PARTE I Capítulo III Do Rabino Abraham Seneor a Belmira dos Santos Rocha

 NESTE CAPÍTULO VOCÊ VAI ENCONTRAR:

-PENTADECAVÓS    Abraham Seneor e María Sánchez del Río Abulafia

-TETRADECAVÓS     Constança Coronel e Mestre Tomaz Ximenez Rodrigues da Veiga

-TRIDECAVÓS     Rodrigo da Veiga d'Évora e Joana Nunes de Aragão

-DUODECAVÓS     Manuel Rodrigues d'Evora e Catarina Lopes De Elvas

-UNIDECAVÓS     Lopo Rodrigues de Évora da Veiga e Luísa Gomes Coronel 

-DECAVÓS      Belchior da Costa da Veiga e Estácia Antunes 

-ENEAVÓS        Jerônimo da Veiga e Maria da Cunha

-OCTAVÓS        Baltazar da Costa da Veiga I e Maria Bueno de Mendonça

-HEPTAVÓS     Capitão Antônio da Veiga Bueno e Isabel Fernandes da Rocha

-HEXAVÓS       Amador Bueno da Rocha e Maria Leme da Costa

-PENTAVÓS       Manoel Bueno Rocha e Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis)

-TETRAVÓS       Maria Rosa Bueno da Rocha e Antonio Gonçalves Cardoso

-TRISAVÓS    Joaquim Antonio Cardoso e Isabel Machado Cardoso

-BISAVÓS    Horácia Librania Machado Cardoso e Manoel Ignácio Gregório de Andrade

-AVÓS       Joaquina Machado Ferreira e Francisco Pereira dos Santos

-PAIS    Belmira dos Santos Rocha e Pedro Alves da Rocha


PENTADECAVÓS


Representação de Abraham Seneor. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026

 

Vista geral do Mosteiro de Santa Maria del Parral, situado junto da cidade de Segóvia, Espanha. O Mosteiro de Santa María del Parra acima é onde ainda abriga a capela do Calvário da família Coronel, e contém os túmulos de Abraão, de seu irmão Paul Coronel e sua neta, Maria Coronel.


*Abraham Seneor nasceu em 12 de outubro de 1412, em Segovia, Castilla y León, Espanha, no dia 15 de junho de 1492 foi batizado cristão, passando a se chamar Fernão Peres Coronel, morreu em 1493, no Monastario del Faral, Espanha (foi sepultado no Mosteiro de Santa María de Parral, Segovia, Espanha), foi casado com María Sánchez del Río Abulafia que nasceu aproximadamente 1430 na Espanha. Tiveram os filhos:  Francisca Coronel, David Abraham Senior Coronel, Fulana Coronel, Apolonia Abraham Coronel, Iñigo Pérez Coronel, Juan Perez Senior Coronel e *Constança Coronel.

Abraham Senior  nasceu em Segóvia, em 1412 e morreu em 1493. Foi banqueiro e o último rabino-mor da Espanha. Após o Decreto de Alhambra, foi forçado à conversão ao cristianismo e passou a adotar o nome de Fernão, Fernán ou Fernando Peres Coronel.

Com o Decreto de Alhambra (conhecido também como Édito de Granada e Édito de Expulsão) que oferecia aos judeus sefarditas a opção de exílio ou conversão ao catolicismo, Abraham Senior, contando com a ajuda de seu amigo Isaac Abravanel,  ofereceram fortunas aos reis para a revogação do decreto. Mas, como não tiveram sucesso na oferta, aos 80 anos de idade, na época do decreto, Senior optou pela conversão (ele e toda a sua família), enquanto Isaac Abravanel decidiu deixar o reino, seguindo com a sua religião.

A cerimônia de batismo de Abraham Senior foi muito divulgada e ocorreu no dia 15 de junho de 1492, onde  teve como padrinhos os reis em pessoa. Adotando o nome de seu padrinho, o rei Fernando e o sobrenome Coronel.

Decreto de Alhambra



A casa de Abraham Seneor em Segóvia, na judiaria ou bairro do Coronel, tornou-se convento franciscano em 1902, e atualmente abriga o Centro Educacional da Judiaria. 

    O Mosteiro de Santa María del Parral ainda abriga a capela do Calvário da família Coronel, e contém os túmulos de Abraão/Fernando, seu irmão Paul Coronel (secretário do Cardeal Cisneros e professor de hebraico na Universidade de Alcalá, onde falou na Poliglota Complutense) e sua neta, Maria Coronel. 

    Outros membros proeminentes da família foram Luis Nunez Coronel (sobrinho de Abraham, teólogo, professor da Sorbonne, secretário de Alonso de Fonseca e amigo de Erasmus de Rotterdam) e Paul Nunez Coronel (professor da Sorbonne e reitor do Montague College, onde conheceu Erasmo). O destacado médico Andrés Laguna era vizinho da família Coronel (para quem quiser conhecer a casa onde morou Abraham Seneor em Segóvia pode acessar o link https://www.tripadvisor.pt/Attraction_Review-g187494-d10599205-Reviews-Casa_de_Abraham_Seneor-Segovia_Province_of_Segovia_Castile_and_Leon.html#/media-atf/10599205/336140986:p/?albumid=-160&type=0&category=-160.




    Nem todos os descendentes do rabino Abraham Senior, abraçaram verdadeiramente o catolicismo. Alguns foram denunciados como judaizantes cristãos-novos (judeus secretos) e, punidos pela Inquisição, perderam seus bens e até foram deportados para o Brasil. 

