PARTE II CAPÍTULO V DE JOHN DRUMMOND A ANNA PEREIRA RODRIGUES

 NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR:

-PENTADECAVÓS       John Drummond e Branca Afonso da Cunha

As Cartas trocadas entre os Drummond da Escócia e os Drummond da Madeira

-TETRADECAVÓS       Diogo Drummond e Joana Ferreira

-TRIDECAVÓS       Joana Escórcio e João Gonçalves Drummond

-DUODECAVÓS       Manuel da Luz Escórcio Drummond e Bárbara Rodrigues

-UNIDECAVÓS       Maria da Luz Escórcia Drummond e João de Sousa Pereira

-DECAVÓS       Jerônimo de Sousa Brito e Bárbara Coutinho

-ENEAVÓS       Andreza de Souza Coutinho e Capitão Sebastião Nunes de Brito

-OCTAVÓS       Capitão-mor Salvador de Souza de Brito e Teodósia Rodrigues Velho

-HEPTAVÓS       Antônia de Souza e Domingos Antonio Rachardel

-HEXAVÓS       Capitão Antonio Rodrigues Rachadel e Maria Clara de Jesus

-PENTAVÓS       Alferes Elias Rachadel e Laureana Rosa

-TETRAVÓS       Francisco Elias Rachadel e Jeronima Maria do Espírito Santo

-TRISAVÓS    Maria Bernardina do Espírito Santo e Bernardino José Antonio da Silva

-BISAVÓS    João Torquato da Silva e Clarinda Martinha da Silveira

-AVÓS        Maria Clarinda da Silva e David Pereira Rodrigues

-PAIS    Anna Pereira Rodrigues e Severo Domingos Rodrigues




PENTADECAVÓS

*John Drummond nasceu na Escócia e foi casado com Branca Afonso da Cunha, que nasceu na Madeira, Portugal. Tiveram os filhos: Clara Anes Escórcio, Branca Afonso Drummond, Joana ou Ana Escórcio, Beatriz Escórcio, Guiomar Escórcio, Isabel Anes Escórcio Drummond, João Escórcio Drummond, Catarina Anes Escórcio e *Diogo Drummond Escórcio.

O Clã Drummond é um clã escocês da região das Terras Altas (Highlands), do distrito de Perthshire, Escócia.

Stobhall (ou Castelo Stobhall ) é uma casa de campo e propriedade em Perthshire, na Escócia, a 13 km de Perth .

    John Drummond ou conhecido por João Escócio, era filho de John Drummond de Stobhall e Cargill e de Elizabeth Sinclair, proprietários do castelo de Stobhall. Esse castelo tornou-se propriedade do clã quando seu avô, (outro John Drummond) casou-se com Mary Montfichet, em 1345.

    Segundo a narrativa de Strathallan, João (ou John) saiu da Escócia em 1419, passou pela França e depois foi para a Espanha, onde participou de lutas contra o reino de Granada. Este reino era o último enclave muçulmano na Península Ibérica, sobreviveria até 1492.

    Mais tarde, João continuou a viajar e foi parar na ilha da Madeira, onde se casou com uma madeirense chamada Branca Afonso (desta união é que veio a nossa descendência).

    Foi na Ilha da Madeira, em Portugal, que John Drummond passou a ser conhecido como João Escórcio. Em seu leito de morte, João confessou à família em Portugal quem era de fato e seu sobrenome: Drummond. Foi quando revelou que pertencia a nobre família escocesa (foi onde originou o seu sobrenome em Portugal- Escócio ou Erscórcio, significando João que veio da Escócia).

    A família em Portugal foi descoberta pelo clã escocês acidentalmente em 1519, quando Thomas Drummond, passou na ilha vizinha de Porto Santo e encontrou membros da família que ali residiam. Porto Santo é a segunda maior ilha do arquipélago, depois da própria Madeira, e é o local colocado no cabeçalho de várias cartas trocadas posteriormente entre os Drummond da Madeira e os da Escócia.

    Foi solicitado pelos Drummond da Madeira ao clã na Escócia, os documentos necessários para comprovarem sua ligação com os Drummond, para que fossem também considerados parte da nobiliarquia de seu país.  Receberam então, um atestado formal, reconhecendo que João Escórcio era mesmo filho de John Drummond de Stobhall e membro do clã. Receberam o "documento do Conselho da Nobreza" e o brasão de armas do clã, entregue aos parentes da Ilha da Madeira.  Neste documento, é mencionado a genealogia do Clã Drummond: a história do húngaro que aportou na Escócia e que teria sido o primeiro dos Drummonds (relatando a história da origem dos Drummond na Escócia).

    Além disso, receberam ainda, uma carta pessoal do próprio David Lord Drummond endereçada a Manuel Afonso Drummond (descendente de João, anos após sua morte) e seus irmãos (desta vez escrita em inglês), na qual chamava-os de "queridos e bem-amados primos" e os tratava como parte do clã. Na carta, dava-lhes informações adicionais sobre a família e convidava a enviar um representante do ramo da Madeira para a Escócia, garantindo que os membros do clã o tratariam como se fosse seu próprio filho.

    Mas aqueles eram documentos escoceses e a Madeira era território português, onde não tinham valor. Mais tarde, a família na Madeira decidiu ir mais além e conseguir um documento do governo de Portugal. Enviaram um parente, Diego Peres Drummond, até lá, para fazer uma requisição ao rei D. João III. Este aceitou e o documento oficial que emitiu, datado de 19 de março de 1538, descreve o brasão de armas dos Drummond.

    Os documentos ficaram arquivados em um cartório em Funchal, capital do arquipélago da Madeira, porém, apenas em 1604 alguém da família se interessou ou pôde fazer uso deles. Strathallan justifica dizendo que a correspondência entre os Drummonds da Madeira e da Escócia havia sido interrompida devido a conflitos entre a Inglaterra e a Espanha e que, por isso, os madeirenses não puderam fazer uso do status nobiliárquico que lhes fora concedido.

    A guerra afetava a relação Madeira-Escócia porque, ambos os lados da correspondência estavam conhecendo o fenômeno da união dinástica. O rei da Espanha herdou o trono de Portugal em 1580 e os dois países permaneceram unidos por 40 anos. E o rei da Escócia herdou os tronos da Inglaterra e da Irlanda em 1603, união que durou 85 anos. O resultado foi que tanto Portugal quanto a Escócia herdaram os problemas da guerra entre Inglaterra e Espanha.

