Parte I Capítulo VIII De Cacique Piqueroby a Belmira dos Santos Rocha

 NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR:

-PENTADECAVÓS     Cacique Piqueroby e Tapuia Piqueroby

-TETRADECAVÓS     Antônia Rodrigues e Antônio Rodrigues

-TRIDECAVÓS     Antônia Rodrigues e Antônio Fernandes

-DUODECAVÓS     Mécia Fernandes e Salvador Pires , o Moço

-UNIDECAVÓS     Maria Pires e Bartholomeu Bueno da Ribeira

-DECAVÓS       Amador Bueno de Ribeira , o Aclamado e Bernarda Luiz

-ENEAVÓS        Amador Bueno e Margarida de Mendonça

-OCTAVÓS        Maria Bueno de Mendonça e Baltazar da Costa da Veiga I

-HEPTAVÓS     Capitão Antônio da Veiga Bueno e Isabel Fernandes da Rocha

-HEXAVÓS       Amador Bueno da Rocha e Maria Leme da Costa

-PENTAVÓS       Manoel Bueno Rocha e Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis)

-TETRAVÓS       Maria Rosa Bueno da Rocha e Antonio Gonçalves Cardoso

-TRISAVÓS    Joaquim Antonio Cardoso e Isabel Machado Cardoso

-BISAVÓS    Horacia Librania Machado Cardoso e Manoel Ignácio Gregório de Andrade

-AVÓS       Joaquina Machado Ferreira e Francisco Pereira dos Santos

-PAIS    Belmira dos Santos Rocha e Pedro Alves da Rocha


Obra de Benedito Calixto, Fundação de São Vicente, 1900

Abaixo, verificamos a introdução do Vol I do Genealogia Paranaense, onde cita que em 1530 já havia em Cananéia os Portugueses Francisco de Chaves, *Antônio Rodrigues, Duarte Peres - O Bacharel e João Ramalho. Vivendo entre os índios, já tinham constituído famílias entre esses índios e diziam ser náufragos de expedições passadas. Alguns historiadores acreditam que estes portugueses talvez fossem judeus que em 1492 com o Decreto de Alhambra tenham fugido e acabaram naufragando por estas terras e foram acolhidos pelos índios, aos quais passaram a viver em família.





Referência:
Introdução do Vol I do Genealogia Paranaense, de Francisco Negrão.

Assista o vídeo abaixo, fala sobre o Caminho do Peabiru e sobre os primeiros colonizadores de São Paulo, financiado pela Lei Aldir Blanc, via Fundo Municipal de Cultura de Santo André.
Cabe ressaltar que essa ainda é uma visão colonizada, e não representa a perspectiva dos povos originários, mas, ainda assim propõe um olhar diferente da visão eurocêntrica e romantizada sobre a “descoberta da América”.  
Clique no link para ir direto à página: https://www.youtube.com/watch?v=UVHVDNzxRtA



PENTADECAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.


*Cacique Piqueroby nasceu em São Miguel de Ururaí, São Paulo, Brasil e morreu em 9 de julho de 1562 em São Paulo, Brasil, foi casado com Tapuia Piqueroby que nasceu aproximadamente em 1480 em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 1530 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Terebê Piqueroby, Maria Rodrigues, F. Fernandes, Jaguaranho, Índia Assu Piquerobi e *Antonia Rodrigues.

    Piqueroby era cacique da tribo dos Guaianás ou tupis.  Sua tribo vivia no vale de Ururaí, onde hoje está situado o distrito de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo.

    Era irmão do Cacique Tibiriçá (ver Capítulo IX deste Livro: De Tibiriçá a Belmira dos Santos Rocha), que vivia na região de Piratininga, e do Cacique Caiuby, da região de Geribatiba, que muito colaboraram com os jesuítas.

    Piqueroby, ao contrário de seus dois irmãos, destacou-se no início da colonização como ferrenho inimigo dos portugueses.

    À época da colonização portuguesa no Brasil, tribos de diferentes etnias viviam em São Paulo. Tibiriçá era líder do aldeamento de Inhapuambuçu, na região central de Piratininga que após a chegada dos jesuítas foi chamada de São Paulo de Piratininga, já Caiubi era cacique da aldeia de Jerubatuba.