    Outros descendentes fugiram para terras mais tolerantes aos judeus, como Duarte Saraiva (nascido em 1572), que fugiu para a Holanda, onde adotou o nome de David Senior Coronel e posteriormente foi para o Brasil, onde foi considerado o homem mais rico do Brasil holandês. O rabino Menasseh Ben Israel (1604-1657) dedicou seu livro, Conciliador, a Perez Coronel. Os descendentes de Pérez Coronel estão espalhados pelo mundo, alguns em Israel, outros no Brasil, Equador, México, Venezuela, Holanda e Estados Unidos.

    O genealogista Cândido Pinheiro Koren de Lima  foi o pesquisador brasileiro mais dedicado à vida de  Abraham Senior e escreveu o livro O Legado do Rabino Abraham Senior (Relação do acervo da Biblioteca Genealógica da ASBRAP). Abraham Senior citado como um judeu responsável pela captação dos impostos na Espanha que, por ocasião da conversão ao cristianismo, adotou o nome de Fernão Peres Coronel, tornou-se o primeiro deste sobrenome. Alguns de seus descendentes deixaram a Península Ibérica, deixando longa linhagem especialmente na Região Nordeste do Brasil.

Acima, a obra A Expulsão dos Judeus, de Emilio Sala, feita em 1889. A obra retrata o Frei Tomás de Torquemada na presença dos reis católicos que expulsaram os judeus de seus reinos, com influência em 1492 ao descobrimento da América, por Cristóvão Colombo e também, no mesmo ano em que os monarcas reconquistaram a cidade de Granada dos muçulmanos. 

    O cantor Chico Buarque e seu pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda também são descendentes documentados de Abraham Senior.

    Também cita a portuguesa Branca Dias, que foi processada pelo Tribunal do Santo Ofício de Lisboa e fugiu para o Brasil no período colonial, teria sido descendente de Abraham Senior ou de um de seus irmãos. 

    No texto abaixo, de RICARDO, apresentado ao Curso de Pós-Graduação de História Econômica da  Universidade de São Paulo, podemos verificar as informações sobre a família de *Abraham Seneor, onde utilizamos este trabalho para comprovação das três gerações seguintes.
O mais poderoso Clã Cristão-novo da segunda metade do século XVI e início do XVII eram os Ximenes, Veiga e Rodrigues de Évora. Estavam ligados às famílias espanholas que se estabeleceram em Portugal depois que foram expulsos da Espanha em 1492. Originárias de Aragão e Castela, na Espanha.



Assista no vídeo abaixo a entrevista com o Dr. Cândido Pinheiro Koren de Lima sobre sua obra de Genealogia.  Emocionante! (clique no link abaixo)
https://www.youtube.com/watch?v=4eodpT6Jnyw

Referência:

Ricardo, Sílvia Carvalho. Expoentes mercantis e dinâmica de negócios: a Família Dias de Milão (1580-1624). Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em História Econômica. São Paulo, 2014, p. 89.
 Eloy Benito Ruano. Tópicos y realidades de la Edad Media, Volumen 1 - Real Academia de la Historia, 2000 (em espanhol). [S.l.: s.n.] ISBN 8489512809
Joseph Jacobs e Meyer Kayserling. «Jewish Enciclopedia: SENIOR, ABRAHAM» (em inglês). Consultado em 13 de maio de 2020

 Cândido Pinheiro Koren de Lima. "O Legado do Rabino Abraham Senior" (Fundação Gilberto Freyre, 2014). [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-85197-19-3
 
Daniela Tonello Levy (2008). «Judeus e Marranos no Brasil Holandês - Pioneiros na Colonização de Nova Iorque» (PDF). Consultado em 13 de maio de 2020

Conversão ocorrida em Valladolid, segundo a Jewish Encyclopedia. Em Guadalupe, segundo o pesquisador Enrique de Diego op. cit. y Miguel Ángel Ladero Quesada (Coronel, 1492: de la aristocracia judía a la nobleza cristiana de los Reyes Católicos, Cahiers du CRIAR, n° 21, 2002, pg«Estudo genealógico traça origens do povo nordestino». Jornal O Povo. 17 de setembro de 2014. Consultado em 13 de maio de 2020

Léa Vincour Freitag (2008). «O judeu em cada um de nós».
Cândido Pinheiro Koren de Lima. "Branca Dias" (Fundação Gilberto Freyre, 2012). [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-85197-21-6




TETRADECAVÓS 

 *Constança Coronel, nasceu em aproximadamente 1460 em Segovia, Castilla y León, Espanha e morreu em Portugal, foi casada com Mestre Tomaz Ximenez Rodrigues da Veiga, que nasceu em aproximadamente 1450 em Medina del Campo, Valladolid, Castilla y León, Espanha e morreu em 1514 em Bragança, Portugal. Tiveram os filhos: Ana De Veiga, Íñigo López Coronel, Joana Nunes de Aragão, Sra Veiga, Juan Pérez Coronel, Catalina Coronel e *Rodrigo da Veiga d'Évora.

    Abaixo, podemos observar os nomes do casal de Constança e Mestre Tomaz, assim como os nomes de seus filhos.

    Cita o Clã Cristão-novo e que a união desse clã se deu pelo casamento entre Tomás Ximenes e Constança Coronel, filha de Fernão Peres Coronel. Onde tiveram 7 filhos, sendo Rodrigo da Veiga, que foi médico de D. Manuel I, rei de Portugal e ficou conhecido como mestre Rodrigo de Évora.