    Com o fim da guerra, em 1604 os descendentes de Martim Afonso Ferreira (que era descendente de  Manuel Afonso Drummond , que por sua vez, era descendente de João Escócio) viram a oportunidade e resolveram aproveitar. Para implementar o tratado de paz, que havia sido assinado em 28 de agosto daquele ano, o embaixador da Inglaterra, Charles Howard, esteve pouco depois em Madri, acompanhado do Earl de Perth, James Drummond. Na ilha da Madeira, um bisneto de Martim Afonso Ferreira, chamado Martim Mendes de Vasconcelos Drummond, soube que seu importante parente de Perth estava na capital espanhola. E também que o rei da Inglaterra devia grandes favores a ele e sua irmã, Jean Drummond, condessa de Roxburgh.

    Martim apelou a eles para intermediarem uma carta de recomendação ao rei da Inglaterra e também que os embaixadores espanhóis na Inglaterra intermediassem outra carta de recomendação para o rei da Espanha. Assim foi feito, onde, o próprio rei da Inglaterra, James I (que também era James VI da Escócia por causa da união dinástica), enviou uma carta ao rei Felipe II da Espanha recomendando que também concedesse aos Drummond da Madeira os mesmos "favores e mercês" que os reis de Portugal haviam concedido.

    O pobre mensageiro que levava o resultado positivo das petições até a Madeira, William Crawford, foi assaltado por piratas no meio do caminho e teve que aportar na costa da África e só conseguiu chegar na Madeira, dez anos depois. Mas conseguiu entregar sua encomenda. As correspondências entre os Drummond da Madeira e os Earls de Perth continuaram até 1634. No livro de Strathallan há mais três, escritas em latim e em inglês, a partir da pág. 102.

    A descendência dos Drummond da Madeira está descrita nas genealogias madeirenses, como o "Nobiliário Genealógico das Famílias", de Henrique Henriques de Noronha, publicado em 1700 (de 3 volumes) ou os "Apontamentos para a genealogia de diversas famílias da Madeira", de Felisberto Bittencourt de Miranda, publicado em 1888.

     Vários membros da família Drummond da Madeira foram ao Brasil. Na carta enviada pelo rei da Inglaterra, James I, ao rei da Espanha, Felipe II, de 1613, é mencionada a presença de membros do clã no nosso país. O mesmo aconteceu em uma das cartas trocadas pelos Drummond da Madeira e pelo Earl de Perth, datada de 1623. Antes disso, um certo Manuel da Luz Escórcio Drummond apareceu com sua mulher e seus filhos em Santo André, no litoral de São Paulo. Ali, casou-se uma segunda vez, depois de enviuvar, e mudou-se para o Rio de Janeiro. 


Referência:  
Carta dos irmãos Remígo da Assunção Drummond, Antônio de Freitas Corrêa Drummond e Simão de Freitas Corrêa Drummond ao earl de Perth, John, Lord Drummond. In: Strathallan (1831; 1889) [1], pág. 105.
 LEME, Pedro Taques de Almeida, "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica", vol. II, título "Toledo Pizas", cap. II, § 2.o, pág. 231. As informações de Pedro Taques sobre Manuel da Luz Escórcio Drummond e seus descendentes estão resumido em LEME, Luiz Gonzaga da Silva, "Genealogia paulistana", vol. V, Título "Toledos Pizas", cap. II, § 2.o, pág. 507, nota (1).
[4] Processo de genere de Fortunato Cândido Drummond Rocha e João Ricardo da Costa (Conceição da Praia, 1806). Arquivo do Laboratório Reitor Eugênio de Andrade Veiga (LEV), Universidade Católica de Salvador (UCSal), Cx. 7; E. 1; 23 Ge-20; no. 24.

Poderá ver referências também em OS DRUMMONDS - DA ESCÓCIA MEDIEVAL À BIGUAÇU-SC

STRATHALLAN, Visconde de (William Drummond). "The genealogy of the most noble and ancient house of Drummond" (PDF). A. Balfour & Co., Edinburgh, 1831; impressão privada, 1889. Primeira edição em livro: 1681.

                                     
                                    Castelo Drummond, localizado em Perthshire, Escócia.
                                    https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_Drummond

A GENEALOGIA DO CLÃ DRUMMONT


    Uma tia de João Escócio, Annabela, tornou-se rainha consorte da Escócia quando seu marido tornou-se o rei Raibeart III (Roberto III), que reinou de 1390 a 1406. 
    Sabemos dessas histórias porque elas estão relatadas em um documento oficial de 1519, emitido pelo Conselho de Nobreza da Escócia , para servir de atestado legal da sua ascendência, citado no livro de Strathallan, que coloca as cartas trocadas entre as famílias da Escócia e de Portugal. Strathallan ainda acrescenta que João Escócio, na sua estadia na França, teria lutado contra os ingleses na Guerra dos Cem Anos, que então se desenrolava.

    Abaixo, podemos ver algumas das páginas do livro de Strathallan, onde cita as cartas trocadas pela família Drummond, mas poderão ter acesso ao livro e as cartas na íntegra, através dos dois links na referência (são do mesmo livro), apesar de estar em inglês, recomendo que verifiquem (caso se interessem pelo assunto) onde, a partir da página 92 fala sobre John Drummond, ou como era conhecido em Portugal, por João Escócio.


“Sobre John Escorcio Drummond e sua descendência na Ilha da Madeira…”

    Carta de David Lord Drummond ao seu primo Manuel Alphonso Ferreira Drummond, e seus irmãos na Ilha da Madeira.
    “Queridos e bem amados primos, recebi e deu-me muita satisfação, a vossa carta da ilha da Madeira, de 2 de julho, no ano de nossa Redenção 1519, trazida para a Escócia por Tomaz Drummond, nosso parente, e de acordo com a vossa plena e perfeita informação, também sabemos que um certo João Drummond, há cerca de 100 anos, partiu da Escócia e se estabeleceu na Ilha da Madeira, onde a sua geração tem aumentado até 200 homens, mulheres, filhos, netos e bisnetos, seus descendentes e que o dito João Drummond, vosso predecessor, escondeu até a sua última hora, aos da Ilha e aos que com ele conviviam, o seu nome, sangue e geração, pelo que a verdade do seu nascimento ficou encoberta até que, perto da morte, a descobriu ao confessor e a outros chamados para testemunhas e disse que conformando-se com a língua portuguesa, passara a usar o nome de João Escórcio, em lugar do seu verdadeiro nome, que era John Drummond. 

