CASAMENTO ENTRE PARENTES NO BRASIL
Há mais de um ano, eu e meu esposo, Rafael, fizemos um teste genético, através do laboratório Genera, para verificarmos nossa ancestralidade genética, onde é possível ver a rota percorrida pelos ancestrais.
O DNA (sigla em inglês para “ácido desoxirribonucleico”) é a molécula que fica dentro de praticamente todas as células que formam nosso corpo, contendo em si toda a informação genética que compõe e gerencia cada um de nós. São essas informações que definem e regulam como somos, seja em termos de características físicas como altura, cor dos olhos e cabelo, seja em traços de personalidade e predisposição a doenças ou no controle do metabolismo e funcionamento dos órgãos. Todo ser humano recebe metade do seu DNA por parte de mãe e a outra metade por parte de pai, de tal forma que, no decorrer das gerações, cada um de nós guarda informações sobre aqueles que nos antecederam.
O Brasil, por ter recebido muitos imigrantes em pouco tempo, apresenta um perfil genético bastante variado, composto principalmente por europeus, africanos e ameríndios.
São sete grupos populacionais principais (África, América, Ásia, Europa, Judaica, Oceania e Oriente Médio), dos quais fazem parte as 78 regiões e sub-regiões. Por se tratar de populações geograficamente distantes, os perfis acabam sendo bastante distintos entre si.
Vou deixar o meu resultado abaixo, para vocês verem como vem o resultado da ancestralidade. É interessante quando conseguimos cruzar esses dados genéticos com a árvore genealógica feita.
Também existe uma ferramenta, Busca Parentes, onde o material genético é comparado com o das pessoas que já realizaram os testes da Genera e pode ser identificado se compartilham as mesmas sequências de DNA. Com isso, é possível estimar o grau de parentesco e a quantidade de DNA compartilhado.
Eu e meu esposo, com esse teste tivemos a surpresa em saber que somos parentes consanguíneos: Primo(a) 5º a 8º grau - DNA Compartilhado: 28 cM (mt-DNA: A e Y-DNA: R).
Então, eu fiquei muito curiosa em saber qual seria o antepassado que nos une (além da união pelo casamento é claro). De lá pra cá, busquei fazer a genealogia dele, pois não tinha muitas informações sobre os bisavós.
Comecei a fazer o estudo da sua árvore genealógica e após um ano, ainda não tinha conseguido descobrir o parentesco que nos une.
Há alguns dias encontrei: Isabel Rodrigues Velho, casada com Manuel Velho Rangel (meus decavós) que tiveram os filhos: José Velho Rangel, Manoel Velho Rangel, Teodósia Rodrigues Velho e Urbana Rodrigues Velha.
Sendo que Teodósia casou-se com Salvador de Souza Brito e Urbana, a sua irmã, casou-se com Manoel Manso de Avelar (eu sou descendente de Teodósia e o Rafael é descendente de Urbana). Essa família foi o componente da segunda leva de povoadores da Ilha de Santa Catarina e povoaram juntos.
Saíram de São Francisco do Sul até a Ilha de Santa Catarina, provavelmente a família de Salvador de Souza Brito juntamente com a de seu concunhado Manuel Manso Avelar, onde em geral essas pequenas empreitadas de colonização eram feitas em grupo familiar, com seus parentes, agregados e escravos, para afastar o perigo, como ataque de índios hostis ou animais selvagens.
Salvador de Souza Brito e Manuel Manso Avelar tinham uma família organizada, sabiam ler e escrever e dispunham de recursos. Sendo Salvador de Souza vindo com o posto de Capitão-Mor das Ordenanças e Manuel Manso Avelar como Sargento-Mor, títulos que foram concedidos pelo Capitão-General da Vila de São Paulo, como estímulo à tarefa de colonização da fronteira sul da América portuguesa.
Assim, eu sou descendente de Teodósia com Salvador de Souza (meus eneavós onde poderá ver em PARTE II, CAPÍTULO II DE CAPITÃO MANUEL LOURENÇO DE ANDRADE A ANNA PEREIRA RODRIGUES, OCTAVÓS- Clique no link para ir direto à página: https://historiareviva.blogspot.com/2022/11/parte-ii-capitulo-ii-de-capitao-manuel.html) e o Rafael, é descendente de Urbana com Manuel Manso Avelar (seus eneavós que mostrarei nas próximas postagens, até chegar no nosso parente em comum).