Referência:
Ricardo, Sílvia Carvalho. Expoentes mercantis e dinâmica de negócios: a Família Dias de Milão (1580-1624). Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em História Econômica. São Paulo, 2014, p. 89.


TRIDECAVÓS

 *Rodrigo da Veiga d'Évora nasceu em Évora, Portugal e morreu em 1601 em Portugal, foi casado com Joana Nunes de Aragão, que nasceu em aproximadamente 1480 em Lisboa, Portugal Tiveram os filhos: Izabel Rodrigues da Veiga, Andreas Rodrigues D'Evora De Andrade, Dr. Tomás Rodrigues da Veiga, Antônio Rodrigues de Évora, Simão Rodrigues de Évora e *Manuel Rodrigues d'Evora. 

    “… A família Veiga adopta mais tarde o toponímico Évora, localidade onde os referidos médicos se fixaram junto da Corte, antecedidos pelo patronímico Rodrigues em consideração a Rodrigo da Veiga, o patriarca fundador da família em Portugal”.

    “É talvez em Évora ou em Coimbra que os Ximenes e os Veiga se encontram, pois Rodrigo, que era médico de D. Manuel vivia em Évora e seu filho Tomás Rodrigues da Veiga formou-se em Medicina e foi professor em Coimbra. Nesta cidade se deve ter formado também Duarte Ximenes de Aragão, um ano mais novo”.

    Abaixo, podemos observar na mesma referência anterior, os nomes do casal e filiação.





Referência:

(In: FRADE, Florbela Veiga. AS RELAÇÕES ECONÓMICAS E SOCIAIS DAS COMUNIDADES SEFARDITAS PORTUGUESAS O Trato e a Família 1532-1632. Universidade de Lisboa. Tese de Doutoramento em História, 2006. p. 272)

"Branca Dias" de Candido Pinheiro Koren de Lima - Coleção Borges da Fonseca - Fundação Gilberto Freyre, Tomos I, II e III, ano 2016. Medico de Câmera do Rei Manoel. Pagina 1283, Tomo III.

Ricardo, Sílvia Carvalho. Expoentes mercantis e dinâmica de negócios: a Família Dias de Milão (1580-1624). Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em História Econômica. São Paulo, 2014, p. 89 e 90.




 
DUODECAVÓS

Anna Ximenes de Aragão (casada com Simon Rodríguez de Évora , 1º Barão de Rode) e dona Gracia Rodríguez de Évora- Anna Ximenes de Aragão Rodríguez de Évora 1601 de Otto van Veen.



DUODECAVÓS

*Manuel Rodrigues d'Evora nasceu em 1506 em Évora, Portugal e morreu em 1581 em Lisboa, Portugal, foi casado com Catarina Lopes De Elvas que nasceu aproximadamente em 1510 em Portugal e morreu em Portugal. Tiveram os filhos: Bernaldo Luis Fernandes, Graça Rodrigues de Évora, Jorge Rodrigues de Évora, Simão Rodrigues de Évora e *Lopo Rodrigues de Évora da Veiga.

A sua genealogia foi verificada na obra manuscrita de JJ Manso de Lima, Famílias de Portugal, existente na Biblioteca Nacional de Lisboa, abaixo.


Abaixo,  conforme já citado anteriormente, o documento citando o casal e filiação. pág 89 e 90.




Referência: 

Citação indireta do Nobiliário das Famílias de Portugal, de Manso de Lima. Cita o casal Lopo e esposa. p. 256 e 257

Ricardo, Sílvia Carvalho. Expoentes mercantis e dinâmica de negócios: a Família Dias de Milão (1580-1624). Universidade de São Paulo. Programa de Pós-Graduação em História Econômica. São Paulo, 2014, p. 89 e 90.




UNIDECAVÓS
                                                        Convento dos Marianos em 1872

*Lopo Rodrigues de Évora da Veiga, nasceu em Portugal e morreu em Portugal, foi casado com Luísa Gomes Coronel (que também descende de *Abraham Seneor), e nasceu em Portugal. Tiveram os filhos: D. Catarina da Veiga, Nicolau da Veiga e *Belchior da Costa da Veiga.

    Abaixo documento do arquivo português, de Manso de Lima de Évoras, págs 256 e 257, informando sobre a Capela que o casal mandou construir, na Igreja, comprovando o casamento de Lopo Rodrigues e Luisa:




    Abaixo, na obra manuscrita de JJ Manso de Lima, aparece Lopo Rodrigues d'Evora vivendo na Antuérpia e sua filiação, esposa e filhos.




    Abaixo consta outro documento (Carvalho da Costa, A. de 1712, Corografia portuguesa) onde menciona Lopo e Luísa como casal, onde menciona a capela encomendada por Lopo Rodrigues d´Evora & Veiga em 1677 na Igreja do Convento de N. Senhora dos Remédios (Convento dos Marianos), mandou construir a Capela para todos os seus descendentes.






    Abaixo segue o documento onde consta a filiação de *Belchior da Costa da Veiga:DILIGÊNCIA DE HABILITAÇÃO PARA A ORDEM DE CRISTO DE NICOLAU DA VEIGA: CÓDIGO DE REFERÊNCIA
PT/TT/MCO/A-C/002-012/0004/00025 

    Podemos ver na imagem 1 do processo, a informação sobre os batizados: Batizado em São Nicolau, Lisboa, a 30/04/1581, (irmão de Belchior da Veiga, batizado a 11/03/1579, de Rodrigo da Veiga, batizado a 15/07/1583, e de D. Catarina da Veiga, batizada a 19/12/1585, todos na freguesia de S. Nicolau, casada com D. Diogo de Menezes), filhos de Lopo Rodrigues de Évora e de sua mulher Luísa Gomes Coronel. Consulta sobre as suas provanças. Esses batismos são por conversão forçada ao Catolicismo , já depois de adultos.