    A fim de vos dar inteiro e suficiente esclarecimento sobre a origem do vosso ascendente e seus antepassados, mando-vos a seguinte notícia. 

    (A comprovação do parentesco com João Escócio)

    Um nobre Lord, John Drummond de Stobhall, nosso quinto avô, era irmão da ilustre Lady Anabela Drummond, Rainha da Escócia, sendo o atual reinante o quinto desta geração. Este João era também, irmão de Malcolm, Conde de Mar, que morreu sem filhos e ao qual, João, seu irmão, sucedeu, tendo casado com Isabel, filha do nobre Lord Henrique Sinclair, Conde de Orkney, da qual teve vários filhos, o primeiro foi Gualter Drummond, Senhor de Stobhall, nosso quarto avô e o mais novo, João, vosso antepassado que, sendo um galante gentil homem, conforme verdadeira informação do mais antigo de nossa família. Há cerca de 100 anos foi para a França em busca de honra e fama e de quem nunca tivemos quaisquer notícias antes de vossa carta, pelo conteúdo da qual investigamos detalhadamente, com o nosso mais velho parente e depois de muito procurar, chegou-se à conclusão de que só ele, cerca dessa época e com esse nome, partiu da Escócia, de maneira que estamos firmemente persuadidos e com  o resto dos nossos parentes afirmamos que o citado João Escórcio, vosso bisavô, era filho do dito John Drummond, Lord de Stobhall e irmão de Gualter Drummond e que ele descende de nossa antiga casa e comuns predecessores, a qual deu origem a notáveis duques, condes e barões deste reino e ainda aos nossos Reis. 
(A genealogia do Clã Drummont na Escócia).

    Além disso e a fim de que o princípio da nossa raça no reino da Escócia possa mais claramente ser conhecido, dir-vos-ei que há perto de 500 anos um Rei da Inglaterra, herdeiro direto da coroa (embora nunca tivesse  reinado) chamado Eduardo o Proscrito, filho de Edmundo Cota-de -Ferro, estando exilado na Hungria, casou com Ágata, irmã da Rainha Sofia, mulher de Salomão, rei da Hungria e filha do imperador Henrique II e gerou um filho: Edgar Atheling e duas filhas: Margarida e Cristina. Eduardo, o Proscrito veio da Hungria com seus filhos para a Inglaterra, onde morreu, seu filho Edgar Atheling e suas irmãs, fugindo de Guilherme, Duque da Normandia, então conquistador da Inglaterra, regressaram à Hungria, para maior segurança dos seus títulos à coroa, fazendo-se ao mar sob o comando de um certo húngaro, seu primo e conselheiro, mas pela violência duma tempestade, foram atirados às costas da Escócia e desembarcaram num lugar atualmente chamado Arco da Rainha Margarida ou de Santa Margarida. Malcolm Keanmore, então Rei dos Escoceses e que tinha a corte perto do lugar, foi em pessoa, como alguns dizem, ou segundo outros, mandou uma honrosa mensagem a convidá-los  para a sua casa, onde foram regiamente tratados e o Rei, impressionado com a beleza e elegância da irmã de Edgar, Margarida, com ela casou e fê-la a rainha, com grande contentamento de todos os seus súditos.  para que a memória da nossa raça, através do tempo, se não perdesse, o citado Rei e a Rainha, deram ao nosso antepassado húngaro um senhorio e título de nobreza, a saber: Drummond, para ele e seus descendentes, e um brasão de armas, como suportes, dois selvagens, tudo isto pode ser lido no atestado, que mando, com o selo real da Escócia e os selos e assinaturas de todos os membros do Conselho então presentes, as quais armas, como nós mesmos as usamos, assim, nós vos mandamos (para fazerem uso) por um portador de que damos crédito. 
Mas, se preferir mandar-nos um dos vosso, que saiba falar a língua latina (porque a língua portuguesa nos é totalmente desconhecida) nós tratá-lo-emos como nosso próprio filho. No entretanto, agradecemos e aceitamos as vossas cartas com muita gratidão das mãos do dito Tomaz Drummond, como se ele nos tivesse trazido dez mil coroas, porque ninguém pode fazer-nos uma mais agradável atenção do que trazer-nos notícias certas do bem estar e aumento de nossa geração e raça entre mensageiros, como depreendemos da vossa carta, pelo que pedimos a Deus que vos abençõe e acrescente a vossa posteridade. Nosso Castelo Drummond, 1 de dezembro de 1519, David Lord Drummond.”

    Na página 106 são citados os parentes no Brasil:
    “…Majestades de Aragão e Castela, contra os Mouros para recuperação e conquista de Granada, e daí foi para a Ilha da Madeira, onde casou com uma nobre portuguesa, que lhe deu os filhos, de quem nós e muitos outros nossos parentes que vivem nesta Ilha e no Brasil, descendem. O afável Lord John Drummond, nosso progenitor, era filho do Lord John de Drummond de Stobhall, irmão de Lady Annabella, Rainha da Escócia, como já foi certificado ao seu Lordship por J Martin J. Ilha de  Porto Santo…”

    Novamente, no ano de 1634, John Earle de Perth recebeu outra carta em latim; a cópia do qual segue:
    “Ilustre Lorde Conde Altíssimo. Os benefícios recebidos pela graça devem necessariamente ser obscurecidos, nem levarei a lembrança do favor, enquanto não houver esquecimento, julgo com culpa. Seus maiores méritos se sobressaem em mim: Earl, eles parecem tanto à minha frente, que se os eventos das guerras não obstruíram o intercâmbio de intimidade mútua, seus escritos deveriam testemunhar para mim sua benevolência; eu sou, como tenho informei-o da Rainha da Espanha e de minha amada, Condessa Joan Drummond…”

STRATHALLAN, Visconde de (William Drummond). "The genealogy of the most noble and ancient house of Drummond" (PDF). A. Balfour & Co., Edinburgh, 1831; impressão privada, 1889. Primeira edição em livro: 1681.

file:///C:/Users/Microsoft/Downloads/Livro%20sobre%20os%20drummond.pdf

https://archive.org/details/genealogyofmostd00drum/page/n9/mode/2up?view=theater


TETRADECAVÓS

Jardins do Castelo de Drummond – O castelo foi construído no século XV com intuito de ser uma fortaleza. O Lord Drummond, senhor do lugar, escolheu o topo de uma grande rocha para erguer suas muralhas.