Meu teste de DNA:
DE CAPITÃO MANUEL LOURENÇO DE ANDRADE A DULCE FERNANDES MAGNANI
NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR A LINHAGEM DO RAFAEL ATÉ CHEGAR NOS ANCESTRAIS EM COMUM:
-DUODECAVÓS Capitão Manuel Lourenço de Andrade e Maria Branca Conquero
-UNIDECAVÓS Isabel Rodrigues Velho e Capitão Luís Rodrigues Cavalinho
-DECAVÓS Isabel Rodrigues Velho e Manuel Velho Rangel
-ENEAVÓS Urbana Rodrigues Velha e Capitão-Mor Manoel Manso de Avelar
-OCTAVÓS Catarina Rodrigues de Mira e Simão dos Santos
-HEPTAVÓS Manoel Alves dos Santos e Isabel de São José
-HEXAVÓS Antonio dos Santos Bittencourt e Joanna Rosa de Jesus
-PENTAVÓS Sebastião dos Santos Bittencourtt e Alminda Candida
-TETRAVÓS Alminda Cândida e Gervásio Damas Martins
-TRISAVÓS Eleuthério Martins e Joaquina Silveira Martins
-BISAVÓS Izabel Silveira Martins Fernandes e Hermógenes Fernandes
-AVÓS Dulce Fernandes e Jorge Magnani
DUODECAVÓS
(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II, no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues)
Clique no link para ir direto à página:
https://historiareviva.blogspot.com/2022/11/parte-ii-capitulo-ii-de-capitao-manuel.html
UNIDECAVÓS
São Francisco do Sul (SC) - O patrimônio urbanístico e arquitetônico do centro histórico de São Francisco do Sul possui cerca de 400 imóveis tombados pelo Iphan, em 1987. Esta área abrange o núcleo original da cidade, a cumeada de elevações que o envolvem a orla marítima. Antigos casarios em estilo colonial, sambaquis, antigas igrejas, cerca de 150 casas e monumentos compõem o patrimônio tombado. No conjunto urbano estão os centros cívico e religioso e, no seu entorno, funcionam o comércio e a prestação de serviços.
Em São Francisco do Sul, há uma grande diversidade de elementos arquitetônicos, emoldurados pela beleza da Baía da Babitonga, no litoral de Santa Catarina. A cidade é um das povoações mais antigas do Brasil e recebeu, ao longo da sua história, navegadores de diversas nacionalidades, principalmente franceses e espanhóis.
Referência: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/398/
*Isabel Rodrigues Velho, nasceu em aproximadamente 1624 em São Vicente, São Paulo, Brasil, morreu em aproximadamente 1700 em São Francisco, Santa Catarina, Brasil, foi casada com Capitão Luís Rodrigues Cavalinho, que nasceu em aproximadamente 1620 e morreu em 1659, em Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: Iria Rodrigues Velha, Violante Rodrigues Velha, Francisco Rodrigues Cavalinho e *Isabel Rodrigues Velho.
(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte II, no Capítulo II - de Capitão Manuel Lourenço de Andrade a Anna Pereira Rodrigues)
Clique no link para ir direto à página:
https://historiareviva.blogspot.com/2022/11/parte-ii-capitulo-ii-de-capitao-manuel.html
DECAVÓS
*Isabel Rodrigues Velho, nasceu em aproximadamente 1645, em São Vicente, São Paulo, Brasil, morreu em aproximadamente 1690, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil, foi casada com Manuel Velho Rangel, que nasceu em aproximadamente 1635, em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em aproximadamente 1690 em Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: José Velho Rangel, Manoel Velho Rangel, Teodósia Rodrigues Velho e *Urbana Rodrigues Velha.
Isabel Rodrigues Velho, com seu esposo Manuel Velho Rangel, são o ancestrais que nos une: eu e o Rafael.
Suas filhas Teodósia e Urbana ao se casarem e constituírem família, permitiram que após gerações, esse laço fosse reconstituído.
Da união entre eu e Rafael, geramos nosso filho Guilherme, ele representa esse elo familiar perdido por anos.
ENEAVÓS
*Urbana Rodrigues Velha, nasceu aproximadamente em 1675 em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil e morreu após 1726, em Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, Brasil, foi casada com o Capitão-Mor Manoel Manso de Avelar, que nasceu em 1662 em Coina, Barreiro, Setúbal, Portugal e morreu após 1730 em Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, Brasil. Tiveram os filhos: Clara Manso de Avelar, Isabel Rodrigues de Myra, Margarida de Siqueira e Avelar e *Catarina Rodrigues de Mira.
OCTAVÓS
*Catarina Rodrigues de Mira, nasceu aproximadamente em aproximadamente 1711, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil e casou-se em 04/02/1731 com Simão dos Santos, que nasceu em Lisboa, Portugal. Tiveram os filhos: Elena Baptista dos Santos, Maria da Graça dos Santos Rodrigues e *Manoel Alves dos Santos.
Abaixo, podemos ver abaixo em Prosápia Catarinense nas páginas 46, 47:
HEPTAVÓS
PAULI, Evaldo. A Fundação de Florianópolis. Florianópolis: Lunardelli, 1987. Trata principalmente sobre o período que antecedeu a grande imigração açoriana. Principais personagens são Francisco Dias Velho e Manoel Manso de Avelar.
*Manoel Alves dos Santos, nasceu aproximadamente em 1722, em Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina e morreu em 02/06/1815 em Nossa Senhora do Desterro, Florianópolis, Santa Catarina, foi casado com Isabel de São José que nasceu aproximadamente em 1735, na Ilha da Graciosa, Açores, Portugal. Tiveram os filhos: Luiza Maria Da Conceicão, Manoel e *Antonio dos Santos Bitencourt.