    Imagem 1 do processo:  “Dizem Belchior da Veiga,  Nicolau da Veiga e Rodrigo da Veiga, irmãos, filhos de Lopo Rodrigues de Évora e de Luiza Gomes Coronel. Eles foram batizados na Igreja de São Nicolau, desta cidade em 11 de março de 579, em 30 de abril de 581, em 15 de julho de 583…”




Referência

Citação indireta do Nobiliário das Famílias de Portugal, de Manso de Lima. Cita o casal Lopo e esposa. p. 256 e 257

(Carvalho da Costa, A. de 1712, Corografia portuguesa) onde menciona Lopo e Luísa Carvalho da Costa, A. (1712). Corografia portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal, oferecido a el rey D. Pedro II.... (n.p.): V. da Costa Deslandes.





DECAVÓS


*Belchior da Costa da Veiga, que nasceu em Portugal, casado com Estácia Antunes, nasceu em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Belchior da Veiga e *Jerônimo da Veiga.

    (...) - Jerônimo da Veiga (ouvido a 14-12-1627) natural da vila de Santos, com cerca de 46 anos, filho de Belchior da Costa da Veiga e de Estacia Antunes. (...) estando no sertão, foi curado de enfermidade mortal, por conselho e intervenção do sogro João Gago da Cunha.

 Jerônimo testou em 29-11-1660 e foi inventariado pela viúva no mesmo ano. Maria testou em 5-10-1670 e foi inventariada em primeiro de dezembro do mesmo ano (SAESP. vol. 17º neste site).

Referência:

PROJETO COMPARTILHAR -Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/MariadaCunhaJeronimodaVeiga.htm




ENEAVÓS


                                    Anchieta na areia de Iperoig, Benedito Calixto, 1901

*Jerônimo da Veiga, nasceu em Santos, São Paulo, Brasil e morreu em 2 de dezembro de 1660 em São Paulo, Brasil, foi casado com Maria da Cunha que nasceu em São Paulo, Brasil e morreu em 14 de outubro de 1670 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: João Da VEIGA, Estacia da Veiga, Belchior Da COSTA VEIGA, Isabel da Cunha, Jerônimo da Veiga, Maria da Cunha II, Apolônia da Veiga, Lourenco Da VEIGA, Gaspar Da VEIGA, MANUEL CORRÊA DA VEIGA, Antonio Da VEIGA, Catharina da Veiga do Prado,  Filippa da da Veiga , Luzia da da Veiga , Maria da Cunha  e *Baltazar da Costa da Veiga I.

    Foi um dos maiores sertanistas de seu tempo. Em 1623, participou da expedição de Henrique da Cunha Gago, o Velho, ao Guairá. Em 1627, no processo de beatificação do Padre Anchieta, Jerônimo declarou que "estando no sertão, foi curado de enfermidade mortal, por conselho e intervenção de seu sogro [junto ao padre]". Em 1640, participou da expedição de João Pereira aos índios guarulhos.



    Acima, em Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol. III pág. 137 do compilado.

    Abaixo o testamento e inventário de Maria da Cunha e Jerônimo da Veiga:

    Maria da Cunha, filha de João Gago da Cunha, natural de S. Paulo (com cerca de 49 anos em 1622) e Catarina do Prado inventariados em S. Paulo (SAESP vols. Vol 10º e 15º, neste site), neta paterna de Henrique da Cunha e Felipa Gago, neta materna de João do Prado e Felipa Vicente, natural de S. Vicente (SAESP vols. Vol 1º e 7º, neste site) descendente de gente brasílica, por Felipa bisneta de Pedro Vicente e Maria de Faria.

    Inventariado Jerônimo da Veiga - S. Paulo ano de 1660 Autos aos (apagado)

    Testamento aos 29-11-1660 eu Jerônimo da Veiga (...) rogo a minha mulher Maria da Cunha e meu filho Baltazar da Veiga - testamenteiros.

    "Sou casado com Maria da Cunha da qual tive 14 filhos, sete machos e sete fêmeas: João da Veiga, o qual é m------, lhe ficou um filho bastardo por nome Andre = e -----, ja defunto, o qual foi cc Maria de Pinha = Belchior da Costa da Veiga, falecido e ---- um filho bastardo por nome Francisco = Jero--- da Veiga, solteiro = Baltazar da Veiga = Lou--- da Veiga = Gaspar, ja defunto. Fêmeas: Es---- da Veiga cc Geraldo Correa, o moço = ---- da Cunha cc Alvaro Gonçalves = ---- da Veiga cc Clemente Alvares = Cate---- Prado cc Manoel Baroya = Izabel da ---- cc Pedro Gil = Apolonia da Veiga,------- = Luziana da Veiga, solteira."

     Titulo dos Orfãos (danificado)


PROJETO COMPARTILHAR -Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira

http://www.projetocompartilhar.org/Familia/MariadaCunhaJeronimodaVeiga.htm

    Abaixo em  ASBRAP 3, fls. 9 a 56, processos Anchietanos, por Hélio Abranches Viotti, S.J. podemos ver:

    16-Jerônimo da Veiga (ouvido a 14 de dezembro de 1627), natural da vila de Santos, com cerca de 46 anos de idade, filho de Belchior da Costa da Veiga e de Estácia Antunes. Não conheceu-o pessoalmente, nem tratou com Anchieta. Por sua intercessão, estando no sertão, foi curado de enfermidade mortal, por conselho e intervenção do sogro João Gago da Cunha (...)