*Diogo Drummond, nasceu aproximadamente em 1458 em Madeira, Portugal, foi padre e teve três filhos com Joana Ferreira, que em 1517, antes de morrer, os reconheceu como legítimos. Dentre eles estava Joana Fernandes.

Referência:
pág 38 do PDF
Arquivo Histórico da Madeira, Vol 3 n 2, Funchal 1933



TRIDECAVÓS

Vitral com a imagem de Margarida (Rainha consorte da Escócia) na Capela de Santa Margarida, no Castelo de Edimburgo, Escócia.


*Joana Escórcio foi casada com João Gonçalves Drummond (ele era filho da prima de sua esposa, da Mécia, que era filha de Catarina Drummond). Tiveram os filhos: *Manuel da Luz Escórcio Drummond.

    Além da referência já citada na linhagem anterior, também deixamos abaixo, outra referência sobre a filiação de Manuel da Luz Escórcio Drummond, encontrada em Martin Romano Garcia, no link abaixo.


Referência:


DUODECAVÓS

Estátua de Margarida (Rainha consorte da Escócia) feita pelo escultor francês François Augustin Caunois, presente na Igreja de la Madeleine, em Paris.

*Manuel da Luz Escórcio Drummond, nasceu aproximadamente em 1525, em Santa Cruz, Ilha da Madeira, Funchal, Portugal, morreu antes de 1620, em São Vicente, São Paulo, Brasil, foi casado com Bárbara Rodrigues que nasceu aproximadamente em 1525 em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal e morreu no Brasil. Tiveram os filhos: *Maria da Luz Escórcia Drummond.

    Capitão comandante Manoel da Luz da Escórcia Drumond, veio da Ilha da Madeira para São Vicente onde foi tabelião. Capitão da fortaleza (presídio) de Santos, natural da Ilha da Madeira, "de onde viera para São Vicente com sua mulher, três filhas e um filho, e enviuvando em São Vicente, casou segunda vez o dito Drummond, e se recolheu para o Rio de Janeiro com seu genro João de Sousa Botafogo".


Referência:

"Genealogia Paulistana" Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), p. 508), pág. 368 do compilado, vol 5

Referência:

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Volumes 45-46

https://books.google.com/books?id=R6doAAAAMAAJ&dq=jo%C3%A3o%20esc%C3%B3cio%20madeira&pg=PA258#v=onepage&q=jo%C3%A3o%20esc%C3%B3cio%20madeira&f=false


UNIDECAVÓS

Enseada de Botafogo (1903) Foto da Enseada de Botafogo, ao fundo o Morro da Viuva. Foto: Augusto Malta. Livro "O Rio de Janeiro do Bota-Abaixo" - Ed. Salamandra.

 

*Maria da Luz Escórcia Drummond nasceu em aproximadamente 1571, em Madeira, Portugal, morreu antes de 1627 no Rio de Janeiro, Brasil, foi casada com João de Sousa Pereira, que nasceu em aproximadamente 1540 em Elvas, Portugal e morreu depois de 1627. Tiveram os filhos:  João de Souza , o moço, Pedro de Sousa, Andreza de Sousa, Helena de Souza, Maria de Souza e Brito Pereira, Úrsula de Brito Pereira, Ana de Souza Brito, Juliana de Souza e *Jerônimo de Sousa Brito.

    Abaixo, podemos ver em Genealogia Paulistana: “Era este João de Sousa Pereira Botafogo natural de Elvas onde seus pais e avós tiveram casa que foi confiscada por ordem régia, por causa de suas insistências e soberbas resistências à justiça e outros motivos pelos quais foram perseguidos. Alcançou esta perseguição a João de Sousa Pereira, como membro da família; porém, como a esse tempo a rainha deixava passar em paz aos criminosos que vinham a conquista de índios no Brasil, passou ele com esse intento ao Rio de Janeiro, quando se fazia aí a guerra contra o gentio Tamoio. Como este Botafogo era destemido e de reconhecida nobreza, foi feito capitão de uma das canoas de guerra e mandado a Cabo Frio a impedir o contrato do pau brasil em que os franceses estavam comerciando. Foi tão feliz nessa empresa que, pelejando com valor e ousadia com os franceses, conseguiu vencê-los fazendo prisioneiros entre outros a Tucen Grugel cabo da armada, valoroso francês que foi levado ao Rio de Janeiro e foi o tronco dos Amaraes Gurgeis daquela cidade e que depois se espalharam em S. Paulo. Do Rio de Janeiro passou a S. Vicente, onde também a guerra contra os bárbaros gentios andava ateada e, mostrando o seu valor e destreza militar, o tomou por genro o capitão do presídio Manoel da Luz Escorcia Drumond".


Referência:
"Genealogia Paulistana" Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), p. 508), pág 368 do compilado, vol 5

    Abaixo, a Publicação do Correio Paulistano, de 1923, sobre as pesquisas e os documentos quinhentistas e seiscentistas publicados pelos governos estadual e municipal sobre João Pereira de Sousa Botafogo. Em seu penúltimo parágrafo consta: "... convém, além de tudo, não esquecer que João Pereira de Sousa Botafogo pertencia em Portugal a uma família incessantemente perseguida, por ordens régias, não se sabe por quais motivos, mas que até suas propriedades de Elvas foram confiscadas…" 
    Fica claro aqui que foi preso não por “falsificação” e sim, por perseguição, por ser de família de judeus.

    Transcrição da publicação do jornal Correio Paulistano, de 1923:
    “Estudávamos os documentos referentes ao bandeirismo, e ao falarmos da bandeira levada ao sertão do rio Paraíba, em 1596, pelo capitão mor João Pereira de Sousa Botafogo, já havíamos dito que dos lacônicos documentos do tempo claramente se depreende ter havido seria luta entre o capitão mor João Pereira de Sousa Botafogo e o capitão mor Jorge Correa, em virtude da qual, este por ordem de Dom Francisco de Sousa, havia sido suspenso das funções do cargo de Capitão mor da Capitania, sendo aquele galardoado, pelos seus méritos.