    No início da colonização, em São Vicente, os portugueses João Ramalho e Antônio Rodrigues, casaram-se com índias nativas, João Ramalho com Bartira, a filha de Tibiriçá e Antônio Rodrigues com uma das filhas do cacique Piquerobi que embora tivesse um genro português, discordava de Tibiriçá que se tornara cristão e permitia a fixação de bandeirantes e jesuítas na região que passaram a escravizar os índios e a interferirem nos rituais religiosos. Encontramos ambas as linhagens na ascendência de Teresa (João Ramalho com Bartira, a filha de Tibiriçá e Antônio Rodrigues com uma das filhas do cacique Piquerobi, Antonia Rodrigues). 

  Piquerobi era um líder indígena, conhecido como "Cacique Piqueroby, morubixaba (chefe guerreiro) da tribo Guaianá dos Hururahy", suas terras iam da antiga Vila Nossa Senhora da Penha de França até a região que foi nomeada pelos jesuítas de São Miguel dos Ururaí (São Miguel Paulista), na zona leste de São Paulo, atravessando o antigo Cangaíva (Cangaíba) e Jaguaporeruba (Ermelino Matarazzo).

    Em 1534, Piquerobi se uniu aos espanhóis, junto com alguns portugueses, para atacar a Vila de São Vicente, saqueando e destruindo, na tentativa de expulsar os colonizadores, no conflito que durou dois anos e ficou conhecido como Guerra de Iguape. Anos mais tarde, o cacique se uniu aos Carijós e aos Guaru para atacar o aldeamento de Tibiriçá, mas seu irmão ficou sabendo do ataque dias antes e conseguiu se preparar para a ofensiva, na primeira guerra entre índios e portugueses no planalto paulista, a Guerra de Piratininga.

    Observação: Diferente do que alguns autores apresentam sobre a família de Piquerobi, eles não eram do tronco Tupi e sim do tronco Macro-jê e eram chamados de tupiniquim por serem "vizinhos dos tupi", tupiniquim não é considerada uma etnia, de acordo com os estudos de Mestre Robson Miguel, Tradutor Linguístico Tupi-Guarani do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Referência:

URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Piquerobi_(cacique)

Piqueroby faleceu em 1562. Acredita-se que esteja sepultado junto à antiga capela de São Miguel (em São Miguel Paulista). Há um projeto de pesquisa arqueológica para procurar sua sepultura nos arredores da capela.



TETRADECAVÓS

GRAVURA Canot indien, 1835, Johann Moritz Rugendas
*Antônia Rodrigues, nasceu aproximadamente em 1495 em São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 1592 em São Paulo, São Paulo, Brasil, foi casada com Antônio Rodrigues, que nasceu aproximadamente em 1498 em Porto, Portugal e morreu em 1580 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Pedro Rodrigues, Jaguaranho Onça Feroz IV, Diogo Rodrigues, Gaspar Rodrigues de Góis  e *Antonia Rodrigues.

    Abaixo, verificamos em Genealogia Paulistana: Cita os portugueses que chegaram  à São Vicente antes e depois de sua fundação, que se ligaram às filhas dos principais de diversas tribos espalhadas nas vizinhanças dessa povoação de Santo André e São Paulo de Piratininga, povoações que foram fundadas alguns anos antes da primeira.

    Quando Martim Afonso de Sousa em 1532 pela primeira vez desembarcou na praia de Bertioga, já encontrou em terra vivendo entre os índios, dois portugueses, que lhe serviram de intérpretes: João Ramalho e Antônio Rodrigues, o primeiro estava casado com Mbicy (Bartira), filha do chefe índio Tevereçá ou Tibiriçá e o segundo, vivia também, maritalmente com a filha do cacique Piquerobi, maioral de Uruaí, a qual foi batizada de Antônia Rodrigues.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 5.

TRIDECAVÓS

Família Guarani capturada por caçadores de escravos, tela de Jean-Baptiste Debret


*Antônia Rodrigues, nasceu aproximadamente em 1525 em São Paulo, São Paulo, Brasil e morreu depois de  1592 em São Paulo, São Paulo, Brasil, foi casada com Antônio Fernandes, que nasceu aproximadamente em 1525 em Portugal e morreu em 1 de janeiro de 1599 em São Vicente, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Antonio Fernandes, Joana Fernandes e *Mécia Fernandes.