Revista nº 3 - Ano de 1996:1. Qualificação e Depoimento das Testemunhas Nos Processos Anchietanos Mais Antigos, Hélio Abranches Viotti, S. J. – Resumo: Conforme pesquisa sobre Anchieta feita pelo autor nos arquivos do Vaticano.

    A título de informação, o documento acima, trata-se do Arquivo Secreto do Vaticano, na Congregação dos Ritos: os processos de canonização do Padre José de Anchieta. Instaurados os processos apostólicos em Roma a 7 de outubro de 1624, a 10 de agosto de 1736, dia de São Lourenço, lhe coube o título de Venerável, com o reconhecimento pela Igreja de sua heroicidade e de suas virtudes. Finalmente, a 22 de junho de 1980, foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Estão conservados em Roma os seguintes processos*: de Portugal, Évora (1626) e Lisboa (1627); do Brasil, Rio de Janeiro (1602, 1620, 1627 e 1708), Bahia (1619, 1650 e 1708), São Paulo (1622, 1627) e Olinda (1628). Desses, todos os do século XVI, vêm publicados neste artigo.

Abaixo, podemos ver em Apontamentos históricos, geográficos, biográficos, estatísticos e noticiosos da Província de São Paulo:



Referência: 
Apontamentos históricos, geográficos, biográficos, estatísticos e noticiosos da Província de São Paulo - publicação: 1976 Manuel Eufrázio de Azevedo Marques, pag 14 .




OCTAVÓS
Obra de Benedito Calixto de Jesus - Largo dos Remédios, 1862, Acervo do Museu Paulista da USP.jpg
 

*Baltazar da Costa da Veiga I nasceu em São Paulo, Brasil e morreu em 24 de agosto de 1700 em Tremembé, São Paulo, Brasil, foi casado com Maria Bueno de Mendonça, que nasceu em 1640 em São Paulo, Brasil e morreu em 1709 em São Paulo, Brasil. Tiveram os filhos: Balthazar da Veiga Bueno II, Margarida Bueno da Veiga de Mendonça, Maria da Cunha, Capitão-mor Amador Bueno da Veiga, João da Veiga Bueno, Guilherme da Veiga Bueno, Miguel Bueno Bueno da Veiga, Maria Bueno da Cunha, Catherina Bueno De Prado, Jerônimo da Veiga da Veiga Bueno e *Capitão Antônio da Veiga Bueno.

    Abaixo, podemos ver em Genealogia Paulistana, que Baltasar da Costa Veiga foi um bandeirante, descrito pelos cronistas como “potentado em arcos”, regressou a São Paulo com Garcia Rodrigues Pais, depois de penetrar os sertões na bandeira de Fernão Dias em 1674. Atribui-se-lhe a fundação de Tremembé. Podemos ver sua filiação, seus filhos e netos.



    Maria Bueno de Mendonça era neta de Amador Bueno de Ribeira, o Aclamado, Conforme verificamos a linhagem na Parte I no Capítulo VIII : De Piqueroby a Belmira dos Santos Rocha- Octavós.

Referência:

Genealogia Paulistana, Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919), Vol. III pág. 138 do compilado.

Abaixo, parte do testamento do seu pai, Jerônimo da Veiga onde Baltazar é citado:
Foram 14 os filhos do casal. (...)  5- Baltazar da Costa da Veiga casado com Maria Bueno de Mendonça, filha de Amador Bueno e Margarida de Mendonça. Geração na família Domingos de Góes.
PROJETO COMPARTILHAR -Coordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueira




HEPTAVÓS
                                    Obra de Benedito Calixto - Largo da Sé em 1865
 

*Capitão Antônio da Veiga Bueno, que nasceu em aproximadamente 1655, em São Paulo, Brasil e morreu em 23/10/1740, em Curitiba, Brasil, casou-se com Isabel Fernandes da Rocha, que nasceu em aproximadamente 1655, em São Paulo, Brasil, morreu em aproximadamente 1717, em Curitiba, Brasil. Tiveram os filhos: Maria Bueno da Rocha e *Amador Bueno da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo II - De Vicente Annes Bicudo a Pedro Alves da Rocha - Heptavós). Clique no link e vá direto: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-ii-de-vicente-annes.html



HEXAVÓS
                        Obra do artista Hugo Calgan representando paisagem de Curitiba, de 1881
 

*Amador Bueno da Rocha nasceu em aproximadamente 1700, em Curitiba, Brasil, morreu em 22/08/1772, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 26/11/1744 com Maria Leme da Costa, que nasceu em aproximadamente 1719, em Curitiba, Brasil e morreu em 23/05/1750, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os filhos: Antonio Bueno da Rocha, Maria Buena da Rocha, Izabel Maria Buena e *Manoel Bueno Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo II - De Vicente Annes Bicudo a Pedro Alves da Rocha - Hexavós). Clique no link e vá direto: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-ii-de-vicente-annes.html



PENTAVÓS

Paraná

 *Manoel Bueno Rocha, que nasceu em aproximadamente 1747 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente em 1809, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 18/02/1787 com Luzia Ignácia de Jesus (nascida Luzia Fernandes dos Reis) nasceu em 1766 em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em 20/03/1793, em São José dos Pinhais, Brasil, Tiveram os filhos: Anna Buena Rocha, João Bueno da Rocha, Felicia Bueno Pilar, Salvador Bueno da Rocha, Luzia Bueno da Rocha e *Maria Rosa Bueno Da Rocha.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pentavós). Clique no link e vá direto: https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

 

    Conforme verificamos na dispensa matrimonial de Manuel Bueno da Rocha e Luzia Fernandes dos Reis, ambos eram primos em quarto grau:

 (…) Que Antonio Martins Leme é irmão de Maria Leme e que desta nasceu Dionísia Leme, e desta nasceu Maria Leme e que desta procedeu Manoel Bueno (da Rocha);

(…) Que de Antonio Martins Leme nasceu João Martins Leme, deste nasceu Feliciana (Fernandes dos) Reis, e desta nasceu Luzia Fernandes dos Reis, oradora. 