Verificamos na página 50 de Prosápia Catarinense:
HEXAVÓS
Abaixo, o casamento de Antônio e Joanna: "Aos 30 dias do mês de outubro de 1788 anos nesta Matriz de Nossa Senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina com provas minha como Vigário...Canônicas e Tridentina na forma do Sagrado Concilio Tridentino e Constituição do bispado sem impedimento algum pelas seis horas da tarde... e testemunhas abaixo assinadas, receberam solenemente em matrimônio em face ... por palavras de presente Antonio dos Santos de Bitencourt, filho legítimo de Manoel dos Santos e de Isabel de São José, com Joanna Rosa, filha legítima de José Silveira Goulart e de Dona Maria da Silveira, naturais e batizados nesta Matriz..."
Referência:
Brasil, Santa Catarina, R...greja Católica, 1714-1977 Florianópolis Nossa Senhora do Desterro Matrimônios 1779, Nov-1796, Set
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:9Q97-Y3SB-1DF?i=125&cc=2177296
PENTAVÓS
Novo espaço cultural no Centro apresenta a história da Catedral Metropolitana de Florianópolis/ Santa Catarina. Uma das primeiras iniciativas de Francisco Dias Velho após fundar a Póvoa de Nossa Senhora do Desterro, em 1673, foi construir uma pequena capela, de pedra e cal em homenagem à mãe de Jesus. Exatamente um século depois, em 1773, foi concluída a nova edificação, que atualmente abriga a Catedral Metropolitana de Florianópolis.
*Sebastião dos Santos Bittencourtt, nasceu aproximadamente em 1800, em Nossa Senhora do Desterro, Santa Catarina, casou em 08/02/1827 com Alminda Candida. Tiveram os filhos: Manoel dos Santos Bittencourt, Felisberta Antonia dos Santos, Marcos dos Sanctos Bittencourth e *Alminda Candida.
Abaixo, o casamento de Sebastião e Alminda: "Sebastião dos Santos Bittencourt e Alminda Candida
Aos 8 dias de fevereiro de 1827 nesta Matriz de Nossa Senhora do Desterro de Santa Catarina...feitas as diligências...desta Província receberam em matrimônio Sebastião dos Santos Bittencourt, filho legítimo de Antônio dos Santos Bittencourt e Joanna Rosa de Jesus, natural e batizado nesta Matriz do Desterro, com Alminda (ou Arminda) Candida, filha legítima de Joaquim Ferreira e Maria Joaquina, natural e batizada no (...) Miguel da Terra Firme, receberam as bençãos nupciais..."
Brasil, Santa Catarina, R...greja Católica, 1714-1977 Florianópolis Nossa Senhora do Desterro Matrimônios 1809, Jan-1839, Jan
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:9Q97-Y3SB-BZ6?i=216&cc=2177296
TETRAVÓS
*Alminda Cândida, nasceu aproximadamente em 1835, foi casada com Gervásio Damas Martins, que nasceu aproximadamente em 1826 em Desterro/Santa Catarina-Brasil e morreu em 1891. Tiveram os filhos: Sebastião Martins, Eusébio de Simas Damas Martins e *Eleuthério Martins.
Abaixo, o casamento de Gervásio e Alminda: "Gervásio Damas Martins com Alminda Candida
Aos vinte e cinco de novembro de 1855 na Matriz de São Sebastião do Tijucas às 3 horas da tarde em minha presença e das testemunhas abaixo nomeadas feitas as três ... Canônicas e não aparecendo impedimento algum e cumprido mais que dispõe o Sagrado Concílio de Trento e Constituição deste Bispado, se receberam em matrimonio por palavras presente, Gervásio Damas Martins filho legítimo de José Leonardo Martins e Cipriana Maria de Simas, natural e batizado na cidade do Desterro, com Alminda Candida, filha legítima de Sebastião dos Santos Bittencourt e de Alminda Candida, natural e batizada na Vila de São Miguel e logo lhe dei as bênçãos nupciais na forma do ritual romano. Foram testemunhas..."
Referência:
Brasil, Santa Catarina, R...greja Católica, 1714-1977 Tijucas São Sebastião Matrimônios 1852, Jul-1860, Jun
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:S3HT-62D9-QBP?i=13&cc=2177296
https://memoriasdetijucas.blogspot.com/
TRISAVÓS
BISAVÓS
Abaixo, o casamento de Izabel e Hermógenes: "Hermógenes Fernandes e Izabel Silveira Martins
Aos 19 de agosto de 1915 na Matriz da ... feitos os pregões e não aparecendo impedimento ... algum, na presença do ... nas das testemunhas...representado por... receberam-se em matrimônio Hermógenes Fernandes e Izabel Silveira Martins, ele com 26 anos de idade, filho legítimo de José Fernandes e Gabriela Abrel, nascido no bispado de Ourense (Espanha) e residente nesta Paróquia, ela com 20 anos de idade, filha legítima de Eleuthério Martins e Joaquina Silveira, nascida e batizada em Luiz Abrel e residente nesta Paróquia..."
















































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