leonor Leme. O filho primeiro de Antonio Leme, de nome Pedro Leme, viveu em Santo Antônio, na Quinta do Leme, na qual instituiu morgado com a obrigação de se conservar o sobrenome na administração dele. Não casou, mas teve filhos bastardos. 

   Como faltasse deles a geração, o morgado passou por demanda a seus parentes colaterais, descendentes de sua irmã D. Leonor Leme, casada com André de Aguiar da Câmara, filho de Diogo Afonso de Aguiar, o Moço, e de D. Isabel de Castelo Branco, em título de Aguiar. Um dos herdeiros e sucessores na administração deste morgado foi Inácio da Câmara Leme, tenente-general na Madeira, que por meados do século XVII, sob a invocação de S. Filipe Mártir. Em 1748 um bisneto do referido Inácio da Câmara Leme, de nome Francisco Aurélio da Câmara Leme, casado com D. Antonia Maria de Sá e Menezes, mandou proceder à reconstrução total da Capela de S. Filipe, contígua à casa de habitação, tal como hoje existe e que o terremoto daquele ano deixou em ruínas. 

    A administração deste vínculo passou mais tarde a ser incorporado na grande casa Carvalhal. Tem por armas: de ouro cinco melros de preto em aspa, sem pés nem bicos. Timbre: um dos melros, entre uma aspa de ouro.






Referência:
Registro Genealógico das Famílias que passaram à Madeira, de Engenheiro Luiz Peter Cloude, Portugal, 1952, pág 184 e 185.




PENTADECAVÓS

*Fidalgo António Leme o Flamengo, nasceu aproximadamente em 1450  em Madeira, Portugal, morreu antes de 1526 em Funchal, Madeira, Portugal, foi casado com Catarina de Barros Gonçalves Delgado de Liera Filha, nasceu cerca de 1468 em Funchal, Madeira, Portugal e morreu aproximadamente em 1526 em Funchal, Madeira, Portugal. tiveram os filhos: Ruy Leme de Barros, Antonia Leme, Aleixo Leme, Leonor Leme e *Antão Leme.

    Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos. Onde vemos que pelos serviços prestados ao rei, se tornou cavaleiro fidalgo e ganhou o direito de usar as armas dos Lems sem diferença e concedeu a seus descendentes de legítimo matrimônio, conforme consta na carta de 12 de novembro de 1471 registrada na Torre do Tombo. 


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 2. pág. 120 compilado  TÍTULO LEMES


TETRADECAVÓS
                        Rua de Serpa Pinto, finais do século XIX, Funchal, Madeira, Portugal
 

*Antão Leme, nasceu em 10 de janeiro de 1486 em Funchal, Madeira, Portugal e morreu em São Vicente, São Paulo, Brasil, foi casado na Ilha da Madeira, mas não sabe-se o nome da esposa, teve o filho: *Pedro Leme.

    Veio para o Brasil entre 1532 e 1544, já viúvo, trazendo seu único filho, já casado, além de familiares e criados.

    Por essa época o sobrenome foi aportuguesado para Leme e membros da família rumaram para o Brasil, em meados do século XVI, onde se tornaram importantes donos de engenho na capitania de São Vicente. O primeiro a chegar ao Brasil foi Antão Leme, oriundo da Ilha da Madeira, para exercer o cargo de juiz ordinário e, anos depois, o seu filho, Pedro Leme. A filha de Pedro, Leonor Leme, e seu marido, Braz Teves (nome corrompido no Brasil para Esteves), são considerados o casal originário do povo paulista, pois além de seus descendentes diretos, praticamente todas as famílias de origem vicentina entrelaçaram-se com os Leme por matrimônio.

Referência: 

https://judeussefarditas.com/familia-leme/

Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos.


Referência

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 2. pág. 121 compilado  TÍTULO LEMES


TRIDECAVÓS

      Óbidos (Portugal)

*Pedro Leme, nasceu em 1515 em Funchal, Madeira, Portugal e morreu em 9 de setembro de 1592 em São Vicente, São Paulo, Brasil, foi casado com Luzia Fernandes, que nasceu aproximadamente em 1512 em São Mamede, Batalha, Leiria, Portugal e morreu em 1560 em São Vicente, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Leme, Helena Leme, Antonia Leme, Suzana Leme e *Leonor Leme.



    Verificamos, em Genealogia Paulistana: “Pedro Leme, que passou da dita Ilha à São Vicente com sua filha Leonor já casada com Brás Teves. Pedro Taques menciona a este Pedro Leme como o primeiro chegado à São Vicente; porém, Frei Gaspar da Madre de Deus assevera ter visto o livro mais antigo de termos de vereança de São Vicente (não consultado por Pedro Taques) onde consta que Antão Leme foi juiz ordinário na dita vila em 1544; portanto, este (e não seu filho Pedro Leme) deve ser considerado como o tronco dos Lemes em São Paulo. Pedro Leme, filho de Antão Leme, natural da Ilha da Madeira, fidalgo da Casa Real, passou-se dessa Ilha para São Vicente, onde já morava pelos anos de 1550, segundo escreveu Pedro Taques. 