    Sendo Antonio Martins Leme, filho de Matheus Martins Leme e esposo de Margarida Fernandes dos Reis, que era filha de Baltasar Carrasco dos Reis (como consta na linhagem Marteen Leme).

    Joaquina Machado Ferreira (avó materna de Teresa, mãe de Belmira) era prima em terceiro grau de Anna Maria da Rocha (avó paterna de Teresa, mãe de Pedro Alves da Rocha) que também, ambas eram primas em terceiro grau de Cândido Alves da Rocha (avô paterno de Teresa, pai de Pedro e esposo de Anna Maria da Rocha). Sendo Joaquina Machado Ferreira descendente de Maria Rosa Bueno da Rocha, sendo Anna Maria da Rocha e Cândido Alves da Rocha descendentes de Luzia Bueno da Rocha. Sendo Maria Rosa Bueno da Rocha e Luzia Bueno da Rocha, irmãs.




TETRAVÓS

 *Maria Rosa Bueno da Rocha, nasceu em 1784 em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, morreu antes de 1841, foi casada com Antonio Gonçalves Cardoso que nasceu em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 15 de abril de 1849. Tiveram os filhos: Francisca Cardozo, Maria Cardoso, Jozepha Cardozo, Anna Cardozo, José Cardoso e *Joaquim Antonio Cardoso.

Abaixo, o registro de casamento de Maria e Antônio: “Aos 2 de outubro de 1797 anos, de manhã nesta Igreja Matriz do Patrocínio de São José, feitos os proclames… por palavras de presente, Antonio Gonçalves Cardoso, natural desta Freguesia, filho legítimo de José Gabriel Leitão, natural da Vila de Paranaguá e de Thereza Alvares de Jesus, com Maria Rosa, filha legítima de Manoel Bueno e de Luzia Ignácia de Jesus, todos naturais desta Freguesia. Avós paternos do contraente, não sabem quem sejam, maternos do mesmo, Manoel Alvares Fontes, não sabem de onde é natural e Maria Cardoso, natural desta Freguesia. Avós paternos da contraente, Amador Bueno da Rocha, natural da Vila de São Paulo e Maria Leme de Jesus, desta Freguesia. Maternos da mesma, Estevão Ribeiro Bayão e Feliciana Fernandes dos Reis ambos desta Freguesia…”


Referência:

"Brasil, Paraná, Registros da Igreja Católica, 1704-2008," database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939N-PD98-P?cc=2177282&wc=MHND-P38%3A369753201%2C369755602%2C370489401 : 22 May 2014), São José dos Pinhais > São José > Matrimônios 1786, Fev-1832, Fev > image 28 of 189; Paróquias Católicas, Paraná (Catholic Church parishes, Paraná).

https://familysearch.org/ark:/61903/3:1:939N-PD98-P




TRISAVÓS

Bombeiros combatendo incêndio na Casa de Câmara e Cadeia de Curitiba, em 1898.

 *Joaquim Antonio Cardoso nasceu em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casado com Isabel Machado Cardoso, que nasceu em 1827, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 2 de setembro de 1890, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil. Tiveram os filhos: Thereza Cardoso, Joaquina Cardoso, Ernestina Cardoso, Joaquim Amâncio Cardoso,  Joaquim Cardoso, Candida Cardozo, Anna Cardoso, Francisca Belarmina Cardoso, Izabel Cardozo, Florencio Machado Cardoso e *Horacia Librania Machado Cardozo.

 Abaixo o registro de casamento de Joaquim e Isabel: “Aos 3 dias do mês de julho do ano de 1841 nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Luz… os contraentes, naturais da Freguesia de S. José … em minha presença e das testemunhas Manoel Domingos Paulo… com palavras de presente: Joaquim Antonio Cardoso, filho legítimo de Antônio Cardoso e de Maria Rosa, falecida, com Isabel Machado, filha legítima…”



Continua na página seguinte: “... Floriano Machado e Theresa Maria, já falecida e fregueses de S. José …”



Referência:

Abaixo, o registro de óbito de Isabel, morreu aos sessenta e seis anos de idade: “Aos 8 dias do mês  de setembro…”



Continua na página seguinte: “... de 1890 nesta Paróquia de São José dos Pinhais, município de igual nome, Estado do Paraná, compareceu em meu cartório, Manoel Baptista de Andrade, na qualidade de vizinho e na presença das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas e declarou que no dia de ontem, as 5 horas da manhã, no quarteirão de ‘Cupny’, no lugar Costeira, faleceu  Isabel Machado Fagundes de idade de 66 anos mais ou menos, natural, residente neste Distrito, de profissão doméstica e que era filha legítima de Floriano Machado Fagundes e Theresa Franco de Lima e que a mesma falecida era casada com Joaquim Antonio Cardoso do qual deixou 8 filhos que são Theresa de idade de 45 anos, Ernestina de idade de 38 anos, Candida de 35 anos, Joaquim de 33 anos, Anna de 31 anos, Francisca de 29 anos, Florêncio de 23 anos e Horácia de 21 anos e que a dita Isabel seu falecimento foi precedido de inflamação, que seu corpo vai ser sepultado no Cemitério público desta Vila…”









BISAVÓS
A casa Guarnieri, era a casa de Carlota Andrade, conhecida como “tia Carlota”, que foi casada com  Olympio Guarnieri. A casa foi um patrimônio tombado, em 1998 pelo Compac - Conselho Municipal de Patrimônio Artístico e Cultural de São José dos Pinhais.
 