Era nossa intenção, após havermos passado em revista, o bandeirismo, apreciado através do prisma da documentação paulista impressa, aprofundarmos o estudo dessa questão, quando nos surgiu às mãos um livrinho: ‘Vultos do passado paulista’ do Ermelino de Leão, membro do Instituto Histórico de S. Paulo,  no qual é tratado, em um de seus capítulos, o assunto referente à prisão de João Pereira de Sousa Botafogo.

Assim pois, aproveitando as referências feitas pelo historiador paranaense, resolvemos antecipar o nosso estudo.

Como muito bem disse Ermelino de Leão, o interessante episódio da nossa história, de que foi protagonista João Pereira de Sousa Botafogo, foi  olvidado pelos historiadores o cronista de maneira que, o devemos reconstituir, por inteiro, unicamente amparados pela documentação de publicação oficial. 

Tendo sido analisado, o Dr. Leão chega à conclusão que João Pereira de Sousa Botafogo, em 1595, ao concluir Jorge Correia o seu triênio de Capitão mor da Capitania de S. Vicente, apareceu com uma procuração de Lopo de Sousa e com ela tomou posse do cargo que Jorge Corrêa naturalmente havia deixado, por se ter extinguido o seu tempo regulamentar. Com isto, Botafogo, às pressas, organizou uma bandeira contra a opinião de Gaspar Nabo, o ouvidor e da Câmara de Santos penetrou no sertão do rio Paraíba, onde em 1597 em fevereiro, iniciou o inventário, por morte de João do Prado. Continuando, o Dr. Leão, nas suas conclusões, diz que ainda em 1597, ao se apresentar em S. Vicente. Jorge Corrêa, trazendo uma nova procuração de Lopo de Sousa, que o deveria levar, outra vez, ao cargo de Capitão mor, aí soube, com surpresa, que a terra estava governada por Botafogo, que dizia loco tenente do donatário Lopo de Sousa, pelo que logo tratou de apurar devassas, tendo ficado provado que Botafogo falsificara a procuração que o empossara do cargo. A vista dessa falsificação, tratou Corrêa de prender o falso governador, pelo que marchou para o sertão, levando consigo forças sob o comando de Francisco Pereira. Diz ainda, o Dr. Ermelino de Leão, que Botafogo foi preso no sertão, sendo o inventário concluído por Francisco Pereira que o substituiu no comando da bandeira. Levado à cadeia, Botafogo foi condenado à forca tendo assim expirado o seu crime. 

Ele, o que concluiu o historiador paranaense, a cuja perspicácia, entretanto, escapou um importante documento, igualmente constante da documentação de publicação oficial, o qual, ele tivesse sido examinado, por certo, faria com que o ilustre escritor mudasse de opinião, orientando o seu trabalho por vias diferentes.

Vejamos a questão, porém de acordo com o nosso ponto de vista. Terminando o tempo de Jeronymo Leitão, em abril de 1592, registra Jorge Corrêa a ‘provisão e carta do Capitão Jorge Corrêa para servir de Capitão e Ouvidor’, passada por Lopo de Sousa, em 1599 (‘Registro’ Vol. II, 38 a 40).

Ainda não havia Jorge Corrêa findado o seu tempo e já era recusado pelas Câmaras de São Vicente e de Santos, que constituíram seu procurador Athanasio da Motta, junto ao Governador Geral do Brasil na Bahia, então Dom Francisco de Sousa, a quem Athanasio pleiteou as queixas dos seus mandantes. 

Infelizmente não conseguimos saber quais eram suas queixas, bem como quais os crimes de que Jorge Corrêa fosse a sua presença, para se explicar, ordenando naturalmente que Jorge Corrêa fosse a sua presença, para se explicar, ordenando a devassa, para serem as culpas de Corrêa apuradas.

Eis a provisão com a qual provamos estas asserções: 'Trazia da provisão de João Pereira de Sousa de Capitão desta capitania de S. Vicente, Dom Francisco de Sousa do conselho de el rei nosso senhor governador deste estado do Brasil etc. faço saber a todos e quaisquer justiças da capitania de São Vicente a que esta minha provisão for apresentada e o conhecimento dela com direito pertencer que eu mando ‘ora vir empresado a esta cidade de S. Salvador da Bahia) e alçada Jorge Corrêa lugar tente de capitão e ouvidor da dita capitania e outrossim devassar dele por requererem as Câmaras principais de Santos e São Vicente por seu procurador bastante Athanasio da Motta por razão… (infelizmente o documento aqui estava comido, de maneira que o decifrador não conseguiu integrá-lo nesta parte o que prejudica o sabermos o motivo das acusações a Jorge Corrêa)... lugar tendente dizer se dizer… bem em seus cargos… sua magestade… bem comum da república como… que dele… foram apresentadas… as ditas… pelo dito Athanasio da Motta (aqui nos parece que o Athanásio apresentou as provas da acusação) … ‘por esta razão fi… vaga a dita capitania enquanto se tirar a dita devassa e fizerem… diligências que mando fazer para se saber a verdade de conteúdo nos ditos capítulos hei por bem a serviço de sua magestade de provar por capitão da dita capitania de S. Vicente a João Pereira de Sousa por ser pessoa benemérita e de que confio faça o que convém ao serviço de sua magestade obrigação do dito cargo e para que nele corra com mais brevidade e inteireza lhe nomeio por seus adjuntos a Simão Machado e João Batista Malio para todos os  três determinarem os casos e negócios da dita capitania como lhes parecer justiça e argumento… o qual cargo o dito João Pereira de Sousa servirá enquanto eu o houver por serviço de sua magestade e o dito senhor não mandar o contrário… cargo pertencente assim de maneira que … o dito Jorge Correa e ele me deu… mensagem da dita capitania obrigando-se na forma dela como é costume e houve juramento perante mim dos Santos Evangelhos de bem e verdadeiramente servir o dito cargo guardando em tudo o serviço de sua magestade e as partes seu direito pelo que mando as justiças da dita capitania que tanto que o dito cargo capitão e ouvidor por virtude da provisão que para isso mando passar seja logo remetido de posse do dito cargo o dito João Pereira de Sousa com os ditos… nomeados e os dizem servir…declarando e esta cumpriu… ‘ (Registro’ III, 74 a 75). É este o documento que escapou à visão do Dr. Ermelino de Leão. Por ele se vê que Dom Francisco de Sousa, nomeou a João Pereira de Sousa Botafogo para exercer, interinamente, o cargo que Jorge Correa deixará vago, era virtude de sugestão, motivada pelas acusações que lhe foram feitas como dissemos acima.