    Segundo o mesmo escritor, Pedro Leme, antes de vir para São Vicente, deixara a lha da Madeira e estivera no Continente na Corte de D. João III, onde casou-se a primeira vez com Isabel Paes…. Falecendo esta sua primeira mulher, Isabel Paes, voltou Pedro Leme a Ilha da Madeira com seu filho e aí se casou pela segunda vez com Luzia Fernandes de quem teve a filha Leonor Leme, a qual passou na companhia de seu pai para São Vicente já casada com Brás Teves… Terceira vez casou-se Pedro Leme em São Vicente com Gracia Rodrigues de Moura... 

    Faleceu Pedro Leme, em 1600 em São Paulo com testamento em que menciona apenas o segundo e terceiro casamentos; isto parece trazer dúvida sobre o primeiro casamento, porém, ela desaparece diante das indagações feitas por Pedro Taques em 1775 em Portugal (depois de ter escrito o seu Título de Lemes) que levaram-no a certeza da existência desse primeiro casamento, o que foi por ele comunicado a Frei Gaspar da Madre de Deus, além da carta de brasão de armas passada a seu descendente Pedro Dias Paes Leme, registrada em Lisboa, da qual consta que Fernando Dias Paes, casado com. sua sobrinha Lucrécia Leme, foi filho de Pedro Leme e de Isabel Paes, neto paterno de Antão Leme, bisneto de Antônio Leme e de Catarina de Barros. etc. A respeito de Pedro Leme escreveu Pedro Taques: “embarcou na ilha da Madeira; e pelos anos de 1550 já estava em São Vicente com sua mulher Luzia Fernandes e a filha Leonor Leme, mulher de Brás Esteves (ou Teves como se vê em muitos documentos) (O parêntesis é do autor desta obra), e veio fazer assento na vila, capital de São Vicente, onde desembarcou com vários criados do seu serviço, e ali foi estimado, e reconhecido com o caráter de fidalgo. 

    Foi pessoa da maior autoridade na dita vila; e com a mesma se conservaram seus netos. Ali justificou Pedro Leme a sua filiação e fidalguia em 2 de Outubro de 1564 perante o Dr. desembargador Brás Fragoso, provedor-mor da fazenda, e ouvidor geral de toda a costa do Brasil; e foi escrivão dos autos Antônio Rodrigues de Almeida cavaleiro fidalgo da Casa Real; e obteve sentença extraída do processo, e passada em nome do senhor rei D. Sebastião, assinada pelo dito desembargador Brás Fragoso. 

    A petição para esta justificação foi do teor seguinte: “Diz Pedro Leme, que ele quer justificar que é filho legítimo de Antão Leme, natural da cidade do Funchal da Ilha da Madeira, o qual Antão Leme é irmão direito de Aleixo Leme e de Pedro Leme, os quais todos são fidalgos nos livros de El-rei, e por tais são tidos e havidos e conhecidos de rodas as pessoas que razão tem de o saber; e outrossim são irmãos de Antonia Leme mulher de Pedro Afonso de Aguiar, e de Leonor Leme, mulher de André de Aguiar, os quais outrossim são fidalgos, primos do Capitão donatário da Ilha da Madeira; os quais Lemes outrossim são parentes em grau mui propinquo de Dom Diniz de Almeida, contador-mor, e de D. Diogo de Almeida, armador-mor, e de Diogo de Cablera, filho de Henrique de Sousa, e de Tristão Gomes da Mina, e de Nuno Fernandes veador do mestrado de Santiago e dos filhos de Claveiro, por ser a mãe deles outrossim sobrinha dos ditos Lemes, tios e pai dele suplicante, os quais são tidos e havidos e conhecidos em o reino de Portugal por fidalgos: Pede a Vm.ce lhe pergunte suas testemunhas, e por sua sentença julgue ao suplicante por fidalgo, e lhe mande guardar rodas as honras, privilégios e liberdade que às pessoas de tal qualidade são concedidas. E.R.M. 