O casarão conhecido como “Casa Guernieri” residência em madeira de arquitetura polonesa, construída aproximadamente na década de 20, século XX, era localizada na Rua Izabel Redentora, centro de São José dos Pinhais - PR. Hoje, a casa não existe mais, pegou fogo em 2015.
 



BISAVÓS

*Horácia Librania Machado Cardoso nasceu em 11 de junho de 1868 em São José Dos Pinhais, Paraná, Brasil e morreu em 19 de julho de 1910 em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casada com Manoel Ignácio Gregório de Andrade, que nasceu em 1849 e morreu antes de 1910. Tiveram os filhos: João Baptista Cardoso, Izabel Andrade, Marcolino Andrade, Carlota de Andrade e *Joaquina Machado Ferreira.

    Abaixo, o registro de casamento de Horácia e Manoel: “Aos 07 dias do mês de abril do ano de 1889 nesta Paróquia de São José dos Pinhais, município de igual nome, Província do Paraná, compareceram em meu cartório Manoel Ignácio Gregório de Andrade e Horácia Librania Machado, em presença das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas… declarante que tem a idade de 40 anos, natural desta Paróquia, livre de nascimento, lavrador, viúvo por falecimento de Anna Ferreira de Jesus, falecida há 4 anos nesta mesma Paróquia e que é filho legítimo de Francisco Ignácio Andrade… foi declarado que tem a idade de 21 anos, natural e residente nesta Freguesia, desta Paróquia… solteira e que é filha legítima de Joaquim Antonio Cardoso e Isabel Machado e pelas mesmas me foi declarado…”



Referência:

    Abaixo, o registro de óbito de Horácia, aos 36 anos de idade, em 19/07/1910, que na ocasião, já era viúva de Manoel Ignácio Gregório de Andrade, deixando sua filha Joaquina, com 18 anos de idade, órfã de pai e mãe: “Aos 19 dias do mês de julho de 1910 neste Distrito de São José dos Pinhais, município de igual nome, Estado do Paraná, compareceu em meu cartório João  Angelo Cordeiro, nas presenças das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas e declarou que no dia de ontem, as 4 horas da manhã, no lugar denominado Costeira, faleceu Horácia Librania Machado, de 36 anos de idade, natural deste Estado, residente neste Distrito, de profissão doméstica e que era filha de Joaquim Antonio Cardoso e Isabel Machado Fagundes e que a mesma falecida era viúva por óbito de Manuel Ignácio de Andrade e que deixou 6 filhos que são: Isabel com 22 anos de idade, João com 20  anos de idade, Joaquina com 18  anos de idade, Marcelina com 12  anos de idade, Octávio com 16  anos de idade, Carlota com 10  anos de idade e que sua morte foi procedida de ‘Variceller’ e que vai sepultar-se no Cemitério desta Cidade…”





AVÓS
Fotografia de Joaquina e Teresa em 1957 - A fotografia foi tratada e colorizada.

*Joaquina Machado Ferreira nasceu em 28 de dezembro de 1892, em Campo Largo da Piedade, Paraná, Brasil e morreu em 16 de dezembro de 1986, em São José dos Pinhais, Paraná, Brasil, foi casada com Francisco Pereira dos Santos, que nasceu em 1877 e morreu em 28 de dezembro de 1954. Tiveram os filhos: Tobias, Santina, Leonor Horácia, Terezinha, Carlota, João, Maria da Glória e *Belmira Laura Pereira dos Santos Rocha (os três últimos morreram antes de sua mãe).


    Teresa contou que lembrava que seu avô Francisco, conhecido como Vô Nhoco, morreu ao cair de sua carroça, porque o cavalo havia se assustado com uma cobra, empinou e disparou. Consta em seu registro de óbito “fratura da base do crânio”, pois, ao cair, bateu tragicamente contra uma pedra. 
Representação da morte de vô Nhoco na via pública de São José dos Pinhais. Pintura digital. Criação ©Rosicleia Rodrigues 2026


    Da família do vô Nhoco minha mãe não sabia nomes, nunca conheceu seus bisavós, fui eu quem lhe contei que conforme o registro de casamento de Joaquina e Francisco consta o nome dos pais dele, que eram Francisco José Teixeira e Gertrudes Pereira Franco. 
    Não consegui mais informações sobre os ascendentes de ambos. Mas com as informações dos nomes de Francisco e Gertrudes, Teresa disse que lembrava de uma senhora chamada Gertrudes que morava no mesmo terreno em que seu avô Nhoco havia doado para construir a capela. Nos fundos de onde a construíram, morava essa senhora idosa, chamada Gertrudes, mas nunca ninguém contou para Teresa quem era ela.