Portanto, o Botafogo nunca esteve em exercício, por força de uma ‘procuração’ de Lopo de Sousa, o qual o acusa de ter falsificado, e sim, por razões do governador geral dom Francisco, que o considera benemérito. Nem se afirme que Botafogo tenha falsificado a provisão de dom Francisco acima reproduzida, visto como ele foi acusado de havê-lo feito em relação a uma procuração de Lopo de Sousa, segundo este afirma no documento que levou e Dr. Leão as condições para debatermos: ‘Por carta que dessa câmara que me foi dada entendi e me maravilhei das maldades de João Pereira de Sousa e atrevimento tão grande como foi levar uma provisão falsa MINHA e uma provisão para cobrar o meu…’ (Atas Vol. II 175). Assim sendo, pois cai por terra a afirmação do Dr. Ermelino de Leão de ter havido um falso governador da Capitania de São Vicente, visto como o exercício de capitão mor de Botafogo foi perfeitamente legal, uma vez que para tal cargo foi ele nomeado pelo governador geral, se bem que interinamente e que essa nomeação foi feita por uma provisão onde nada há que nos autorize a pensar ter sido falsificada. É verdade que o registro da provisão, acima citada, do sr. de Berlagel não contém a data do documento, em virtude de ter o tempo comido o fim do papel, mas quanto a isto não há a menor dúvida de que a provisão foi passada em 1595, pois estava o registro dela entre os papéis desta data, sendo o último documento do volume I do registro, que no Arquivo municipal tem o número de 125, além de que é sabido terem sido consumidos os registros depois de 1595 e antes de 1600, quando Dom Francisco já se achava em São Paulo e Botafogo já deveria ter morrido. Não houve, pois como quer o historiador paranaense, um faliu governador da Capitania vicentina, Botafogo foi capitão mor de fato e de direito. Quanto a Jorge Corrêa, parece ter ele se defendido com êxito, junto a Dom Francisco, das acusações que lhe haviam feito as Câmaras de Santos e de São Vicente, pois em 22 de novembro de 1597 a ata de vereação faz dele menção como capitão mor, novamente (‘Atas’, Vol II, 29).

Ao reassumir Jorge Corrêa, o cargo, (...) fato a interinidade de Botafogo, que estava no sertão, tendo sido preso entre fevereiro e julho de 1597 (Inven. e teses’. Vol. I 79 e 87. Invent de João do Prado), por culpas de sua devassa’. Em março de 1598, ainda funcionava Jorge Corrêa como capitão mor, para em novembro desse ano aparecer com esse posto Roque Barreto (‘Atas’ II, 39 e 47).

Por outro lado, é certo ter sido Botafogo preso e substituído no comando da bandeira pelo capitão Francisco Pereira, bem como acusado de haver falsificado uma provisão de Lopo de Sousa (‘Atas’ II, 175).

Não se sabe ainda, porém, que natureza de provisão tenha falsificado o Botafogo, devendo ser forçosamente referente a outra coisa, que não o cargo de capitão mor para o qual estava como vimos regularmente habilitado a exercer. Em todo o caso esta (...) provisão que Lopo de Sousa, tão indignamente diz  ter o infeliz Botafogo falsificado, não aparece em parte alguma dos documentos publicados oficialmente, pois que a única provisão referente a Botafogo é registrada na Câmara paulista, é a que reproduzimos firmada por Dom Francisco. Onde, pois, o corpo de delito contra o (...) bandeirante do rio Paraíba na última década do século quinhentista? Convém, além de tudo, não esquecer que João Pereira de Sousa Botafogo pertencia em Portugal a uma família incessantemente perseguida por ordens régias, não se sabe por quais motivos, mas que até suas propriedades de Elvas viu confiscadas.

Herdou, Botafogo, essa perseguição, não lhe dando tréguas os do governo portugues até que aproveitando uma permissão dos criminosos virem fazer guerra ao gentio no Brasil, emigrou o destemido bandeirante. Na colônia brasileira o seu valor na luta contra os tamoios, e a sua grande proeza do Cabo Frio, exterminando os franceses e prendendo Tucen Gurgel, fizeram-se respeitado, mas parece que o destino cruel lhe fadada ser vítima da odiosa perseguição, que atravessando o oceano, viera o encontrar à frente de sua bandeira, como capitão mor da vicentina capitania, levando à morte infame. Ela o que sabemos a respeito desse personagem da nossa história, que, apesar de tudo, foi um grande precursor dos memoráveis sertanistas do século dos seiscentos, no qual sem dúvida eram encarnadas as virtudes da raça, que já estavam escrevendo a grande epopéia das bandeiras e traçando o sulco luminoso mais fulgente do nosso passado.”

Alfredo Ellis Junior


Referência:

    Abaixo, uma edição do Senado Federal N.24, Brasília 2004, de Washington Luís. Tem um capítulo muito interessante sobre o João Pereira de Sousa a partir da página 253 - CAP XV, páginas 252, 256,264 onde o autor transcreve vários documentos. Provavelmente o processo de João na Torre do Tombo não tivesse sido liberado quando foi escrito este texto. 
Acesso pelo link:



    Abaixo, usamos como referência a página que fala sobre os brasileiros perseguidos pela Inquisição, retirado do Museu da história da Inquisição no Brasil, onde João é citado e ao lado de seu nome consta o número de seu processo inquisitorial: LISTA DOS PRIMEIROS 25 JUDEUS BRASILEIROS PROCESSADOS PELA CORTE PORTUGUESA:


Referência:

    O nome de João Pereira de Sousa está na lista dos judaizantes de São Paulo, no livro “Os Judeus no Brasil Colonial” de Arnold Wiznitzer – página 35 – Pioneira Editora da Universidade de São Paulo.
A prova é baseada no processo de João Pereira de Souza (Botafogo) que pode ser acessado na Torre do Tombo em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2316908

    Abaixo, imagens 01, 06, 10, 19, 22  do processo João Pereira de Sousa que contém ao todo 573 imagens:


    Abaixo, consta a informação de que foi apresentada em 1598 a petição de João Pereira de Sousa, na Vila de Santos em São Vicente.