    Pelo contexto desta súplica e justificação dela, obteve Pedro Leme a sentença que temos referido, a qual foi depois confirmada na vila de São Paulo por Simão Alves de Lapenha, ouvidor geral com alçada, provedor mor das fazendas dos defuntos e ausentes, órfãos, capelas, e resíduos, auditor geral do exército de Pernambuco em 3 de março de 1640 pela causa que correu em juízo contraditório entre partes Lucrécia Leme e seu irmão Pedro Leme, netos de Pedro Leme, contra os órfãos filhos bastardos de Brás Esteves Leme, irmão dos ditos Lucrécia e Pedro Leme, que foram herdeiros por falecer seu irmão solteiro e sem testamento; e aos autos desta demanda juntaram os autores para prova de sua qualidade a sentença proferida a favor de seu avô, por parte materna, o dito Pedro Leme”...

Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 2 págs. 121, 122 compilado



    Acima, a Carta de venda dos bens em Portugal, uma vinha, uma terra e uma casa, tudo em São Mamede, termo de Óbidos (Portugal) em 22 de novembro de 1542, Lisboa, para a vinda ao Brasil, o documento encontra-se na Torre do Tombo -Portugal, Torre do Tombo, Colegiada de Santa Maria de Óbidos, mç. 17, doc. 80 , inserida apenas uma página aqui, a título de demonstração da carta.

Referência:

Torre do Tombo: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=1380774




DUODECAVÓS

                            Obra de Benedito Calixto, Ponte Pênsil, 1914 São Vicente

*Leonor Leme nasceu aproximadamente 1530 em Óbidos, Leiria, Portugal, morreu em 31 de janeiro de 1633 em São Vicente, São Paulo, Brasil, foi casada com Brás Esteves que nasceu aproximadamente em  1530 em Funchal, Madeira, Portugal e morreu em 1615 em São Vicente, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Lucrécia Leme, Brás Esteves Leme, Aleixo Leme, Pedro Leme e *Mateus Leme.

Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos. Consta que foram proprietários do engenho de açúcar chamado de São Jorge dos Erasmos em São Vicente.

Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 2 pág. 121


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 2 pág. 123

LEONOR LEME, a velha
 Vol. 9, fl. 5 Data: 31-1-1633 Local: Vila de São Paulo, em casa de Pedro Leme
 TESTAMENTO:  “Em nome de Deus Amem, Saibam quantos esta cédula de testamento virem como no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil seiscentos e vinte e nove anos estando eu Leonor Leme com todos os cinco sentidos e perfeito juízo que o senhor Deus me deu determinei fazer este meu testamento para nele descarregar minha consciência e declarar as cousas seguintes.
Primeiramente encomendo a minha alma a Deus Todo Poderoso que a criou e remiu com seu precioso sangue e à Virgem Maria sua Mãe peço e rogo e a tomo por minha advogada diante de seu Bento Filho para que me alcance perdão de meus pecados e que me leve à sua santa glória, amém.
Deixo que se digam cinco missas a honra das cinco chagas de meu Senhor Jesus Cristo para que haja misericórdia com minha alma.

Deixo que se digam nove missas a honra dos nove meses que trouxe ao seu Bendito Filho ao seu ventre que cita rogue ao seu Bento Filho me alcance perdão de meus pecados.
Deixo à casa de Santo Inácio da Companhia de Jesus desta vila de São Paulo dois mil réis de esmola os quais se pagarão em pano de algodão ou no que houver por casa adonde mando que se enterre o meu corpo como irmã que sou.

Declaro que fui casada com Braz Esteves a olhos e face da Santa Madre Igreja do qual tive e tenho vivos quatro filhos machos e uma fêmea os quais são herdeiros de minha fazenda/declaro demos de casamento a minha filha Lucrécia cem cruzados e lhe demos mais três peças do gentio da terra reportando-me no demais ao testamento de meu marido Braz Esteves que Deus tem.
E declaro que as missas que se me hão de dizer que atrás estão declaradas serão ditas e rezados por diversos padres.

Declaro que deixo por meu testamenteiro a meu filho Pedro Leme que tenha cuidado de mandar cumprir este meu testamento.
Declaro que aparecendo algum testamento afora este se lhe não dê crédito nem se faça obra por ele que só este hei por valioso por ser minha última e derradeira vontade ao qual roguei a Manoel Esteves que este me fizesse por eu ser mulher e não saber escrever e assinasse por mim// E assino pela testadora e por mim como testemunha Manoel Esteves/ Leonor Leme.

E peço e rogo às justiças de sua Magestade que este meu testamento mandem guardar e cumprir assim como nele o declaro por assim ser a minha última e derradeira vontade e me torno a assinar por Manoel Esteves que este fez a meu rogo hoje 5 de junho da era de mil seiscentos e vinte e nove anos // Assino pela testadora por não saber escrever // Leonor Leme – Gaspar Gomes – Lucas Fernandes Pinto – Custódio Nunes Pinto – Antonio Nunes da Costa – Bastião de Freitas – Domingos Machado o moço – Pero Gonçalves.