    Abaixo, podemos verificar em Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), a filiação, casamento e filhos.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I págs 32, 33



DUODECAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.
 

*Mécia Fernandes, nasceu em aproximadamente 1542 em São Paulo, São Paulo, Brasil e morreu aproximadamente em 1625 em São Paulo, Brasil, foi casada com Salvador Pires , o Moço, que nasceu aproximadamente 1542 em São Paulo, Brasil e morreu em 1 de janeiro de 1592 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Catarina de Medeiros, Custodia Fernandes, Isabel Fernandes, Antônio Pires, Capitão Salvador Pires de Medeiros, Anna Pires de Medeiros, João Pires Rodrigues e *Maria Pires.

    Abaixo, verificamos duas citações do Genealogia Paulistana, a primeira cita Mécia e seu casamento com o Capitão Salvador Pires. Na segunda, verificamos a linhagem de Dos Bueno da Ribeira até chegar em Mécia e em Piquerobi.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 33

Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 281
Podemos ver, abaixo, na folha de São Paulo, a citação sobre  Salvador Pires, pai de Salvador Pires, o Moço, sobre a estimativa de seus descendentes: 

Referência:

São Paulo, sexta-feira, 28 de novembro de 2003

URL: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2811200314.htm



UNIDECAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.

*Maria Pires nasceu em  1564 em São Paulo, Brasil, morreu em 1630 em São Paulo, Brasil, foi casada com Bartholomeu Bueno da Ribeira, que nasceu em aproximadamente 1555 na Sevilla, Andaluzia, Espanha e morreu após 1635 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco Bueno, Isabel de Ribeira, Jerônimo Bueno da Ribeira, Maria de Ribeira, Bartolomeu Bueno da Ribeira - O Moço, Mécia de Ribeira e *Amador Bueno de Ribeira , o Aclamado*

Podemos ver ainda em Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), a filiação (cita a origem indígena por parte de Piquerobi), seu casamento e filhos:


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 281


DECAVÓS

Aclamação de Amador Bueno, Obra de 1909, óleo de Oscar Pereira da Silva



 *Amador Bueno de Ribeira , o Aclamado, nasceu em 1584 São Vicente, São Paulo, Brasil e morreu em 1649, foi casado com Bernarda Luiz que nasceu em 1580 em São Paulo, Brasil e morreu em 1649 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Francisco Bueno Luiz, Maria Bueno da Ribeira, Marianna Bueno, Anna Bueno da Ribeira, Isabel Bueno de Ribeira, Diogo Bueno, Antonio Bueno, Catarina de Ribeira e *Amador Bueno.

    Amador Bueno de Ribeira, O Aclamado foi um proprietário de terras e administrador colonial (capitão-mor e ouvidor) da Capitania de São Vicente. Tornou-se personagem importante do Brasil Colonial ao ser aclamado rei de São Paulo em 1641 pela população pró-castelhana como reação ao fim da união dinástica entre Portugal e Espanha. Amador Bueno prontamente recusou a aclamação dando vivas ao rei D. João IV de Portugal.

Referência:

URL: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amador_Bueno

    Verificamos, abaixo em Genealogia Paulistana: “Amador Bueno de Ribeira, o Aclamado, que foi capitão-mor e ouvidor da capitania de S. Vicente, cargo que ocupou em 1627, foi aclamado rei em S. Paulo em 1641 pelo poderoso partido formado de influentes e ricos castelhanos, como foram os três (pág. 419) irmãos Rendons da cidade de Coria; Dom Francisco de Lemos, da cidade de Orens; Dom Gabriel Ponce de Leon, natural de Guayra; Dom Bartholomeu de Torales, de Vila Rica de Paraguai; Dom André de Zunega e seu irmão dom Bartholomeu de Contreras y Torales; Dom João de Espinola Gusmão, da província do Paraguai, e outros que subscreveram o termo de aclamação em 1641. Não só recusou essa honra, que queriam conferir-lhe, mas ainda, com a espada desembainhada, deu vivas, como leal vassalo, a Dom João IV rei de Portugal, em quem restaurou-se a monarquia portuguesa, depois de 60 anos de sujeição ao domínio dos reis de Castela. Por este ato e por outros serviços que prestou à pátria, legou um nome imorredouro aos seus descendentes e recebeu carta de el-rei agradecendo esse ato de lealdade. Foi casado com Bernarda Luiz, filha de Domingos Luiz (o Carvoeiro), cavaleiro professo da ordem de Cristo e de Anna Camacho”.