    Abaixo podemos ver no trecho inicial, onde é citado que João foi chamado de judeu: “Entende provar em como o dito capitão João Lourenço Dias tendo apreço a este capitão João Pereira de Souza viera (...) pelo ódio se nomear (...) se enviou-se palavras inimigas e chamando-se de judeu, covarde, infame, tratando-o muito mal de palavras…”


Referência:
DOCUMENTOS APRESENTADOS POR JOÃO PEREIRA DE SOUSA PARA SUA DEFESA.  CÓDIGO DE REFERÊNCIA: PT/TT/TSO-IL/028/16902
Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 16902- Cópia microfilmada. Portugal, Torre do Tombo, mf. 4846

Abaixo, em títulos perdidos genealogia brasileira cita que João morreu antes de 1616, porém, ele é ouvido nos Processos Anchietanos em 1620 com cerca de 80 anos de idade e o irmão de sua sua mulher consta nos processos depondo que “correndo fama de que seu cunhado era morto, onde o Padre José de Anchieta mandou chamar sua mulher e dizer que em poucos dias seu marido chegaria com saúde, vivo”.


Referência:
títulos perdidos pg 1 
Os Títulos Perdidos, por Lênio Luiz Richa - Título BOTAFOGOS - http://www.genealogiabrasileira.com/titulos_perdidos/cantagalo_ptbotafogo.htm

    Logo abaixo, Maria da Luz e seu esposo João Souza Pereira O botafogo como testemunhas no processo do padre Anchieta em 1620 no Rio de Janeiro:
Revista da ASBRAP nº 313 ao seu falecimento. 10-João de Sousa Pereira(ouvido a 23 de agosto de 1620), natural de Lisboa, com cerca de 80 anos de idade, filho de Francisco de Sousa Pereira e de Inês de Brito de Carvalhais. Desde 1572 conheceu Anchieta em São Vicente 14-Maria Escórcia(ouvida a 26 de outubro de 1620), natural de São Vicente, com cerca de 49 anos de idade, filha de Manoel da Luz e de Bárbara Rodrigues. Aprendeu com ele o catecismo, em São Vicente.




Referência:
Ainda na Revista da ASBRAP nº15, “HELIODORUS EOBANUS HESSUS - UM ESBOÇO BIOGRÁFICO de Décio Martins de Medeiros” vemos a citação sobre o casal e cita a data de morte de João, posterior a 1627:






DECAVÓS

Cartão Postal Rio de Janeiro - Praia de Botafogo 1925 


*Jerônimo de Sousa Brito, nasceu aproximadamente 1586, foi casado com Bárbara Coutinho, que nasceu aproximadamente em 1588, em Vitória, Espírito Santo, Brasil. Tiveram os filhos:  Maria de Sousa Coutinho, Ana Coutinha, Salvador de Souza, Luzia Coutinha, Antonio de Souza Coutinho, Branca Coutinha, Isabel de Sousa Coutinha e *Andreza de Souza Coutinho.

    Abaixo, o casal é citado:

Referência:

https://genearc.net/index.php?op=ZGV0YWxoZVBlc3NvYS5waHA=&id=Nzk5MA==

    Abaixo, podemos sobre a continuação do documento citado na linhagem acima, no Capítulo 4, onde consta sobre Jerônimo, a filiação e casamento.


Referência:
títulos perdidos pg.  14
Os Títulos Perdidos, por Lênio Luiz Richa - Título BOTAFOGOS - 

    Abaixo, o batismo da filha Andreza, em 19/02/1629: “Aos 19 do dito mês batizei Andreza filha de Jerônimo de Souza de Brito e dona Bárbara…” 


Referência:
 "Brasil, Rio de Janeiro, Registros da Igreja Católica, 1616-1980," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939F-GJ94-DZ?cc=1719212&wc=M6ZR-1TL%3A131775101%2C139024701%2C139036301 : 11 March 2022), Rio de Janeiro > Santíssimo Sacramento > Batismos 1623, Maio-1632, Set > image 100 of 146; Paróquias Católicas (Catholic Church parishes), Rio de Janeiro.

Abaixo, o batismo da filha Isabel, em 12/06/1616: “Aos 12 do dito mês batizei Isabel filha legítima de Jerônimo de Souza Brito e sua mulher dona Bárbara, foi padrinho Antônio João (...) e madrinha Úrsula de Brito, filha solteira de João (...) de Sousa, teve óleos”. 



Referência:
 "Brasil, Rio de Janeiro, Registros da Igreja Católica, 1616-1980," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939F-GJ9H-Q4?cc=1719212&wc=M6ZR-1P8%3A131775101%2C139024701%2C139024702 : 11 March 2022), Rio de Janeiro > Santíssimo Sacramento > Batismos 1616, Mar-1622, Nov > image 7 of 64; Paróquias Católicas (Catholic Church parishes), Rio de Janeiro.

    Abaixo, o batismo da filha Anna, em 03/06/1618: “Aos 3 do dito mês batizei Anna filha de Jerônimo de Souza Brito e sua mulher dona Bárbara, foi padrinho (...) e madrinha Catarina (...), teve óleos”. 


Referência:
 "Brasil, Rio de Janeiro, Registros da Igreja Católica, 1616-1980," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939F-GJ9H-PJ?cc=1719212&wc=M6ZR-1P8%3A131775101%2C139024701%2C139024702 : 11 March 2022), Rio de Janeiro > Santíssimo Sacramento > Batismos 1616, Mar-1622, Nov > image 20 of 64; Paróquias Católicas (Catholic Church parishes), Rio de Janeiro.


ENEAVÓS

Convento São Bernardino de Sena e na Praça Silvestre Travassos (Praça da Matriz), Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

 *Andreza de Souza Coutinho, nasceu em 19 de fevereiro de 1629 no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, foi casada com o Capitão Sebastião Nunes de Brito, que nasceu em 1625 em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil  e morreu em 1729. Tiveram os filhos: Sebastiao Nunes De Brito, Roberto Nunes De Brito, Isabel Coutinha, Amador de Brito e *Capitão-mor Salvador de Souza de Brito.