 Declaro outrossim que pelas boas obras e bom tratamento que de minha Madalena tenho recebido em gratidão do que a deixo livre e desembargada de servidão nenhuma a ninguém que como tal poderá ela e seus filhos ir por onde quiserem e mais gosto quiser por verdade do qual roguei a Diogo Leite Paes que este fizesse e assinasse como testemunha e assim peço às Justiças de Sua Magestade este mandem cumprir e guardar em todo tempo em 27 dias do mês de  .... de 1631. Assino por ela o testador  Diogo Leite Paes – Fernão Dias – Pedro Dias.”

Referência:

    Leonor, conheceu pessoalmente o padre José de Anchieta, que foi seu confessor. Testemunhou em seu processo de canonização.
Abaixo, é citada nos depoimentos de  Processo de Anchieta, abaixo. (Revista da ASBRAP nº 3 9 QUALIFICAÇÃO E DEPOIMENTO DAS TESTEMUNHAS NOS PROCESSOS ANCHIETANOS MAIS ANTIGOS). 


    A título de informação: Trata-se do Arquivo Secreto do Vaticano, na Congregação dos Ritos: os processos de canonização do Padre José de Anchieta. Instaurados os processos apostólicos em Roma a 7 de outubro de 1624, a 10 de agosto de 1736, dia de São Lourenço, lhe coube o título de Venerável, com o reconhecimento pela Igreja de sua heroicidade e de suas virtudes. Finalmente, a 22 de junho de 1980, foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

    Estão conservados em Roma os seguintes processos* : de Portugal, Évora (1626) e Lisboa (1627); do Brasil, Rio de Janeiro (1602, 1620, 1627 e 1708), Bahia (1619, 1650 e 1708), São Paulo (1622, 1627) e Olinda (1628). Desses, todos os do século XVI, vêm publicados neste artigo.
 
    Aqui está a linhagem que nos liga ao PEDRO TAQUES DE ALMEIDA PAIS LEME - O  HISTORIADOR E GENEALOGISTA (comentado sobre ele na Introdução deste blog, poderá ir direto à pagina, clicando no link ao lado). https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/a-historia-anita-waingort-novinsky.html

    Sendo que a Lucrécia Leme filha de Leonor Leme e Brás Esteves, teve o filho Pedro Dias Paes Leme, que teve a filha Isabel Paes da Silva, que teve a filha Maria de Abreu Pedroso Leme, que teve o filho Bartolomeu Pais de Abreu, que teve o filho Pedro Taques de Almeida Pais Leme (o historiador e genealogista, poderá ir direto à pagina, clicando no link ao lado: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/a-historia-anita-waingort-novinsky.html).

Mateus Leme era  irmão de Lucrécia Leme, ambos eram  filhos de Leonor Leme e Brás Esteves.


UNIDECAVÓS
                  Obra de Benedito Calixto, Canto da Praia de São Vicente

 *Mateus Leme nasceu aproximadamente em 1558 em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 30 de agosto de 1633 em São Paulo, São Paulo, Brasil, foi casado com Antonia de Chaves,  que nasceu aproximadamente em 1570 em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 15 de abril de 1610 em São Vicente, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Marina de Chaves, Maria da Silva, Antão Leme, Antonia Leme, Francisco Leme da Silva, Domingos Leme e *Leonor Leme.

    Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, filiação, casamento e filhos e cita que ocupou os cargos do governo da terra.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 2 pág. 205 e 206

MATEUS LEME

Inventário e Testamento:  Vol 9, fl 110  TESTAMENTO (não está datado)

“ Em nome de Deus Amem, Estando eu Mateus Leme  com todos os meus cinco sentidos e juízo perfeito e por estar de caminho para o sertão buscando meu remédio e por ser mortal e não saber a hora que hei de dar conta de minha vida a Deus Nosso Senhor faço este testamento com um rol o qual irá assinado por mim de tudo quanto me devem e algumas contas que com alguém tenha ao qual se dará inteiro crédito como a este próprio porque tudo irá na verdade  e peço às justiças de sua magestade me façam cumprir e guardar este testamento e o rol que digo deixarei o qual será por mim assinado por ser a minha ultima vontade.

Primeiramente encomendo a minha alma a Deus Nosso Senhor (a Virgem e aos Santos do céu). Declaro que fui casado com minha mulher Antonia de Chaves já defunta da qual tive nove filhos a saber cinco fêmeas e quatro machos e destes morreram três a saber dois machos e uma menina por nome Antonia e são vivos seis a saber quatro fêmeas e dois machos e das fêmeas tenho duas casadas uma com Tomé Martins e outra com Antonio Lourenço ao qual tenho dado de gado 22 rezes aonde entraram 16 vacas e um boi e 60 cruzados na mão de Diogo de Quadros e Tomé Martins no mais que a mulher vestida com 3 saias uma delas de tafetá amarelo e seu manto e o mais.