    Voltando a falar da capela, desde pequena ouço essa história de que Francisco Pereira dos Santos e seu pai, haviam doado o terreno para construir a capela e foram também, quem a construíram. A primeira capela, feita de tábuas de madeira, madeira esta que retiraram do próprio terreno. Deveria ser bem precária na época, não cheguei a conhecer a versão original, pois teve reforma e hoje ela é de alvenaria. 

     Abaixo, segue o registro de casamento de Francisco e Joaquina no Cartório, onde aparece o nome dos pais dos noivos e também consta no documento, que já tinham o filho João com um ano e três meses de idade. Francisco com 36 anos e Joaquina com 21 anos de idade: “Aos 28 dias do mês de junho de 1913 nesta Cidade de São José dos Pinhais, na sala do Cartório do Juízo de Casamento, às 10:30 horas da manhã …”


    Continua na página seguinte: “... presente o Capitão Salvador Dias do Rosário, Juiz de casamentos segundo suplente… receberam-se em matrimônio Francisco Pereira dos Santos e Joaquina Machado Ferreira, solteiros, lavradores, naturais deste Estado e residentes neste distrito, ele filho legítimo de Francisco José Teixeira e Gertrudes Pereira Franco com 36 anos de idade, ela filha legítima de Manoel Ignácio e Horácia Librania Machado com 21 anos de idade. E neste ato declararam já terem um filho de nome João de um ano e três meses de idade…”


Referência:

"Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996", database with images, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/1:1:W8CP-KBMM : 9 April 2020), Francisco Pereira dos Santos, 1913.

    Abaixo, o Óbito de Joaquina Machado Ferreira: “Em 17 de dezembro de 1986, neste distrito, em Cartório compareceu José Vilmar Rosa, brasileiro, casado, agente funerário, residente neste distrito e exibindo atestado de óbito firmado pelo Dr. Antonio Cavalcante Teixeira, dando como causa da morte- ictus cordis, senilidade, declarou que no dia 16 de dezembro corrente 1986, às 15:30h, em domicílio a rua… faleceu Joaquina Machado Ferreira, do sexo feminino, de cor branca, profissão lavradora aposentada, natural deste Estado, domiciliado e residente neste distrito, com 91 anos de idade, estado civil viúva, filha de Manoel Gregório Andrade e Horácia Machado Cardoso, naturais deste Estado e já falecidos. O sepultamento vais ser feito no Cemitério de Campo Largo da Roseira, neste Município, viúva que era de Francisco Pereira dos Santos, tendo deixado filhos: Tobias, Santina, Leonor, Horácia, Terezinha, Carlota e João, Belmira,  Maria da Glória, estes 3 últimos já falecidos. Não era eleitora e não deixa bens…”


    Abaixo, o Óbito de Francisco Pereira dos Santos, onde consta que a causa da morte foi hemorragia por fratura da base do crânio: “Aos 29 dias do mês de dezembro do ano de 1954 nesta Vila de Campo Largo da Roseira, distrito do mesmo nome, Município e Comarca de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, em meu cartório compareceu Tobias Pereira dos Santos… o atestado de óbito firmado pelo Doutor Atílio Talamini, laudo com causa da morte ‘hemorragia interna devido a fratura da base do crânio devido a queda acidental, declarou que na tarde de ontem as 16 horas neste distrito no lugar Campestre, na via pública, faleceu Francisco Ferreira dos Santos, do sexo masculino, de cor branca, lavrador, natural desse distrito, onde era domiciliado e residente, com 77 anos de idade,  filho de Francisco Pereira Teixeira e de Gertrudes Alves… já falecidos e… naturais do Município de São José dos Pinhais, deste Estado. O sepultamento será feito no Cemitério particular desta Vila. Era casado com Dona Joaquina Machado Ferreira com quem deixou os seguintes filhos: João, Tobias, casados, Santina casada com Pedro Pereira de Assis, Belmira casada com Pedro Alves da Rocha, (...) casada com Sebastião Rodrigues dos Santos, Horácia casada com José de Assis,  Maria casada com Miguel Furchen, Teresa solteira, maior e Carlota, casada com João Machado Ribeiro…”


Referência:

"Brasil, Paraná, Registro Civil, 1852-1996", database with images, FamilySearch 




PAIS

Avenida Senador Salgado Filho, antiga Estrada de São José do Pinhais e caminho para o extinto Matadouro Municipal. Década de 1930.

*Belmira dos Santos Rocha, que nasceu em 10/12/1922, em São José dos Pinhais, Brasil e morreu em 16/07/1957, em São José dos Pinhais, Brasil, casou-se em 16/12/1949 com Pedro Alves da Rocha nasceu em 21/01/1918, em São José dos Pinhais, Brasil, morreu em aproximadamente 1997, em São José dos Pinhais, Brasil. Tiveram os seguintes filhos: Luiz (falecido aos 11 anos de idade),  Eurides, Leonides, Inês, Pedro, Divair, Maria de Lourdes, Geni, Hamilton, Dirceu, Diomar, Margarida, José (este faleceu no mesmo dia que a mãe) devido complicações no parto e *Teresa.

Pedro casou-se pela segunda vez com Cacilda, que teve os seguintes filhos: Wilson, João, Carmen, Silvio, Ari e Silvano.

(Os documentos desta linhagem você poderá ver na Parte I ,  no Capítulo I - De João Lopes de Elvas a Pedro Alves da Rocha - Pais). Clique no link e vá direto:  https://historiareviva.blogspot.com/2022/10/parte-i-capitulo-i-de-joao-lopes-de.html

Comentários

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