    Abaixo, podemos ver a citação em Títulos Perdidos:

Referência:
títulos perdidos pg 28
Os Títulos Perdidos, por Lênio Luiz Richa - Título BOTAFOGOS - 


OCTAVÓS

Enseada de Brito, Palhoça, Santa Catarina (Foto: Betina Humeres / Agencia RBS)

*Capitão-mor Salvador de Souza de Brito, nasceu em  aproximadamente 1656, em Ilha Grande, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Brasil, morreu em 1729 em Enseada de Brito, Palhoça, Santa Catarina, Brasil, foi casado com Teodósia Rodrigues Velho, que nasceu aproximadamente em 1664 em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil e morreu em 31 de outubro de 1735, em Enseada do Brito, Palhoça, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: Domingos de Brito, João de Souza de Brito,  Bárbara de Souza, Andresa de Sousa, Rosa Maria de Sousa, Veríssimo de Souza Brito, Salvador de Souza e *Antônia de Souza.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues  - Octavós).

Clique no link para ir direto à página:

https://historiareviva.blogspot.com/2022/11/parte-ii-capitulo-ii-de-capitao-manuel.html


HEPTAVÓS

Nápoles, Itália


  *Antônia de Souza, nasceu em 1708 em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil, morreu em 21/09/1793 em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil, foi casado com Domingos Antonio Rachardel, que nasceu em aproximadamente 1680 em Regno di Napoli, Italia e morreu em 25 de novembro de 1739 em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: Francisca Rosa de Santo Antônio, Sebastiam de Souza Rachadel e *Antonio Rodrigues Rachadel.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues - Heptavós).

Clique no link para ir direto à página:


HEXAVÓS

Rua da Praia e Rio Itiberê em 1973, Paranaguá, Paraná.


 *Capitão Antonio Rodrigues Rachadel nasceu em 1722 em Paranaguá, Paraná, Brasil, morreu em 3 de julho de 1808 em Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, foi casado com Maria Clara de Jesus que nasceu em aproximadamente 1730 em Feteira, Horta, Faial, Açores, Portugal, morreu em 1800. Tiveram os filhos: Manoel Antonio Rachadel, Capitão Luís Manoel de Azevedo, Manoel Rodrigues Raxadel, Antônio Rodrigues Rachadel, Capitão Francisco José de Rachadel, João Ignacio Rachadel, Alferes Vicente José Rodrigues Rachadel,  Antônia de Jesus, Francisca das Chagas, Maria de Jesus, Roldão de Jesus, Anna Victória de Menezes, Antonia de Jesus e *Alferes Elias Rachadel.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues- Hexavós).

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PENTAVÓS

Praça Hercílio Luz, São José, Santa Catarina.

*Alferes Elias Rachadel nasceu em aproximadamente 1750 em São José, Santa Catarina, Brasil e  morreu em Santa Catarina, Brasil, foi casado com Laureana Rosa, que nasceu em aproximadamente 1760 em São José da terra firme, São José, Santa Catarina, Brasil e morreu em 15 de janeiro de 1806 em Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina. Tiveram os filhos: Maria, Ana Rosa de Jesus, Francisca Rosa de Jesus  e *Francisco Elias Rachadel.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues- Pentavós).

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TETRAVÓS

O distrito Sede de São José, atualmente o bairro Centro Histórico, em época de construção do trapiche – Foto: Arquivo IBGE/Divulgação/CSC,  Santa Catarina.

 *Francisco Elias Rachadel, nasceu em 1793 em Santa Catarina, Brasil, morreu em 13/11/1873 em Santa Catarina, Brasil, foi casado com Jeronima Maria do Espírito Santo, que morreu em Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: José Elias Rachadel e  *Maria Bernardina do Espírito Santo.

     (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues- Tetravós).

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TRISAVÓS

Rua Conselheiro Mafra. Fonte: Fotos Antigas Da Grande Florianópolis


*Maria Bernardina do Espírito Santo nasceu em Santa Catarina, Brasil, foi casada com  Bernardino José Antonio da Silva, que nasceu em Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: *João Torquato da Silva. 

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues  - Trisavós).

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BISAVÓS

Vista da Rua Coronel Benjamin Vieira na década de 1940, Camboriú, Santa Catarina.


*João Torquato da Silva, que nasceu em 1857, em Santo Amaro do Cubatão, Santa Catarina, Brasil, foi casado com Clarinda Martinha da Silveira, que nasceu em 1861 em Nossa Senhora do Rosário, Camboriú, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: Antônio, Faustino, Manoel, Caetana e  *Maria Clarinda da Silva.

    Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues - Bisavós).

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AVÓS

Praia Guarda do Embaú, Paulo Lopes, Santa Catarina.

 *Maria Clarinda da Silva, nasceu em 08/04/1895 em Nossa Senhora do Rosário, Camboriú, Santa Catarina e foi casada com David Pereira Rodrigues, que nasceu em  1868 em Paulo Lopes, Santa Catarina,Brasil e morreu em 5 de junho de 1948 em Paulo Lopes, Santa Catarina, Brasil. Davi teve os filhos: Juvenal Pereira de Jesús, Laura Pereira de Jesús, Manoel Pereira de Jesús, Pedro Pereira Rodrigues e *Anna Pereira Rodrigues (os dois últimos são do segundo casamento com Maria Clarinda).

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues - Avós).

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PAIS

Praça Dom Feliciano ainda sem nenhuma árvore. Santa casa de Porto Alegre  o mais antigo hospital do RGS, fundada em 19 de outubro de 1803. Foto de 1888.


 *Anna Pereira Rodrigues, nasceu em 1913 em Garopaba, Santa Catarina, Brasil, morreu em 1984 em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, casou com Severo Domingos Rodrigues (seu primo em primeiro grau), que nasceu em 10 de janeiro de 1910 e morreu em 1987, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Tiveram os filhos: Pedro, Eva, Gercy, Maria, Doraci, Teresa, Adão, Amin, Zamir, Manoel, Donatila e *Antonio.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II,  no Capítulo I - de Johann George Raupp a Severo Domingos Rodrigues - Pais).

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Comentários

  1. Sou descendente dos Drummond da Madeira que foram para o Brasil. O sobrenome mudou até chegar a mim, mas pesquisei e achei como meu antepassado John Drummond ( João Escocio) . Nunca imaginei que seria um descendente de um Templario

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