(Pedidos de missas)

Declaro que o remanescente de minha terça se dará a minha filha Antonia.(outra) Declaro que a gente que tinha ou tenho é toda forra e não podem ser vendidos. Declaro que fora este testamento deixarei feito um rol o qual irá assinado por mim ao qual declaro se dará inteiro crédito como a este próprio testamento.

E declaro que deixo por testamenteiro Aleixo Leme ou Pedro Leme ou Tomé Martins ou minha mãe e com isto dou por acabado com as testemunhas abaixo.

Mateus Leme - João de Santamaría - Braz Esteves - Pero Leme o moço Francisco de Alvarenga - Aleixo Leme - Braz Leme - Aleixo Leme o moço  INSTRUMENTO DE APROVAÇÃO: 21-1-1628, em casa do tabelião Apareceu Mateus Leme dizendo que ele estando de caminho para o sertão fizera um testamento e nesse tempo ele ainda era viúvo e depois disso casara com Antonia Gaga da Cunha. Pede para ser enterrado no Mosteiro da Companhia de Jesus, para o qual deixa dois mil réis e o resto da terça para a mulher”.

Referência:

URL: http://www.projetocompartilhar.org/SAESPp/matheusleme1633.htm

Mateus, também é citado nos depoimentos de  Processo de Anchieta, abaixo. (Revista da ASBRAP nº 3 9 QUALIFICAÇÃO E DEPOIMENTO DAS TESTEMUNHAS NOS PROCESSOS ANCHIETANOS MAIS ANTIGOS)


No mesmo Processo, ele é ouvido 5 anos mais tarde, abaixo.


Referência:

URL: http://www.asbrap.org.br/documentos/revistas/rev3_art1.pdf



DECAVÓS
                                                  Alcaraz, Espanha.
 
*Leonor Leme nasceu aproximadamente em 1585 em São Paulo, Brasil, morreu em 24 julho de 1659 em São Paulo, Brasil, foi casada com Tomás Martínez Bonilla que nasceu em 1568 em Alcaraz, Albacete, Castilla-La Mancha, Espanha, morreu em 24 de julho de 1659 em São Paulo, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: *Capitão Matheus Martins Leme.

    Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana, nos dois volumes, a filiação, casamento e filhos. Consta que Tomás Martínez Bonilla teve sua nobreza provada como consta nos autos processados do Cartório de Órfãos de São Paulo.

Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 2 pág. 206

Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919),Volume 7, pág. 172 do compilado.



ENEAVÓS

    Bandeirante paulista, Mateus Leme foi um dos primeiros povoadores de Curitiba, estabelecendo-se, com numerosa família, num sítio da região do rio Barigui. Nomeado Capitão-Povoador e sesmeiro pelo Capitão-Mor Gabriel de Lara, assinou o auto de criação do pelourinho de Curitiba em 1668. Mais tarde, em 1693, os habitantes se reuniram e solicitaram à Mateus Leme, por petição, a criação da Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais.
    A estátua é de autoria de Elvo Benito Damo, num estilo que pode ser encontrado em várias outras estátuas de personagens históricos espalhados pela cidade. O texto acima foi extraído do mosaico fixado na base da estátua que fica no Parque São Lourenço, Curitiba, fotografada durante a última caminhada do Grupo de Caminhadas Observacionais.

O antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia de Curitiba, sede do poder municipal entre os anos de 1726 e 1900. O prédio branco, à direita e ao fundo é o antigo Mercado Municipal. (Arquivo: Casa da Memória).

 *Capitão Mateus Martins Leme, nasceu em 1619 em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 6 de outubro de 1697 em Curitiba, Paraná, Brasil, foi casado com Antonia de Góes, que nasceu cerca de 1620 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Capitão Matheus Leme da Silva, Miguel Martins Leme, Anna Maria da Silva, Maria Leme da Silva, Luis Da Sylva Leme, Salvador Martins Leme e *Antônio Martins Leme.

Mateus Martins Leme participou da bandeira de Fernão Dias Pais, em 1637, cujo percurso se estendeu até o Rio Grande do Sul. Ele era filho de Thomé Martins Bonilha (do espanhol, Tomás Martínez Bonilla) e Leonor Leme. Entre 1648 e 1661, mudou-se às cercanias do rio Barigui. Em 1690, era capitão-povoador e dizimeiro da povoação (que mais tarde ficaria conhecida como Curitiba). Em 1693, os povoadores requereram a criação da vila que originaria Curitiba. 