 

Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 281 do compilado.

    Abaixo, podemos ver na Revista Gerações Brasil, Boletim da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil, que Amador Bueno da Ribeira descendia de Piquerobi, assim como sua esposa Bernarda Luiz descendia do irmão de Piquerobi, de Tibiriçá. 

    “...O núcleo do poder mameluco de São Paulo no século XVII era representado em boa parte por este núcleo familiar. O Capitão-Mor Amador Bueno da Ribeira era filho de Maria Pires, da importante família Pires ( Maria Pires era irmã de Beatriz Pires, por parte de pai, e logo tia do bandeirante Manoel Pires, já visto atrás na genealogia curitibana). Maria era filha de Salvador Pires com Messiauçu, filha de Antonio Rodrigues com Antonia Rodrigues e neta materna da índia Antonia Rodrigues, filha do chefe tupiniquim Piquerobi. Por essas linhas se revela certa continuidade entre os maiorais tupi e a fundação de São Paulo. Poder que é transmitido aos seus antepassados como Amador Bueno da Ribeira. Também a mulher do Capitão-Mor, Bernarda Luiz seria bisneta de Joana Ramalho (casada com o Capitão-Mor Jorge Ferreira), filha de João Ramalho com Izabel Dias, a filha do grande chefe índio Tibiriçá, tão importante para a colonização de São Paulo que os jesuítas e o poder municipal o enterraram com honras na Igreja da Sé”.

Referência:

Revista Gerações Brasil, Boletim da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil, Título: Bandeirantes e Cristãos novos em Curitiba — Brasil/ junho 2001 Vol. 10 página 17.

    Poderá encontrar uma cópia no link abaixo.

Link: https://www.familysearch.org/tree/person/memories/99TB-BMZ

    Abaixo, segue a notícia da descendência de Amador da Ribeira, extraída dos Títulos Genealógicos das famílias da Capitania de São Paulo, em poder de João Pereira Ramos de Azevedo Coutinho.






    Nota: Parece que havia firme propósito  da parte dos historiadores em ocultar a origem indígena de Amador Bueno da Ribeira. Pelo lado espanhol, que é o mais discutido e analisado por esses escritores coloniais, apenas conseguiram estes, traçar a sua origem a duas gerações, sendo seu pai Bartolomeu Bueno e se avô D. Francisco Ramires. Daí para cima, nada mais sabem com certeza sendo de presumir, como afirma o manuscrito, que eles pertençam a ilustre família dos seus apelidos, que figura na obra Asturias Ilustradas. Pelo lado materno, diz o manuscrito que ele era filho de Maria Pires, da nobre família dos Pires, que já naquele tempo avultava na Capitania de S. Paulo; porém, Maria Pires, esposa de Bartolomeu Bueno e mãe de Amador Bueno, era filha de Mecia Fernandes e de Salvador Pires, Mecia Fernandes era filha de Antonia Rodrigues e Antonio Fernandes; Antonia Rodrigues era filha de outra Antonia Rodrigues casada com Antonio Rodrigues, portugues, que já  residia na Capitania de S. Vicente quando Martins Afonso aqui aportaram em 1531. Esta última Antonia Rodrigues era filha de Piquerobi, cacique, chefe ou rei de uma das tribos Guaianases, que ocupavam a costa marítima de S. Paulo no começo do século XVI.

    A fidalguia de Amador Bueno, pelo lado de seu avô D. Francisco Ramires, não era mais esclarecida do que a de muitos outros fidalgos paulistas da mesma época; a sua proeminência entre os paulistas não lhe vinha, portanto, por esse lado. A sua aclamação para rei de S. Paulo em 1641, foi devido principalmente ao seu caráter, mas em parte também ao fato de circular nas suas veias o sangue real de Piquerobi, que tinha sido um dos legítimos senhores do território paulista.

