PARTE II A IMIGRAÇÃO AÇORIANA PARA O BRASIL
Encontramos na genealogia de Antônio (assim como também encontramos na de Teresa), muitos portugueses vindos dos Açores. Esta vinda ao Brasil, está ligada ao projeto colonial português de efetivar a territorialização das terras no novo mundo, enfrentando e impedindo a invasão estrangeira em solo brasileiro. Um dos motivos que levou Portugal a instituir um efetivo projeto de colonização no Brasil foram as tentativas de invasão por nações que não aceitavam os limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas, além da consolidação de fronteiras em áreas que também despertavam o interesse dos espanhóis, destacadamente nos arredores da Bacia do Prata.
Os primeiros casais açorianos instalaram-se no Brasil em 1617, recebendo apoio lusitano para se estabelecerem em território brasileiro, em áreas consideradas estratégicas para a consolidação do projeto colonial português no Brasil. Os açorianos que imigravam para o Brasil buscavam melhores condições de vida, visto que em Açores o pauperismo assolava a sociedade, devido à perda de fertilidade dos solos e, sobretudo, após os eventos sismográficos que aconteceram em 1677. Para os migrantes, vir para solo brasileiro significaria poder sair da miséria que viviam em sua terra natal.
Durante o século XVIII, a imigração de açorianos ganhou força no Brasil, sendo uma consequência da desestruturação da economia canavieira em Açores e das frustradas tentativas de desenvolver novas atividades agrícolas que pudessem substituir a cana de açúcar.
Cristóvão de Aguiar afirma que uma das maiores influências açorianas no Brasil é linguística, ocorrendo uma grande troca entre a língua portuguesa falado no brasil e a de açores, destacadamente em Porto Alegre e Santa Catarina, principais áreas de ocupação dos imigrantes dos Açores.
Referência:
https://www.infoescola.com/historia/imigracao-acoriana-no-brasil/
Abaixo, o Edital de convocação aos Açorianos para emigrar para o Sul do Brasil, de D. João V, 31 de agosto de 1746:
OS AÇOARIANOS EM SANTA CATARINA
A partir de 1740, por decisão regulamentada pelo Conselho Ultramarino, a Coroa portuguesa estimulou a emigração de açorianos para ocupar e colonizar pontos estratégicos como a ilha de Santa Catarina e terras próximas do continente. As ilhas do arquipélago dos Açores apresentavam excesso de população, o que já havia ocasionado a saída de muita gente. O recrutamento de colonos nessa região foi, portanto, a solução para os açorianos e também para o governo português que precisava povoar efetivamente o sul da América.
Quatro mil famílias deveriam ser mandadas, mas esse número jamais chegou a ser atingido. No entanto, entre 1748 e 1753, um grande contingente de açorianos estabeleceu-se do litoral de Santa Catarina ao Rio Grande de São Pedro, reforçando a presença portuguesa na região.
No final do século XVIII, quase todo o sul estava incorporado ao domínio português, predominando, no litoral, as pequenas propriedades agrícolas e, no interior, as grandes estâncias. Os açorianos reforçaram a presença portuguesa de Santa Catarina ao Prata, contribuindo para o predomínio da língua portuguesa sobre a castelhana. Com eles foram criados núcleos de resistência à expansão espanhola proveniente do Prata. Além disso, introduziram seus costumes, artesanato, hábitos, diversões e religião, fortalecendo a cultura portuguesa no Continente do Rio Grande.
Referência:
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/col_acoriana.html
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA SÃO MIGUEL E ILHA SANTA MARIA
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA DE JESUS CRISTO, ATUALMENTE TEM O NOME DE TERCEIRA
A terceira ilha a ser descoberta, reconhecida inicialmente por Ilha de Jesus Cristo, atualmente tem o nome de Terceira, situada no Grupo Central do arquipélago. A ilha Terceira iniciou o seu povoamento, por volta de 1450.
A Terceira representa um ponto importante na História de Portugal, isto porque, quando o rei Filipe II de Espanha, em 1580, pretendia suceder ao trono português, a pequena ilha tomou, rigidamente, o partido de D. António, prior do Crato, pretendente ao trono. Contudo, passados dois anos e após combates violentos, a Terceira não resiste a um novo ataque espanhol e deixa-se ocupar pela soberania dos mesmos.
Na primeira metade do século XIX, a Terceira assume um papel preponderante na história lusitana, apoiando, em 1820 a causa liberal. Em 1828, os absolutistas foram dominados no final de uma batalha travada na baía da Vila da Praia, onde as tropas miguelistas saíram derrotadas ao tentar abandonar a ilha. A Vila da Praia passa por isso, a chamar-se Praia da Vitória e Angra, pelo dom de sacrifício e patriotismo que os terceirenses demonstraram, recebendo a designação de Angra do Heroísmo.
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA GRACIOSA
A ilha Graciosa, uma vez que se avizinha proximamente da ilha Terceira, acredita-se que poderá ter sido avistada pela primeira vez em 1450 e iniciou o seu povoamento em data indeterminada. Desde os primórdios que a Graciosa foi essencialmente agrícola, exportando trigo, cevada, vinho e aguardente, privilegiando o seu comércio com a ilha Terceira que possuía um vasto porto muito frequentado por navios de grande porte, um importante centro econômica e administrativamente para os Açores.
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA DE SÃO JORGE
A ilha de São Jorge é desconhecida na sua data de descoberta e povoamento, no entanto, em 1439 há a primeira referência conhecida da ilha. Em 1443, a ilha já era habitada e a sua economia assentava na vinha e na produção de trigo, além do pastel e da urzela que eram exportados para a Flandres e para países europeus.
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA DO PICO
Na ilha do Pico, o povoamento iniciou-se por volta do ano de 1460. Os seus habitantes dedicavam-se à produção de trigo e à exportação de pastel. Outra importante fonte de riqueza nesta ilha, foi a caça ao cachalote, atualmente, por força das leis internacionais de proteção àquela espécie, esta atividade passa por ser apenas uma grande recordação dos “Lobos do mar”, orgulhosamente retratada no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA DO FAIAL
A ilha do Faial foi descoberta na primeira metade do século XV. Os seus primeiros povoadores vieram do norte de Portugal Continental, em 1460. A agricultura e exportação do pastel são as principais atividades da ilha. Em 1833, a Horta foi elevada a cidade.
A HISTÓRIA DOS AÇORES, ILHA DAS FLORES E ILHA DO CORVO
As duas últimas ilhas a serem descobertas foram Flores e Corvo, pertencentes ao Grupo Ocidental, por Diogo Teive e seu filho João Teive, por volta do ano de 1452. Devido à grande fartura de flores que revestiam toda a ilha. No ano de 1470, ao fidalgo flamengo Wilhelm Van der Haegen é atribuído o início do povoamento, no Vale da Ribeira da Cruz. Devido à distância da ilha em relação às outras, este mesmo abandonou-a, indo então fixar-se na ilha de São Jorge. Princípios do século XVI, novo desenvolvimento é dado ao povoamento da ilha, nomeadamente, com a produção de trigo, cevada, milho e legumes, produtos destinados apenas ao consumo interno.
Referência:
https://www.azoresgreenmark.com/pt/acores/history/













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