Referência:

URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mateus_Martins_Leme

    Abaixo, no Genealogia Paranaense, nós podemos observar a importância de Matheus Leme na fundação de Curitiba. Cita ainda as terras que era dono, em Curitiba e São José dos Pinhais (chamadas de Villa de Nossa Senhora da Luz e Senhor do Bom Jesus dos Pinhaes). Ainda, observamos o início da criação da Vila de Curitiba e a ligação destes primeiros habitantes e fundadores, formando praticamente uma única família. Hoje, podemos observar estes nomes em nossa árvore genealógica (a maioria deles).












Caso tenha interesse, assista o vídeo abaixo que fala sobre o Mateus Leme, bandeirante que veio de São Paulo,  responsável pelo povoamento da região do Largo da Ordem, onde Curitiba nasceu. Conheça esse importante personagem na história do Paraná, com entrevista do Prof. Dr. Ricardo Costa Oliveira. Clique no link e vá direto ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=wH6WeW42Du4

Referência:
VOL I do Genealogia Paranaense, de Francisco Negrão,  páginas 58,63, 64, 65, 66 e 67  e Vol. 4 págs. 203, 204 e 205



OCTAVÓS
Catedral Nossa Senhora da Luz, Curitiba

 *Capitão Antônio Martins Leme, nasceu em aproximadamente 1629 em São Paulo, Brasil e morreu antes de 1695 em Curitiba, Paraná, Brasil, foi casado com Margarida Fernandes dos Reis, que nasceu em 1652 em Santana de Parnaíba, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Capitão José Martins Leme, Ana Maria da Silva, Balthazar Fernandes Leme, Antônia Leme da Silva, Izabel Antunes Fernandes, Antonio Leme Silva e *João Martins Leme.

    Sendo *Antonio Martins Leme, filho de Matheus Martins Leme e esposo de Margarida Fernandes dos Reis, que era filha de Baltasar Carrasco dos Reis (ver em Parte I, capítulo XIX- Decavós) .

Referência:
Genealogia Paulistana – Volume 6. pág 330 compilado.

Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 7. pág. 172 compilado


Referência:
Genealogia Paranaense, Francisco Negrão, Vol. 4 pág. 205 



Referência:
Genealogia Paranaense, Francisco Negrão, Vol. 1 págs. 152, 153, 154, 155, 156, 157, 286, 287 .



HEPTAVÓS
Caminho de Curitiba a Campo Largo. Passagem pelo banhado do Bariguí, atual Parque Barigui. Acervo Hermult Wagner.
 

*João Martins Leme, nasceu aproximadamente em 1678 em Curitiba, Paraná, Brasil, foi casado com Catarina Rodrigues Pinto, que nasceu em 1693 em Curitiba, Paraná, Brasil e morreu em 30 de maio de 1777 em Curitiba, Paraná, Brasil. Tiveram os filhos:  Maria Rodrigues do Rosario, Estevao Martins Leme, João Leme, Miguel Francisco Martins, Pedro Rodrigues Pinto, Agostinho Leme, Francisco Pinta Leme,  Ignácio Pinto Leme, Maria do Terço, José Pinta Leme, Margarida Fernandes dos Reys, Izabel Leme e  *Feliciana Fernandes dos Reis.



Referência:
Genealogia Paranaense, de Francisco Negrão, Vol. 1 págs. 292, 293 e 294

Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Volume 7. pág. 172 compilado, citado o nome do pai 2.1 que teve os filhos, cita todos até João 3.5 que consta abaixo, pág. 176.


Referência: 
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919) - Vol VII - Pág. 176 do compilado.


    Abaixo, registro de óbito de João, filho de João Martins Leme, aos 27 anos de idade, em 15/06/1744: 
    “Aos 15 dias do mês junho de 1744 anos faleceu da vida presente Joam (...) filho de Joam Martins Leme e de sua mulher Catharina Pinta, de idade de 27 anos, pouco mais ou menos, morreu somente com os sacramentos… vai ser sepultado na Igreja de Nossa Senhora da Luz… na tumba das almas…”



Referência
"Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-D797-XC?cc=2177282&wc=MHN6-9TG%3A369754501%2C369754502%2C370981701 : 22 May 2014), Curitiba > Nossa Senhora da Luz > Óbitos 1731, Dez-1769, Maio > image 33 of 201; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).


HEXAVÓS
Praça Santos Andrade e prédio da UFPR em 1947 — Foto: Revista 'A Divulgação'

*Feliciana Fernandes dos Reis nasceu em 15/06/1720 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 1773, no Brasil, casou-se em 14/09/1739 com Estevão Ribeiro Bayão que nasceu em  aproximadamente 1703 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 30/12/1769, em. São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Rodrigues da Luz, Anna Luis de Sequeyra, Josepha Maria da Silva, Antônio Carvalho Pinto, Francisca Bayão, Escolastica Bayao, Anna Maria de Jesus Carvalho, João Ribeyro, Miguel e *Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis). 