    A descendência de Antonia Rodrigues, filha de Piquerobi, convertida ao catolicismo e casada com Antonio Rodrigues, alcançou a benventurança da multiplicação e de sucessivas nobilitações pelo entrelaçamento com muitas famílias de alta fidalguia.
    Esta multiplicação foi tão vasta, tão extensa, que hoje abrange os Estados de S. Paulo, Rio de Janeiro e Capital Federal, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. O cruzamento  foi tão generalizado e deu-se em tantas direções, que já a Nobiliarquia Paulistana, escrita por Pedro Taques, há mais de cem anos, não era mais do que a história dessa vastíssima prole. Não desmerece essa descendência a mistura do sangue da filha de Piquerobi; esta mistura, pelo contrário, mais a ilustra, porquanto, sem ela as famílias mais ilustres dessa grande parte do Brasil seriam, sim, brasileiras, por terem nascido aqui, porém, faltava-lhes-ia a ‘sainete brasílico', que só o sangue daquela bela princesa selvagem foi suficiente para dar-lhe, não existindo até hoje, na sucessão de tantas gerações, outra raíz, além dela, que as prenda ao solo da TERRA DE SANTA CRUZ-Dr. João Mendes- Notas Genealógicas.

Referência:

    Conforme verificamos no texto acima, sobre a genealogia de Amador Bueno da Ribeira, ele era descendente de índios, sendo seu pai Bartholomeu Bueno e seu avô D. Francisco Ramires. Pelo lado materno, diz o manuscrito que era filho de MARIA PIRES, da nobre família dos Pires, que já naquele tempo avultava na Capitania de S. Paulo; porém, Maria Pires, esposa de Bartholomeu Bueno e mãe de Amador Bueno, era filha de Mecia Fernandes e de Salvador Pires; Mecia Fernandes era filha de Antônia Rodrigues e Antonio Fernandes; Antonia Rodrigues era filha de outra Antônia Rodrigues, casada com Antonio Rodrigues, português, que já residia na Capitania de São Vicente quando Martins Affonso aqui aportou em 1531. Esta última Antônia Rodrigues era filha de Piquiroby, cacique, chefe ou rei de uma das tribos Guayanases, que ocupavam a costa marítima de S. Paulo no começo do século XVI. 

    A fidalguia de amador Bueno, pelo lado de seu avô D. Francisco Ramires, não era mais esclarecida do que a de muitos outros fidalgos paulistas da mesma época; a sua proeminência entre os paulistas não lhe vinha, portanto, por esse lado.

    A sua aclamação para rei de S. Paulo, em 1541, foi devida principalmente por seu caráter, mas em parte também ao fato de circular nas suas veias o sangue real de Piqueroby, que tinha sido um dos legítimos senhores do território paulista.     A descendência de Antônia Rodrigues, filha de Piqueroby, convertida ao catolicismo e casada com Antonio Rodrigues, alcançou a bem aventurança da multiplicação e de sucessivas nobilitações pelo entrelaçamento com muitas famílias de alta fidalguia.


ENEAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.


 *Amador Bueno nasceu em 1611 e morreu em 23 de março de 1683, se casou em 24 de outubro de 1638 com Margarida de Mendonça, que nasceu em 1624 em São Paulo, São Paulo, Brasil e morreu em 17 de janeiro de 1668 em Mogi das Cruzes, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Bartolomeu Bueno de Siqueira, Francisco Bueno de Mendonça, Amador Bueno, Domingos Luiz Bueno e *Maria Bueno de Mendonça.

    Podemos ver abaixo em Genealogia Paulistana a filiação, casamento e filhos.


Referência:

Genealogia Paulistana, Vol I pág 282 do compilado.



OCTAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.

  
*Maria Bueno de Mendonça, que nasceu em 1640 em São Paulo, Brasil e morreu em 1709 em São Paulo, Brasil foi casada com Baltazar da Costa da Veiga I nasceu em São Paulo, Brasil e morreu em 24 de agosto de 1700 em Tremembé, São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Balthazar da Veiga Bueno II, Margarida Bueno da Veiga de Mendonça, Maria da Cunha, Capitão-mor Amador Bueno da Veiga, João da Veiga Bueno, Guilherme da Veiga Bueno, Miguel Bueno Bueno da Veiga, Maria Bueno da Cunha, Catherina Bueno De Prado, Jerônimo da Veiga da Veiga Bueno e *Capitão Antônio da Veiga Bueno.