    Quando Feliciana morreu deixou os filhos órfãos, em 1773, sendo que sua filha Luzia tinha apenas 7 anos de idade, mas conforme verificamos no processo de “Dispensa Matrimonial” na linhagem abaixo (de Luzia e Manoel), ela permaneceu morando na casa de sua mãe (que era viúva), provavelmente criada pelos irmãos mais velhos.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I ,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Hexavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html




PENTAVÓS
Loja de Artesanato no Caminho do Vinho, São José dos Pinhais

 *Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) nasceu em 1766 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 20/03/1793, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 18/02/1787 com Manoel Bueno Rocha, que nasceu em aproximadamente 1747 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente em 1809, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Rosa Bueno Da Rocha, Anna Buena Rocha, João Bueno da Rocha, Felicia Bueno Pilar, Salvador Bueno da Rocha e *Luzia Bueno da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I ,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pentavós).Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

 Conforme verificamos na dispensa matrimonial de Manuel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis, ambos eram primos em quarto grau:

 (…) Que Antonio Martins Leme é irmão de Maria Leme e que desta nasceu Dionísia Leme, e desta nasceu Maria Leme e que desta procedeo Manoel Bueno (da Rocha);

(…) Que de Antonio Martins Leme nasceu João Martins Leme deste nasceu Feliciana (Fernandes dos) Reis, e desta nasceu Luzia Fernandes dos Reis, oradora. 

Sendo Antonio Martins Leme, filho de Matheus Martins Leme e esposo de Margarida Fernandes dos Reis, que era filha de Baltasar Carrasco dos Reis.



TETRAVÓS
PRÉDIO DO MUSEU MUNICIPAL ATÍLIO ROCCO Localização:  R. XV de Novembro, 1660, São José dos Pinhais.  A construção data de 1910, e serviu de residência à família de Manoel Ordine até 1920, quando foi vendida para a municipalidade. A sede atual é um edifício histórico, construção em alvenaria de dois pisos, de linha arquitetônica eclética, que anteriormente abrigou simultaneamente os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Tombado pelo Decreto 208/80.

http://revistapublicasjp.blogspot.com/2016/10/quantos-e-quais-sao-os-imoveis-e.html 


*Luzia Bueno da Rocha nasceu em 1793 em  São José dos Pinhais, Brasil, morreu em. São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 1808 com Miguel Arcangelo Rocha Loures, que nasceu em aproximadamente 1758, em Curitiba, Brasil, e morreu em aproximadamente 1828, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Antonio João Arcângelo, Francisco João da Rocha, Maria da Rocha Bueno, José Archangelo da Rocha, Isabel Maria da Rocha, Thereza Maria da Rocha Teixeira, João Arcângelo da Rocha e *Anna Maria da Rocha.

Luzia perdeu a mãe ao nascer.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Tetravós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

    Podermos verificar também, que Luzia Bueno da Rocha casou-se com seu primo de 3º grau Miguel Arcangelo: Miguel Arcangelo era filho de Maria da Rocha de Jesus e Antonio João da Costa e neto por parte materna de João de Carvalho de Assumpção com Maria Bueno da Rocha que era filha do Capitão Antônio da Veiga Bueno com Isabel Fernandes da Rocha.

    Luzia Bueno da Rocha era filha de Manoel Bueno da Rocha e Luzia Ignácia de Jesus e neta por parte paterna de Amador Bueno da Rocha e Maria Leme da Costa, sendo Amador Bueno, filho do Capitão Antônio da Veiga Bueno com Isabel Fernandes da Rocha.

    Uma observação sobre Antonio João da Costa (pai de Miguel Arcangelo) é que foi quem acrescentou ao sobrenome Rocha o “Loures”. Se deu aqui a origem   do sobrenome Rocha Loures, em homenagem a sua cidade natal: Loures, em Portugal.


TRISAVÓS
CENTRO DE VIVENCIA CULTURAL JOÃO SENGAGLIA
Localização: Rua XV de Novembro esquina com a Av. Rui Barbosa, nº 1.800, Centro, São José dos Pinhais.
O prédio data de 1904, onde funcionou a Fábrica Senegaglia (metalurgia). O Centro de Vivência foi tombado pelo Patrimônio Histórico de São José dos Pinhais em 2008.
 

*Anna Maria da Rocha nasceu em aproximadamente 1826, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 25/02/1897, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 23/07/1844 com Pedro Antonio da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1819, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu antes de 1889, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco José dos Santos Rocha, Pedro Jose dos Santos Rocha, Joaquim Jose dos Santos Rocha, Maria Da Rocha, Gertrudes Maria Da Rocha, Joaquina Maria da Rocha, Thobias da Rocha, Laurinda Da Rocha, Francisca Maria da Rocha, Purcina Maria da Rocha e *Anna Joaquina da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Trisavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

 Também pode-se verificar com relação ao Pedro Antonio da Rocha que casou com Ana Maria da Rocha, sendo  Pedro Antonio da Rocha filho de José Joaquim dos Santos (que era casado com Ana da Rocha Loures), Ana da Rocha Loures era filha de Ana Ferreira de Oliveira (que casada com o Capitão João da Rocha Loures),  o Capitão João da Rocha Loures era filho de Antonio João da costa (que era casado com Maria da Rocha de Jesus).

Sendo Pedro, bisneto de Antonio João da costa e Maria da Rocha de Jesus. 

Sendo Ana Maria da Rocha, neta de Antonio João da costa e Maria da Rocha de Jesus



BISAVÓS

 CAPELA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
Localizada na região rural da Contenda, no Alto do Boa Vista, São José dos Pinhais. Planejada e realizada pela família José Moro Filho, em 1949, para o culto à N. S. das Graças. Construída em alvenaria em formato de cone. Não possui torre ou sino, apenas uma cruz na extremidade de sua cobertura. Tombada como Patrimônio Histórico pelo Decreto 083/95.

 

*Anna Joaquina da Rocha nasceu em aproximadamente 1851, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 21/04/1911, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 25/02/1873 com Pedro Simões da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1850, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco da Rocha, Manoel Simões Da Rocha, Joaquim Simões Da Rocha, Francisco Simões Da Rocha, Maria Simões Da Rocha, Francisca Simões da Rocha, Maria Francisca Da Rocha, Pedro Da Rocha, Joaquina Simões da Rocha e *Anna Maria da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Bisavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

Pedro Simões da Rocha era filho de Manoel Simões da Costa com Gertrudes Ferreira da Rocha, sendo Gertrudes filha de José Joaquim dos Santos com Ana da Rocha Loures, sendo Ana filha do Capitão João da Rocha Loures com Ana Ferreira de Oliveira, sendo o Capitão João filho de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus.

Sendo Pedro Simões da Rocha, trineto de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus.

Sendo Anna Joaquina da Rocha, também trineta de Antônio João da Costa com Maria da Rocha de Jesus. 


AVÓS

LIVROS TOMBOS DA CATEDRAL DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
Localização: Paróquia São José - Rua Izabel A Redentora, 1272 - Centro
Livros de Registro dos séculos XVIII, XIX e primeira metade do século XX da Paróquia de São José dos Pinhais. Estão incluídos: Livros Tombo (5 livros), Livros de Batismo (52 livros), Livros de Casamento (24 livros), Livros de Óbito (6 livros), Livros de Crisma (15 livros) e Livro Caixa (1 livro).
Livro Tombo/inscrição: 011
Tombamento: Resolução 001/2008


*Anna Maria da Rocha nasceu em 1880, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 02/01/1948, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 24/04/1915 com Cândido Alves da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1894, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em aproximadamente 1978, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Francisca Alves Da Rocha, Anna Alves Da Rocha, Maria Benedita Moraes e *Pedro Alves da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I ,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Avós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html


PAIS

CATEDRAL DE SÃO JOSÈ DOS PINHAIS
Localização: Praça 08 de Janeiro
No período de 1660 a 1888 havia, onde hoje é a Catedral de São José, uma pequena Capela Mortuária – São José do Patrocínio da Boa Morte. Foi construída em madeira e era ladeada por um cemitério que servia à Vila Arraial Grande, sendo que até 1850, os mortos católicos eram sepultados no interior da mesma. Em ruínas, em 1905 iniciaram as obras da construção da atual Catedral de São José a qual já passou por diversas reformas e benfeitorias. Tombada pelo Patrimônio Histórico através da Lei 04/96, foi tombada no ano de 2002. Entre 2011 a 2012 passou por restauração, ganhando rampa de acesso, iluminação noturna, paisagismo ao entorno e painel de azulejo, retratando a igreja antecessora.

http://revistapublicasjp.blogspot.com/2016/10/quantos-e-quais-sao-os-imoveis-e.html 


*Pedro Alves da Rocha nasceu em 21/01/1918, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente 1997, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 16/12/1949 com Belmira dos Santos Rocha, que nasceu em 10/12/1922, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em 16/07/1957, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os seguintes filhos: Luiz (falecido aos 11 anos de idade),  Eurides, Leonides, Inês, Pedro,  Divair, Maria de Lourdes, Geni, Hamilton, Dirceu, Diomar, Margarida, José (este faleceu no mesmo dia que a mãe) devido complicações no parto e *Teresa.

Pedro casou-se pela segunda vez com Cacilda, que teve os seguintes filhos: Wilson, João, Carmen, Silvio, Ari e Silvano. 

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pais). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html








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