    Abaixo, em Genealogia Paulistana, a filiação e casamento, também, cita Baltazar da Costa da Veiga como nobre cidadão de São Paulo, que serviu todos os cargos da república, foi potentado em arcos e abundante de suas lavouras de trigo, outros mantimentos e criação de gados vacuns.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol I pág 282 do compilado.


Referência:
Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol III pág 137 do compilado.

Foram 14 os filhos do casal. (...)  5- Baltazar da Costa da Veiga casado com Maria Bueno de Mendonça, filha de Amador Bueno e Margarida de Mendonça. Geração na família Domingos de Góes.
PROJETO COMPARTILHAR -Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

Referência:

HEPTAVÓS

Litografias coloridas de Debret, desaparecidas da Biblioteca Mário de Andrade
Autor: Debret, Jean Baptiste, 1768-1848.
Título: Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou, Séjour d'un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831... Local/Data: Paris: Firmin Didot, 1834-1839. 3 v.; 140 pranchas coloridas [com 153 gravuras]; 1 mapa, 2 plantas.


 *Capitão Antônio da Veiga Bueno, que nasceu em aproximadamente 1655, em São Paulo, Brasil e morreu em 23/10/1740, em Curitiba, Brasil, casou-se com Isabel Fernandes da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1655, em São Paulo, Brasil, morreu em aproximadamente 1717, em Curitiba, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Bueno da Rocha e *Amador Bueno da Rocha.


(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo II - De Vicente Annes Bicudo a Pedro Alves da Rocha - Heptavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-ii-de-vicente-annes.html


HEXAVÓS

Obra de Jean Baptiste Debret, O caçador de escravos


*Amador Bueno da Rocha nasceu em aproximadamente 1700, em Curitiba, Brasil, morreu em 22/08/1772, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 26/11/1744 com Maria Leme da Costa, que nasceu em aproximadamente 1719, em Curitiba, Brasil e morreu em 23/05/1750, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Antonio Bueno da Rocha, Maria Buena da Rocha, Izabel Maria Buena e *Manoel Bueno Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo II - De Vicente Annes Bicudo a Pedro Alves da Rocha - Hexavós). Clique no link para ir direto à página: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-ii-de-vicente-annes.html


PENTAVÓS


*Manoel Bueno Rocha, que nasceu em aproximadamente 1747 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente em 1809, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 18/02/1787 com Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) nasceu em 1766 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 20/03/1793, em São José dos Pinhais, Brasil, Tiveram os filhos: Maria Rosa Bueno Da Rocha, Anna Buena Rocha, João Bueno da Rocha, Felicia Bueno Pilar, Salvador Bueno da Rocha e *Luzia Bueno da Rocha.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pentavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

    Conforme verificamos na dispensa matrimonial de Manuel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis, ambos eram primos em quarto grau:

   (…) Que Antonio Martins Leme é irmão de Maria Leme e que desta nasceu Dionísia Leme, e desta nasceu Maria Leme e que desta procedeo Manoel Bueno (da Rocha);

   (…) Que de Antonio Martins Leme nasceu João Martins Leme deste nasceu Feliciana (Fernandes dos) Reis, e desta nasceu Luzia Fernandes dos Reis, oradora. 

   Sendo Antonio Martins Leme, filho de Matheus Martins Leme e esposo de Margarida Fernandes dos Reis, que era filha de Baltasar Carrasco dos Reis (como consta na linhagem Marteen Leme).

    Também, já observamos essa linhagem na genealogia do pai de Teresa, Pedro Alves da Rocha, pois Joaquina Machado Ferreira (avó materna de Teresa, mãe de Belmira) era prima em terceiro grau de Anna Maria da Rocha (avó paterna de Teresa, mãe de Pedro Alves da Rocha) que também, ambas eram primas em terceiro grau de Cândido Alves da Rocha (avô paterno de Teresa, pai de Pedro e esposo de Anna Maria da Rocha). Sendo Joaquina Machado Ferreira descendente de Maria Rosa Bueno da Rocha, sendo Anna Maria da Rocha e Cândido Alves da Rocha descendentes de Luzia Bueno da Rocha. Sendo Maria Rosa Bueno da Rocha e Luzia Bueno da Rocha, irmãs.


TETRAVÓS

 

*Maria Rosa Bueno da Rocha, nasceu em 1785 em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casada com Antonio Gonçalves Cardoso que nasceu em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 15 de abril de 1849. Tiveram os filhos: Francisca Cardozo, Maria Cardoso, Jozepha Cardozo, Anna Cardozo, José Cardoso e *Joaquim Antonio Cardoso.

    (Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo III - De Rabino Abraham Seneor a Belmira dos Santos Rocha - Tetravós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-iii-do-rabino-abraham.html


    Desse ponto para cima, tanto na linhagem paterna de Teresa (por Cândido e Anna Maria) quanto na materna (por Joaquina) são iguais e todos chegam em Piquerobi. O curioso é que desde pequena, sempre ouço minha mãe contar que era descendente de índios por parte de sua mãe. Até mesmo os traços indígenas, encontramos mais forte na parte materna de Teresa. 


TRISAVÓS
Vendedor de Aves na Roça, Rio de Janeiro, 1858, Victor Frond


  *Joaquim Antonio Cardoso nasceu em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casado com Isabel Machado Cardoso, que nasceu em 1824, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 2 de setembro de 1890, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Cardoso, Thereza Cardoso, Joaquina Cardoso, Ernestina Cardoso, Joaquim Amâncio Cardoso,  Joaquim Cardoso, Candida Cardozo, Anna Cardoso, Francisca Belarmina Cardoso, Izabel Cardozo, Florencio Machado Cardoso e *Horacia Librania Machado Cardozo.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo III - De Rabino Abraham Seneor a Belmira dos Santos Rocha - Trisavós). Clique no link para ir direto à página: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-iii-do-rabino-abraham.html



BISAVÓS
Obra de Jean Baptiste Debret, Vista Geral da Cidade de São Paulo, 1827

 *Horacia Librania Machado Cardoso nasceu em 11 de junho de 1868 em São José Dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 19 de julho de 1910 em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casada com Manoel Ignácio Gregório de Andrade, que nasceu em 1849. Tiveram os filhos: João Baptista Cardoso, Izabel Andrade, Marcolino Andrade, Carlota de Andrade e *Joaquina Machado Ferreira.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo III - De Rabino Abraham Seneor a Belmira dos Santos Rocha - Bisavós). Clique no link para ir direto à página:https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-iii-do-rabino-abraham.html



AVÓS

Obra de Jean Baptiste Debret,  Cidade de Curitiba (essa é a primeira representação da cidade).
 
*Joaquina Machado Ferreira nasceu em 28 de dezembro de 1892, em Campo Largo da Piedade, Paraná, Brasil e morreu em 16 de dezembro de 1986, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casada com Francisco Pereira dos Santos, que nasceu em 1877 e morreu em 28 de dezembro de 1954. Tiveram os filhos: Tobias, Santina, Leonor Horácia, Terezinha, Carlota, João, Maria da Glória e *Belmira Laura Pereira dos Santos Rocha (os três últimos morreram antes de sua mãe).

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo III - De Rabino Abraham Seneor a Belmira dos Santos Rocha - Avós). Clique no link para ir direto à página: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-iii-do-rabino-abraham.html



PAIS
Vista do Colégio Jesuíta em frente ao rio Itiberê, quando ainda não era aterrado. Autor e data da foto desconhecidos – aproximadamente início do século XX, Paranaguá. Hoje, o prédio abriga o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná- MAE.

*Belmira dos Santos Rocha, que nasceu em 10/12/1922, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em 16/07/1957, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 16/12/1949 com Pedro Alves da Rocha nasceu em 21/01/1918, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente 1997, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os seguintes filhos: Luiz (falecido aos 11 anos de idade),  Eurides, Leonides, Inês, Pedro, Divair, Maria de Lourdes, Geni, Hamilton, Dirceu, Diomar, Margarida, José (este faleceu no mesmo dia que a mãe) devido complicações no parto e *Teresa.

Pedro casou-se pela segunda vez com Cacilda, que teve os seguintes filhos: Wilson, João, Carmen, Silvio, Ari e Silvano.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pais). Clique no link para ir direto à página: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html


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